sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Enganar busólogos não pode, mas enganar usuário, pode numa boa, não é?



A padronização visual está dando muita dor de cabeça para quem quer pegar ônibus nas cidades em que isso foi imposto. No Rio, as coisas estão ainda piores, já que além de dificultar a identificação dos ônibus através das pinturas, a prefeitura ainda teve que mudar o código de várias linhas, aumentando a confusão.

Para piorar, não se sabe se é proposital ou não, muitos ônibus, mesmo de empresas de nível como a Real, estão rodando com as bandeiras digitais parcialmente apagadas, como se estivessem pifando. Isso além do aumento na quantidade de veículos pifados ou envolvidos em acidentes e da imensa demora na espera de algum ônibus. Coisas que os alucinados fãs do novo sistema do transporte carioca não conseguem enxergar, já que acham que os "cavalos de Tróias" do BRSs e BRTs irão melhorar o sistema como um todo.

Mas alguns que são contra esse sistema, resolveu, para tentar amenizar a decepção com o sistema, de fazer montagens virtuais de novos veículos com as pinturas personalizadas de cada empresa, para imaginar como ficariam esse veículos se a medida autoritária não tivesse sido imposta.

Mas os busólogos pelegos, que defendem o sistema - provavelmente de olho em algum cargo no governo ou prefeitura ou até mesmo em uma carreira política - argumentaram que as montagens não deveriam ser publicadas na internet porque "causariam uma confusão na historiografia de cada empresa". Para eles, muitos busólogos que não conhecem as empresas do Rio ficariam confusos.

Ah, então é assim. Busólogo não pode ficar confuso. Mas usuário pode. Muita gente pegando o ônibus errado ou ter que arregalar os olhos para tentar identificar os ônibus desejados, além de muita gente que se atrapalha ao tentar pegar algum carro estando com pressa, isso é permitido e até louvável, não é? Tudo para manter o modismo dos ônibus de uma cara só.

Padronização é anti-democrática

Padronizar, uniformizar, em qualquer setor, é uma característica de ditaduras. Quem não gosta de dar benefícios a todos sempre coloca uma fardinha ou estipula padrões - na vida afetiva acontece muito - para que apenas uma minoria que siga as regras estipuladas seja beneficiária de direitos mínimos.

O racismo nasceu da padronização. A homofobia também. Preconceitos nascem da rejeição a quem não satisfaz padrões.

Os defensores desse novo e falho sistema dos ônibus do Rio não querem que a população seja bem servida. Para eles, apenas a estética dos belos BRTs e BRSs já basta para deixar a população feliz. Até que o primeiro minhocão quebre no meio do caminho.

Perguntar não ofende

Uma pergunta que até agora ninguém fez, e que faço agora: qual a vantagem de colocar uma pintura só em todas as empresas de ônibus? Só valem respostas convincentes, viu?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DEFENSORES DA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ PRESOS NO MESMO REFRÃO



Os defensores da padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro, desesperados, tentam emplacar algum sucesso. Mas não conseguem.

Irritados, até armaram um discurso contra seus opositores, na tentativa de fazer virar unanimidade uma medida chinfrim que só deixa diferentes empresas de ônibus com pinturas parecidas, causando sérios e intermináveis transtornos.

E pelo que se vê em comunidades como BUSÓLOGOS DO RJ ou nos espaços busólogos do Orkut, Twitter e Facebook, além dos fóruns nos sítios busólogos do Fotopages, os busólogos pró-padronização visual, além de esquentadinhos, nervoso e com medinho de opinião contrária, não conseguem compor algo diferente do mesmo sucesso.

E, por sinal, seus discos vivem sempre pulando. Vejamos:

"QUEM É CONTRA A PADRONIZAÇÃO VISUAL
DOS ÔNIBUS DO RIO DE JANEIRO
RECLAMA CONTRA A CURITIBANIZAÇÃO
DIZ QUE VAI CONFUNDIR O PASSAGEIRO

PRECISA TROCAR O DISCO
QUE ESTÁ TODO ARRANHADO

(poc)

QUE ESTÁ TODO ARRANHADO

(poc)

QUE ESTÁ TODO ARRANHADO

(poc)

QUE ESTÁ TODO ARRANHADO

(poc)

QUE ESTÁ TODO ARRANHADO

PORQUE

(zwwwwrrrrrrllllllllllll)

(Click)"

(Desliga a vitrola)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O FRACASSO DA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ



COMENTÁRIO: O texto ganhou muita repercussão só até a manhã de hoje, sendo o terceiro texto mais lido do blogue Mingau de Aço. E, modéstia à parte, os argumentos no texto são mais objetivos e coerentes do que os comentários que os irritados adeptos da "padronização" usam para fazer prevalecer sua visão.

Isso porque a busologia dos escritórios nem sempre é a busologia das ruas, do povo. E, em se tratando do grupo político de Eduardo Paes, sem comentários...

O fracasso da padronização visual dos ônibus do RJ

Por Alexandre Figueiredo - Blogue Mingau de Aço

Quando a peça tem um texto horrível, sua produção é péssima e o elenco é ainda pior, não há como esperar a peça terminar para avaliarmos se ela foi boa ou ruim. Logo no primeiro ato, a peça já mostra a que veio, tornando-se um fiasco irrecuperável.

Pois é isso que ocorre quando o assunto é a medida arbitrária da padronização visual nos ônibus do Rio de Janeiro. A medida, anunciada no final de 2009 e imposta no ano seguinte pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e seu secretário de transporte, Alexandre Sansão - espécie de Ali Kamel da busologia - mostra seu grande fracasso a três anos da Copa de 2014 e cinco das Olimpíadas de 2016.

Inspirado tanto nos modelos de Curitiba e São Paulo - que já mostram sinais de decadência e desgaste - , implantados durante a ditadura militar, o plano de transporte coletivo definido pela padronização visual, pela organização politiqueira de consórcios e pelo poder concentrado da Secretaria de Transporte, vê seu inferno astral ocorre não somente no desgaste de cidades onde ele foi "bem sucedido", mas numa cidade como o Rio de Janeiro que já começa a ver a decadência do transporte público.

A situação é fácil de se ver nas ruas. Uma média de 50 ônibus enguiçados por semana. Ônibus com lataria amassada e letreiro digital pifando. Mais demora na espera de um ônibus. Empresas antes exemplares, como Real e Matias, com carros sacolejando de danificados. E a Zona Oeste sofrendo ainda mais com o serviço ainda mais desastroso para o seu lado.

Isso sem falar da atenção redobrada na hora de pegar um ônibus. Agora, as diferentes empresas como Acari, Matias, Verdun, Madureira Candelária, Rubanil e City Rio possuem a mesmíssima pintura, o que dificulta sua identificação de longe.

Idosos, gestantes e deficientes têm que ir acompanhados de parentes, não apenas porque precisam, mas para um simples ato de identificar o ônibus que vão pegar. Os analfabetos também sofrem. Já dá para perceber como ficarão os turistas estrangeiros em 2014 e 2016, com a continuidade desse horroroso esquema.

BUSÓLOGOS-PELEGOS IRRITADOS

O tom do fracasso de uma medida destinada a prevalecer é notado pela irritabilidade daqueles que defendem a medida de Paes e Sansão. Nervosos, esses busólogos-pelegos, que passaram a defender as autoridades cariocas visando serem convidados a conhecer pessoalmente os dirigentes e astros esportivos em 2014 e 2016, passaram a fazer acusações infundadas contra os que reprovam essa mesma medida.

Não bastasse a acusação de "infantis", "desinformados" e "afrescalhados estéticos", os busólogos-pelegos agora acusam os opositores de "fanáticos", sem poder explicar direito seus propósitos, apenas usando desculpas esfarrapadas, inverossímeis, mas dentro das perspectivas dos poderosos em torno da prefeitura carioca.

Dá para perceber que o nervosismo e o desespero está do lado não daqueles que são contra a tal "padronização", que, por mais revoltados que pareçam, conseguem expor seus pontos de vista com equilíbrio e paciência. Já o outro lado mais parece o PSDB nos últimos tempos, sobretudo depois do lançamento do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., pois, assim como a "padronização visual" e os consórcios cariocas, a privataria do governo FHC também foi uma medida tecnocrática que juntou uma minoria de defensores intransigentes e temperamentais.

A irritabilidade dos defensores da "padronização" se nota porque eles, felizes com a aparente unanimidade que a "panelinha" de busólogos-pelegos possui nas "redes sociais" e nos escritórios de autoridades e tecnocratas do transporte, não conseguem ver seus pontos-de-vista serem compartilhados pela maioria da população.

Por isso mesmo é que essa minoria arrogante e presunçosa de busólogos, assim que vê alguém discordando da padronização visual nos ônibus cariocas, disparam calúnias e xingações, ironias e gozações, numa verdadeira demonstração de "urubologia" busóloga ou até mesmo de bullying.

DESCULPAS SEM SENTIDO

As acusações ainda são acompanhadas de um moralismo reacionário dos busólogos-pelegos, que acham que diversidade visual só envolve estética e reagem às críticas com as desculpas "pragmáticas" de que "o que importa é se o serviço de transporte está bom". Tipo de gente dotada de chiliques tecnocráticos e de paranóias "utilitaristas".

Os busólogos-pelegos inventam mil desculpas. Dizem que, com a "padronização visual", os busólogos passaram a fotografar mais (?!) e que ônibus melhores foram adquiridos, como os de piso baixo. Puro trololó.

Pois ônibus de piso baixo foram comprados até numa cidade que desfez a sua padronização visual, a sulista Florianópolis, e com ou sem padronização visual os fotógrafos teriam produção intensificada, por conta das oportunidades do portal Ônibus Brasil, o maior dedicado ao transporte no país.

NÃO HÁ SOLUÇÃO, SÓ PALIATIVOS - A lógica desse "novo sistema" implantado no Rio de Janeiro já mostra seu fracasso em Curitiba. Um fracasso que inclui a sobrecarga das paraestatais controladas pelas Secretarias de Transportes e que já causa até mesmo tragédias.

Pois é um sistema tecnocrático cheio de desvantagens e transtornos. As empresas são camufladas num visual padronizado, impedindo a sua identificação pelo passageiro comum. Tudo é feito por decisão ou permissão do secretário de transportes que, a pretexto de ser apenas um "modesto regulador do sistema", comanda o transporte coletivo com mãos de ferro, mas também acumula em si responsabilidades que nem sempre é capaz de resolver ou assumir.

Por isso, as "soluções" que são feitas para salvar o esquema - que em Curitiba esteve à beira do colapso - não passam de paliativos. Mesmo a necessária renovação de frotas é feita mais para tentar intimidar os protestos do que em realmente beneficiar a população.

E a banalização dessas renovações já causa piadas em Curitiba, como no caso de mãe-de-santo prometer a compra de BRT's para trazer a amada de volta para os braços de um rapaz. E pode esconder até mesmo esquemas de lavagem financeira, mesmo porque inevitavelmente vem à tona o ditado "Quando a esmola é demais, o santo desconfia".

São apenas paliativos. Renovações tendenciosas de frotas, construção ou reparos nos corredores de ônibus, aumento das facilidades do bilhete único. No caso dos corredores viários, porém, a "solução" pode passar do paliativo ao problema, na medida em que em muitos casos - como na Zona Oeste do Rio de Janeiro - áreas ambientais podem ser derrubadas e até patrimônios históricos podem ser "tombados" (não no sentido da preservação no Livro do Tombo, mas reduzidas a pó e a entulhos, mesmo) com a obsessão rodoviária dos tecnocratas.

REINO UNIDO NÃO ADOTA PADRONIZAÇÃO VISUAL

Um dos grandes mitos que os tecnocratas do transporte alardeiam é que a padronização visual é adotada no sistema de ônibus da Grã-Bretanha. Grande engano. Lá impera a diversidade visual, como mostram vários sítios de ônibus ingleses existentes. E mesmo na pintura vermelha do serviço de ônibus de dois andares é feita de forma diferenciada por cada empresa.

A medida de "fardar" os ônibus, no entanto, é adotada em Madri, cidade inspiração para os políticos da direita carioca, o mesmo grupo político de César Maia e Sérgio Cabral Filho atualmente "rachado" por divergências pessoais, numa polarização que lembra muito a de Roberto Requião e Beto Richa, no Paraná, e que pode ocorrer entre o PSDB e o PSD em São Paulo.

A pomposa e insossa Praça Quinze de Novembro, no centro carioca, antes uma movimentada e até caótica, porém mais viva e menos insegura praça da Cidade Maravilhosa, transformou-se nesse clone de "praça espanhola" que no entanto acabou tendo um cantinho improvisado para mendigos e reduziu a Avenida Alfred Agache em túneis escuros e fedidos onde nem para pintar as paredes de branco fosforescente as autoridades quiseram fazer.

Mas a própria "inclinação" das autoridades cariocas para o interesse público dá o tom dessa padronização visual que já confirmou seu fracasso logo de cara. Afinal, não há qualquer vantagem em colocar diferentes empresas com o mesmo visual, muito pelo contrário.

E não é ofensivo dizer que nem todos possuem as mesmas habilidades técnicas que a minoria de busólogos que aplaude essa medida arbitrária, afinal não dá para cobrar de um ambulante ou de um casal de idosos o mesmo conhecimento técnico de ônibus do busólogo-pelego que posa de maioral e de dono da verdade no Orkut, Facebook e nos comentários do Fotopages.

O que se sabe é que não adiantarão paliativos. Mudar o design da padronização visual a cada governo, encher de carros novos, BRT's, ônibus de pisos baixos, motores de marcas suecas, criar novos corredores viários, ampliar o acesso ao bilhete único, tudo isso não resolverá e nem salvará o modelo tecnocrático de transporte coletivo. Isso mais parecerá como no caso do rapagão violento que, a cada crise conjugal, sempre compra doces, flores e ingressos para o cinema para a namorada.

Especialistas falam que a tal padronização visual adotada no Rio de Janeiro não durará 20 anos. Primeiro, porque os tempos são outros. Não estamos mais nos tempos de Jaime Lerner na ARENA, ou no pedessismo de Paulo Egydio Martins (o homem que udenizou a UNE) e do banqueiro Olavo Setubal, que implantaram os hoje decadentes modelos de transporte coletivo.

Já se fala até mesmo que, dentro de uns dez anos, a padronização visual acabará até mesmo em Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. Botar farda nos ônibus como se faz a aluninhos de internato só faz complicar o transporte coletivo. Mascara as empresas, e nenhum paliativo "milagroso" irá resolver.

O bom é a empresa ter sua própria imagem, para assim facilitar o reconhecimento e a avaliação dela pelo passageiro. E isso é também um direito à informação, porque reconhecer uma empresa de ônibus não deve ser privilégio de empresários, tecnocratas, políticos e busólogos-pelegos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PRODUTORES DE "A GRANDE FAMÍLIA" SÃO CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ



Quem observa o seriado A Grande Família, da Rede Globo de Televisão, deve observar que a edição de imagens em back projection usadas no seriado ainda mostra ônibus com visual diversificado, sobretudo com ônibus mais antigos.

Só raramente ônibus com visual padronizado aparecem no seriado, isso quando não há outra alternativa. Mas nota-se que os ônibus diversificados aparecem até mesmo num fictício micro-ônibus que teria feito parte da frota da Transportes Santa Maria.

A atitude da produção do seriado destoa da de outros seriados - como Entre Tapas e Beijos, numa contrastante clipe que toca uma música de Jorge Veiga para mostrar os ônibus padronizados que nada têm a ver com os "bons tempos" do Rio - e até da novela Fina Estampa, que mostram com desenvoltura e até certo orgulho o visual "buscopan" dos ônibus cariocas.

Portanto, certamente Lineu Silva gostaria muito de mover uma ação popular contra a Prefeitura do Rio de Janeiro, para derrubar a padronização visual que confunde os passageiros. E nem o Agostinho Carrera seria capaz de tanta malandragem assim com o povo do Rio.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mais um efeito da uniformização visual constatado agora por politicos

TRANSPORTES DO DISTRITO FEDERAL SÃO OS PIORES DO PAÍS, diz Comissão da Câmara

transportes no Distrito Federal
    Ônibus em Brasília. A frase do prefeito de Planaltina de Goiás de que os transportes no Distrito Federal 
e entorno são os piores do País ganhou coro de deputados e representações de trabalhadores.Frota velha, 
metade com até 19 anos, veículos constantemente quebrados,
atrasos e linhas defasadas são parte da realidade dos sistemas locais.
Parlamentares e cidadãos também acusam empresas de formação de cartel, 
pressionando o poder público para passagens maiores e 
refletindo na má qualidade de serviços. DFTrans, gerenciadora do sistema,
reconhece o problema e afirma que a situação só vai mudar com a licitação, 
cujo edital deve ser lançado até o final do ano. Mas se não houver nenhum entrave, 
o que é comum em certames de serviços de transportes, 
a renovação da frota de ônibus sói deve ser concluída em 2013.
Transportes do Distrito Federal são alvos de críticas em comissão na Câmara dos Deputados
        A precariedade dos serviços, a falta de acessibilidade para portadores de necessidades especiais e o alto valor das passagens fora,m os principais pontos levantados por autoridades locais e representantes de passageiros
ADAMO BAZANI – CBN
Nem a gregos, nem a troianos, nem a autoridades, nem a população. A forma como é prestado o serviço de transportes coletivos no Distrito Federal e entorno consegue desagradar a todos.
Pelo menos foi essa a impressão durante a Audiência Pública, realizada nesta quarta-feira, dia 16 de novembro de 2011, sobre os serviços de ônibus, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
O evento, para discutir a situação dos serviços de ônibus na região, reuniu deputados, autoridades locais e representantes dos passageiros.
Com uma frota cuja metade dos ônibus tem idade média de 19 anos e vários rodam com documentação vencida ou irregular, atrasos, quebras, linhas mal planejadas, ônibus com goteiras de chuva dentro e motoristas que precisam de maior preparo marcam o dia a dia de quem precisa dos serviços de transportes em Brasília e nas cidades próximas.
De acordo com a “Agência Câmara de Notícias”, o prefeito de uma destas localidades, José Olinto Neto, à frente do executivo de Planaltina de Goiás, os transportes no Distrito Federal podem ser considerados os piores do País.
“Quando fazemos a viagem até Brasília, encontramos sempre quatro ou cinco ônibus quebrados. E o usuário ainda paga R$ 4,50 pela passagem”, reclamou Olinto Neto.
A falta de ônibus com acessibilidade também foi uma das queixas durante a Comissão.
A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – confirmou que somente 10% da frota de ônibus do Distrito Federal possuem elevadores ou qualquer outro equipamento de acessibilidade.
Mas o número pode ser menor ainda, isso porque, estes dados são fornecidos pelas próprias empresas de ônibus, cabendo, segundo a ANTT, maior fiscalização do DFTrans – Departamento de Trânsito e Transportes do Distrito Federal.
Os parlamentares acusaram as empresas de formação de cartel, cobrando tarifas altas, mesmo reguladas pelo poder público, mas que fazem pressão sobre o valor das passagens.
Além disso, segundo os parlamentares, esta suposta cartelização seria um dos motivos pela falta de concorrência e como consequência, precariedade dos serviços.
As empresas também não estariam cumprindo o desconto obrigatório de 50% no valor das passagens para estudantes. O problema ocorre com os estudantes do entorno do Distrito Federal e que se deslocam para aquela região.
Dentro do Distrito Federal, os estudantes não pagam passagem.
A DFTRans anunciou no mês passado, quando apreendeu mais de 700 ônibus operando de maneira irregular, que a solução para os problemas seria a licitação do sistema, cujo edital vai ser lançado até o final deste ano.
Mas a renovação da frota só deve ser concluída em 2013, isso se não houver nenhum entrave ao processo licitatório, o que normalmente ocorre nos certames de transportes públicos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E mais padronização visual para confundir o povo

Como politico adora aparecer com estes artifícios! Dessa vez de uma forma até correta, pois identifica por bairro e não por zona de operação. De fato, na prática se fosse implantado em todo Rio e cada cor fosse por bairro, de fato seria uma mão na roda, como acontece com o transporte alternativo, por exemplo. Mas como objetivo da padronização em qualquer lugar do pais não é e nunca será este, nós do blog continuaremos a condena-la, ja que quando o serviço é operado pela iniciativa privada, esta é quem deveria aparecer, justamente para orientar o passageiro em seus trajetos e para fins de fiscalização popular e da mídia. Uma vez que o objetivo da padronização visual sempre é por vaidade politica, corrupção e marketing politico. Embora nossa campanha pareça perdida, ela continua e não se direcionará apenas ao Rio de Janeiro, mas a todas as cidades do país. Um local que um dia padronização poderá cair, pois tem gente que está pronta para aderir é São Paulo, uma vez que eles já conhecem há mais de trinta anos os efeitos maléficos desta medida de carater autoritário, já que a população nunca é consultada em situações como essa. Ela sempre é imposta de cima pra, baixo e sempre de forma autoritária. Nossa campanha continua, e se Deus quiser, atingiremos nosso objetivo. E só!


ÔNIBUS NO LUGAR DOS BONDES DE SANTA TERESA.
Novo sistema será implantado em 2013 com ajuda da Carris de Portugal.
ônibus e bonde de Santa Teresa
Modelo de micro-ônibus que a partir desta segunda-feira, dia 07 de novembro,
substitui os bondes tradicionais de Santa Teresa.
Os serviços de bondes foram suspensos depois de tragédia com descarrilamento de bonde
que provocou a morte de 06 pessoas e ferimentos em outras 50.
Os bondes só devem voltar a prestar serviços em 2013 e não serão os mesmos tradicionais.
Haverá um novo modelo de veículo e sistema operacional que serão implantados
em colaboração da Carris de Portugal, que em Lisboa opera bondes com
topografia semelhante a de Santa Teresa e que nos anos de 1940 já operou o
bondinho tradicional no Rio de Janeiro. Ilustração: Divulgação da Prefeitura do Rio de Janeiro
Ônibus começam a circular em Santa Teresa
Passagem continua sendo de R$ 0,60. A diferença entre os R$ 2,40 da tarifa regular

dos ônibus e o valor pago pelos passageiros, de R$ 1,80, será bancada pela Prefeitura do Rio de Janeiro
ADAMO BAZANI – CBN
A cena dos tradicionais bondinhos de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, por enquanto não poderá ser vista mais. E talvez o mesmo sistema não será visto nunca mais.
Isso porque, o Governador Eduardo Paes anunciou que somente em 2013 é que bondes irão circular por Santa Teresa com um sistema modernizado e novos veículos.
Os investimentos serão na ordem de R$ 40 milhões.
Para que sejam entregues novos bondes, trilhos e rede aérea foi firmado um acordo com a Carris, empresa de transportes de Portugal.
Uma curiosidade histórica é que a Carris de Portugal já operou e administrou os bondes de Santa Teresa no Rio nos anos de 1940.
A escolha da Carris para o acordo não foi só por questões históricas.
Segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro, ladeiras e terrenos acentuados de Lisboa são as que mais se aproximam da realidade de Santa Teresa para transportes por bondes.
A decisão de investir em bondes, ainda de acordo com o Governo, está mais baseada na manutenção da tradição do bairro do que a viabilidade econômica dos transportes.
Os bondes, além de serem uma marca, atraem turistas, o que acaba contribuindo para compensar o pouco retorno financeiro ou mesmo as dificuldades operacionais.
Os bondes de Santa Teresa foram “aposentados” depois de uma tragédia em agosto de 2011. Um bonde descarrilou, tombou e provocou a morte de 06 pessoas e ferimentos em outras 50.
Enquanto 2013 não chega e os bondes novos das Carris também não, começaram a operar nesta segunda-feira, dia 07 de novembro de 2011, duas linhas especiais de micro-ônibus com o valor da passagem igual dos bondinhos: R$ 0,60.
Como a tarifa das empresas de ônibus é de R$ 2,40, para manter o preço dos bondes para os passageiros, a prefeitura vai subsidiar a diferença de R$ 1,80.
Serão duas linhas, operadas pelo Consórcio Intersul: SE 006 (Silvestre – Castelo) e SE 014 (Paula Matos – Castelo).
Os pontos foram determinados de acordo com o melhor local para a parada dos ônibus.
Os micro-ônibus, mais indicados para as condições do morro que os ônibus convencionais de 12 a 13,2 metros, têm capacidade para 35 passageiros.
A frota pode ser adequada à demanda ao longo da operação.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN
Fonte: Blog Ponto de ônibus

domingo, 6 de novembro de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ NÃO CHEGARÁ A 20 ANOS


VERDUN E MATIAS IGUAIZINHOS - Visual padronizado não traz vantagens reais para os passageiros.

O texto em questão pode parecer um absurdo hoje, mas pensando a longo prazo, verá que faz um bom sentido.

Pois o que se anuncia é que é muito pouco provável que a padronização visual adotada nos ônibus do Rio de Janeiro irá durar os vinte anos previstos para os consórcios. A medida pode até estar sendo tolerada pela maioria da população, mas apoio ela não recebe mesmo.

A medida, comprovadamente, está mostrando as desvantagens do visual igualzinho de várias empresas, que confunde os passageiros que não podem mais reconhecer os ônibus de longe. Além disso, também não há a menor graça "rachar" uma mesma empresa de ônibus em dois consórcios, o que aumenta ainda mais a confusão.

A medida só "prevalece" hoje porque, em nossa política, ainda vivemos a herança do regime militar e dos aliados civis que, tempos atrás, constituíram no grupo político que sustentou os governos Collor e FHC.

É bom deixar claro que o pai da "padronização visual" nos ônibus brasileiros, Jaime Lerner, é ideologicamente herdeiro do regime militar e se formou na UFPR do reitor e depois ministro de Castelo Branco, Suplicy de Lacerda, artífice de medidas que revoltaram o movimento estudantil.

A medida, arbitrária e feita à revelia da população, da padronização visual dos ônibus cariocas, só satisfaz uma minoria de busólogos que ficou com o privilégio exclusivo de reconhecer a "diferença" de uma Verdun e uma City Rio, de uma Braso Lisboa e uma Real, de uma Bangu e uma Campo Grande. A medida criou uma espécie de joguinho para esses arautos da vaidade pessoal sobre rodas.

Vale lembrar, todavia, que nem todos os busólogos que fotografam ônibus com visual padronizado estejam realmente a favor da medida. Há muitos contra que, mesmo assim, fotografam ônibus padronizados pela simples função de informar. Se nem o designer Armando Villela (Villela Design), em que pese ter bolado as padronizações visuais para Belo Horizonte, Vitória e Manaus, apoia a padronização visual, muitos busólogos também não apoiam.

Um desses busólogos, com muitos anos de experiência, como protesto decidiu trocar os dados de empresas de ônibus por causa do visual padronizado num sítio virtual de ônibus. Colocando o número correto do carro, o busólogo no entanto dá o crédito diferente de empresa, para protestar. Como, por exemplo, creditar um carro da Viação Andorinha com o nome da empresa mudado para Rio Rotas.

A arrogância de busólogos-pelegos, autoridades e tecnocratas do transporte, certamente, não irá acreditar neste texto, achando que o que vai acontecer é só a "mudança de design" na padronização visual. Mas, do jeito que a opinião pública hoje evolui, em que uma multiplicidade de questões diversas da sociedade são difundidas e discutidas amplamente, é bom se prepararem para quando a causa deles perder totalmente o sentido.

Ninguém imaginava, por exemplo, em 1994, que o grupo político de Fernando Henrique Cardoso perderia todas em 2010. Fale em 1997 que FH e seus aliados não iriam ficar no Planalto em 2010, e você logo receberia um comentário agressivo de um internauta irritado, que muito provavelmente perguntaria em que planeta você vive.

Fernando Henrique Cardoso deixou a Plataforma P-36 da Petrobras sofrer uma tragédia, chamou os aposentados de "vagabundos", e aparentemente "ganhou todas" em 2000. Certamente achando que sobreviveria vitorioso em 2014, ano dos 20 anos do Plano Real, em que tudo parecia indicar o triunfo "definitivo" do grupo demotucano.

A ditadura militar que tentou "padronizar" os corações e mentes dos brasileiros durou 21 anos achando que ultrapassaria a barreira do século. Fale para os generais, em 1969, que a ditadura militar encerraria em 1985 e você seria preso e torturado, para não dizer morto e jogado na vala como carne podre.

A Folha de São Paulo, ícone da imprensa reacionária, tentou "padronizar" a opinião pública com o Projeto Folha, em 1984, com Otávio Frias Filho acreditando ser ele mesmo um Moisés moderno, no sentido de definir os mandamentos da humanidade brasileira. A FSP parecia ter uma reputação inabalável, quase que um totem impresso. Mas hoje a reputação do jornal paulista se encontra seriamente abalada, até nos tribunais.

Mas fale para algum chefão da Folha, em 1994, que o jornal seria parodiado por uma dupla de humoristas, que o periódico seria visto como reacionário e o nome "Folha" faria um trocadilho maldoso com a palavra "falha" e a resposta mais provável será esta: "Não sei do que você está falando. A Folha é a imprensa na mais alta definição. Somos a vanguarda do futuro, não creio que cometamos grandes erros".

As coisas mudam, e o que se vê, nas ruas, é o fracasso de todo um modelo de transporte coletivo do qual a padronização visual é seu carro-chefe. Nas ruas cariocas, o que se vê são ônibus facilmente enguiçados, carros semi-novos mal-conservados, ônibus circulando com lataria amassada, males que se vê até mesmo em empresas antes respeitáveis como Real, Matias, Pégaso e Lourdes.

Não é invenção, não. Basta dar um passeio de ônibus nas principais avenidas e ver que isso nem de longe é papo furado. Já vi lataria amassada anteontem em carros como 53648 (Campo Grande), 58080 (Lourdes) e 27509 (Vila Isabel). Já vi carros da Matias, Lourdes e Real chacoalhando feito carro de entulho, carros que nem chegam a ter três anos de fabricação.

Os passageiros também quebram a cabeça agora para ver se não pegam ônibus errado. Seria no mínimo cinismo e cara-de-pau achar que isso vai durar 20 anos ou mais ou que vai resolver com paliativos sem necessidade. Não vai.

A padronização visual é uma medida que se desgasta. Ela é herança da ditadura militar, cujos herdeiros civis (a ditadura também teve apoio de parte da sociedade civil) até hoje estão no poder, que queria ver o Estado controlando politicamente o transporte coletivo.

Essa lógica do transporte coletivo, tecnocrática e autoritária, se vende como "nova" mas se trata de algo velho e antiquado, até porque seus responsáveis se encontram no auge do poder político e técnico.

Talvez a medida se segure até 2016, com muitos artifícios como abrigos futuristas e compras tendenciosas de carros novos, com direito a festinhas e alarde na imprensa. Mas é muito difícil que, com o amadurecimento da opinião pública, cada vez mais avançando no senso crítico, a gente veja ônibus cariocas com visual padronizado daqui a 20 anos. Até lá, todas as suas desvantagens serão reconhecidas e todos os paliativos testados em vão.

O futuro se mostrou, desde que a humanidade é humanidade, que não é o plágio do presente e que pode transformar em castelos de areia ideias dominantes que parecem sólidas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É ESSE O "MODERNO" TRANSPORTE QUE PREVALECERÁ EM 2014?





A concentração de poder dos secretários de transportes sobre o serviço de ônibus em cada cidade ou região metropolitana já começa a pôr em xeque. São Paulo torna-se um dos recordistas em acidentes, o que mostra o quanto a SPTrans, embora tenha maior poder sobre as empresas de ônibus, não têm muito fôlego para cuidar do sistema de ônibus da maior cidade da América Latina.

Hoje houve mais um dos inúmeros acidentes ocorridos na capital paulista. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas na batida de dois ônibus - um deles da Marcopolo Torino LN - na Av. Celso Garcia, no bairro do Belém, Zona Leste da cidade. Aliás, é justamente o consórcio dessa zona de bairros que, segundo o jornalista Adamo Bazani, é onde há maior corrupção nas empresas de ônibus, mascarada pela padronização visual.

É justamente o sistema de ônibus de São Paulo que inspirou diretamente o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a fazer o mesmo com os ônibus cariocas, fardados com o tal "visual padronizado", controlados a mão de ferro pelo secretário de Transportes Alexandre Sansão e o resultado pode ser visto nas ruas, com muitos ônibus enguiçados, vários deles com apenas poucos meses de fabricação.

A coisa também estava ficando feia em Curitiba, quando o colapso foi anunciado por rodoviários e até especialistas. Alguns acidentes trágicos até ocorreram. Mas aí veio a festa paliativa das gigantescas compras de carros novos (será que tem lavagem de dinheiro por aí?), para salvar a pele de Jaime Lerner para, ao menos, a copa de 2014.

Em Teresina, também veio a compra tendenciosa de carros Volvo, pois motor sueco é muito usado para esse modelo tecnocrático de transporte não como promoção de qualidade no serviço, mas como sensacionalismo para fazer notícia nas revistas e outros periódicos de transporte do Brasil e do mundo.

Tudo isso para que o passageiro sinta maior "conforto" na hora de pegar um ônibus errado. Se é para os passageiros de ônibus sofrerem com os ônibus fardados de empresas cujos nomes são ocultos ou ofuscados, então que sofra "com categoria". Para garantir a vaidade dos tecnocratas e políticos que se beneficiam com esse modelo de transporte herdado da ditadura militar.

Fonte: Blog Menos Automoveis nas Ruas do colaborador Alexandre Figueiredo.

O PENSAMENTO ÚNICO SOBRE RODAS



AV. PRES. VARGAS, NO RIO DE JANEIRO, EM DOIS GOLPES - Um foi o golpe militar de 1964, outro da padronização visual dos ônibus cariocas. As alegações são as mesmas de um e outro.

Por Alexandre Figueiredo

A curitibanização dos ônibus no Brasil, projeto mastodôntico e megalomaníaco que visa mostrar ônibus fardados para turistas estrangeiros, sob clara propaganda de suas respectivas prefeituras ou governos estaduais, decai na proporção simétrica à sua persistência, depois que os noticiários mostraram os desastres desse sistema de ônibus sensacionalista e tecnocrático.

Sensacionalista, porque tenta compensar a monotonia da padronização visual que oculta empresas de ônibus e confunde os passageiros comuns - afinal, nem todo mundo é especializado em busologia - com compras periódicas de ônibus novos, sobretudo articulados ou com piso baixo e com chassis de marcas suecas.

Parece bem-intencionado, mas a "facilidade" com que se renovam frotas com ônibus desses portes nesse sistema de visual padronizado e poder concentrado nas Secretarias de Transportes, só nos faz lembrar do famoso ditado popular: "Quando a esmola é demais, o santo desconfia". E a renovação aconteceu logo após anunciarem que o transporte coletivo de Curitiba estava à beira de um colapso.

Devido ao "surto" tendencioso de renovação de frota dos ônibus de Curitiba, já surge até uma piada de que a renovação de frota iria resolver qualquer problema na capital paranaense. Se existe problema de saneamento básico, resolve-se comprando centenas de ônibus Volvo biarticulados.

Se existe problema de segurança, resolve-se comprando outras centenas. Se o salário dos professores curitibanos é baixo, então compra-se mais novos ônibus e o problema está resolvido. E assim vai.

DIREITISMO POLÍTICO

A começar pelo seu precursor, o urbanista e ex-político Jaime Lerner, pode-se garantir que nenhum político que se comprometeu com a padronização visual dos ônibus do Brasil está relacionado com políticas progressistas.

Costuma-se acusar a então prefeita Luíza Erundina, então do PT e hoje do PSB, de ter promovido a padronização visual dos ônibus de São Paulo. Trata-se de um grande erro. Quem realizou a iniciativa foi o falecido banqueiro do Itaú, Olavo Setúbal, quando era prefeito da capital paulista, bem antes que Erundina.

Setúbal era ligado a Paulo Egydio Martins, ex-prefeito paulistano e ex-governador paulista, que havia sido líder estudantil pela UDN, num breve período direitista da UNE. Egydio, ainda vivo, é filiado ao PSDB. Já Setúbal foi da ARENA e no final da vida estava ligado ao DEM.

Quanto a Jaime Lerner, ele era um dos alunos-modelo da UFPR comandada pelo reitor Flávio Suplicy de Lacerda, que como ministro da Educação do general Castello Branco fez o acordo MEC-USAID dentro de um pacote de medidas que revoltou os estudantes brasileiros, pois previa até mesmo a substituição da então clandestina UNE por uma entidade estudantil subordinada à ditadura militar.

Lerner, quando lançou seu "moderno" modelo de transporte coletivo - que, agonizante, ainda tem que prevalecer até, pelo menos, 2016, sob a paciência de milhares de passageiros - , era prefeito de Curitiba ligado à ARENA e o Brasil vivia ainda o auge do período ditatorial. E seu compromisso com as forças armadas é tal que Lerner se inspirou nos ônibus da Marinha e do Exército para esboçar o visual dos ônibus curitibanos.

PENSAMENTO ÚNICO

O pretexto é o mesmo da ditadura militar. Disciplina, organização, desenvolvimento. O Secretário de Transportes transforma-se num dublê de empresário de ônibus, num suposto xerife que "disciplina" o transporte coletivo.

A padronização visual visa "amarrar" as empresas dentro de outros critérios, como tipo de serviço de ônibus e tipo de ônibus utilizados. As empresas "desaparecem" dentro de um padrão de cores que é feito para confundir os passageiros. Essa visão tecnocrática, defendida por uma classe média conservadora e por gente que se disponha a se iludir com tais embustes, mostra o quanto isso representa o pensamento único sobre rodas.

A ditadura militar também quis "padronizar" os corações e mentes dos brasileiros, alegando "melhor disciplina" para afastar "aventureiros" e "agitadores". Alegava que a diversidade de pontos de vista causava desordem e caos, por isso todos os esforços de se fazer prevalecer o pensamento oficial da direita civil-militar brasileira.

Mesmo os alegres implantadores da padronização visual, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e seu secretário "todo-poderoso" Alexandre Sansão, se encontram dentro de um grupo político que, no conjunto da obra, acumula mil desastres.

Da prisão de bombeiros grevistas ao descaso que fez explodir botijões de gás num restaurante defronte à Praça Tiradentes, passando pela lenta carnificina de pacientes mortos na espera e nos deslocamentos dos hospitais, o grupo político de Eduardo Paes e do governador Sérgio Cabral comprova seu completo desprezo pelo interesse público. Parecem governar apenas para executivos de Madri e Nova York.

TIRANDO O CORPO FORA

Depois que este blogue denunciou os desentendimentos entre busólogos cariocas, quando parte deles passou a defender os interesses de Eduardo Paes e companhia, a arrogância destes busólogos "chapa-brancas" repercutiu de forma que eles passaram a ser duramente criticados por colegas de hobby mais lúcidos.

Com isso, a postura dessa minoria chapa-branca tornou-se enrustida. Uns tentam agora dizer que a padronização visual dos ônibus cariocas não é decisão da Prefeitura do RJ, tentando desmentir fatos óbvios. Outros dizem que não é armação política. Outros dizem apenas que "não há outro jeito, a padronização visual veio para ficar", entre outras posturas que hesitam entre o conformismo e a acomodação e o claro desprezo ao sofrimento dos passageiros.

Pois pegar um ônibus no Rio de Janeiro pareceu algo tão complicado quanto prova de concurso público. Fala-se até para os candidatos de concurso público pegarem táxi em vez de ônibus para não "queimarem" as cabeças no momento das provas.

A coisa está tão feia que nota-se mesmo nas pessoas uma aflição maior. Cariocas tentando ver se o ônibus do consórcio Santa Cruz que chega à Estação Cidade Nova é o Pégaso da linha 398 ou o Campo Grande da linha 397, cada um destinado a um percurso diferente para um lado do bairro do Campo Grande, que é dividido pela linha ferroviária.

E, da mesma forma do colapso dos ônibus de Curitiba e dos acidentes constantes dos ônibus de São Paulo - agora chamados de "mata-cariocas" - , mostra-se a decadência desse "moderno" modelo de sistema de ônibus, que só mesmo medidas autoritárias podem fazer prevalecer e permanecer por muito tempo.

Especialistas e busólogos independentes começam mesmo a pôr em dúvida se o projeto de transporte coletivo implantado no Rio de Janeiro em 2010 vá mesmo durar os 20 anos previstos no contrato.

A padronização visual só confundiu o povo, e a concentração de poder do "poderoso" Sansão só desnorteou as empresas de ônibus, fazendo declinar o serviço e aumentando drasticamente os ônibus enguiçados e sucateados que rodam nas linhas cariocas. Mesmo empresas conceituadas como Real e Matias já demonstram uma queda drástica nos seus serviços, com seus carros semi-novos sucateados, fazendo barulho de caminhões de entulhos.

Não é à toa que a padronização visual dos ônibus e a lógica da Secretaria de Transportes concentrar seus poderes no sistema de ônibus, através da formação política de consórcios, têm o claro apoio de gente como José Serra e José Roberto Arruda, célebres figuras do esgoto político nacional.

A julgar pelos seus defensores, mais solidários a Paes, Cabral, Ricardo Teixeira e Joseph Blatter do que ao povo carioca - reduzido a uma mera massa que deve obedecer e aceitar os "sábios" desmandos das autoridades e tecnotratas - , o sistema de ônibus brasileiro passa por uma decadência que ainda renderá muitos alertas. Pelo menos para prevenir os prováveis desastres que esse sistema tecnocrático e politicamente prepotente pode causar dentro de pouco tempo.

Fonte: Blog Mingau de Aço do colaborador Alexandre Figueiredo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ÔNIBUS CARIOCAS ENGUIÇADOS NA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA



Tornou-se mais comum ver ônibus enguiçados no Rio de Janeiro. E, a cada dia, não são apenas os ônibus com visual provisório - que ainda mantém o visual personalizado, mas de forma descaprichada e com o número do carro grosseiramente acrescido da letra do consórcio - que enguiçam no meio do caminho, mas mesmo os ônibus com visual padronizado, alguns até novos.

Na última quarta-feira (28/09), à tarde, pudemos comprovar a situação. Na Av. Pres. Vargas, altura da Estação Cidade Nova, um guincho da Transportes Campo Grande transportava um veículo da Mascarello Gran Midi da empresa, ainda com o visual provisório de transição.

Depois, na Av. Brasil, mais dois casos se mostraram de ônibus enguiçados. Em Manguinhos, outro ônibus da Campo Grande, CAIO Apache VIP II com visual padronizado, estava enguiçado e estacionado numa rua próxima, para não atrapalhar o trânsito, que por sinal horas depois seria infernal na altura dos viadutos para o Fundão e a Ilha do Governador.

Na Parada de Lucas, houve outro caso, de um ônibus da Ciferal Citmax da Auto Viação Três Amigos, da linha 709 Deodoro / Amarelinho e com o visual padronizado do consórcio Transcarioca, estar enguiçado. Ironicamente, outro Citmax, com visual provisório, estava parado para receber os passageiros do ônibus enguiçado.

Já no começo da noite, na Av. Francisco Bicalho, sentido Gasômetro, um ônibus da Neobus Spectrum City da Viação Ideal estava enguiçado.

Também foram vistos vários ônibus que, com bandeiras de lona ou digitais, não mostravam os indicativos da linha e do destino nas partes lateral e traseira. Um ônibus da Expresso Pégaso, com visual padronizado e da CAIO Apache VIP II, circulou pela Av. Brasil com a bandeira digital desligada.

No dia 21 de setembro anterior, um ônibus da mesma Expresso Pégaso, CAIO Foz Super II, circulou com a placa da bandeira digital caída em uma das partes.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ROCK IN RIO TERÁ SAMBA DO CRIOULO DOIDO NOS ÔNIBUS CARIOCAS



A Prefeitura do Rio de Janeiro avisou que os interessados a ir ao Rock In Rio, a acontecer na próxima semana, não podem usar automóveis nem táxis, pois não haverá sequer estacionamento para carros.

Os interessados terão que pegar os ônibus fardados da "Viação Cidade do Rio de Janeiro" para o Terminal Alvorada e a linha especial destinada ao evento, em Jacarepaguá.

Certamente muitos jovens estrangeiros ficarão enlouquecidos na dificuldade de identificar o ônibus que devem pegar, pelo menos para a Barra da Tijuca. Se agora um Real Auto Ônibus para a Alvorada é igualzinho a um Transportes Futuro para Gardênia Azul e Cidade de Deus, aí é que a viagem será uma loucura, brou.

A julgar pelo tumulto que costuma haver nos pontos de ônibus da Avenida das Américas, a coisa então deve ficar mais caótica ainda. Portanto, moçada, muito cuidado na hora de pegar um ônibus, porque a coisa está um samba do crioulo doido. Ou então o pessoal vai correr o risco de trocar o Rock In Rio por um bom bangue-bangue ao vivo nas ruas de Jacarepaguá.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BUSÓLOGO IRONIZA PADRONIZAÇÃO VISUAL NOS ÔNIBUS DO RJ



O busólogo Rafael Ferreira, do fotolog Ônibus In Brasil, fez um comentário irônico quando publicou uma foto de um novo ônibus da Spectrum City da Rodoviária A. Matias, com o padrão visual do consórcio Internorte.

O comentário a seguir foi este: "esse nosso amigo só da sorte, recebi a foto do carro e eu crente que era da ideal e nada, quando percebi o número que a ficha caiu de quem ele realmente era, que sorte, afinal pegar carro zero da matias não é todo dia que se consegue, vi a foto e lembrei de quando tive a sorte de pegar um city dela ainda na pintura verde dela, sentirei saudades dessa pintura meu deus!!"

Isso mostra que, apesar da aparente adesão de busólogos fluminenses ao projeto arbitrário de Eduardo Paes / Alexandre Sansão, também surgem outros busólogos que começam a reprovar esse método de transporte coletivo que, comprovadamente, não traz vantagens reais para os passageiros.

É também notório que o jornalista e busólogo Adamo Bazani (CBN e portal Ônibus Brasil) também começa a contestar a validade desse processo de padronização visual na medida em que se banaliza e se desgasta até em cidades onde a população estava acostumada com a diversidade visual, como o Rio de Janeiro.

O próprio povo, no fundo, também não gosta desse processo, sobretudo quando o serviço de transportes piora. O descrédito às autoridades também agrava esse ceticismo popular. O que se sabe, de certo, é que esse projeto de transporte coletivo lançado em Curitiba em 1974 apresenta um evidente desgaste que nenhuma compra de ônibus novos conseguirá resolver. Até porque isso acaba sendo mera maquiagem.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ABAIXO A BUSOLOGIA DE GABINETE!!




Chega dessa busologia partidarizada, movida a politicagem, atrelada a dirigentes esportivos e tratando o povo que nem gado!!

O povo não pode ser usado para legitimar ou justificar interesses que, logo de cara, são exclusivamente privados.

A padronização visual é o pensamento único dos politiqueiros em forma de transporte.

O povo está sofrendo diante de tantos ônibus iguaizinhos. E não pode reclamar.

E ainda tem busólogo que não gosta de montagem despadronizada que devolve a identidade personalizada das empresas de ônibus.

Para ilustrar, mostramos aqui uma foto da Viação Verdun nos anos de chumbo e a Viação Verdun de hoje com a cor-fundo de chumbo da "embalagem de remédio".

Vamos deixar o peleguismo encartolado de lado. Viva a diversidade visual!! Abaixo a ditadura e a discriminação de cor nos ônibus!!

sábado, 13 de agosto de 2011

QUANDO A BUSOLOGIA APELA PARA O PENSAMENTO ÚNICO


SEM SABER, ALGUNS BUSÓLOGOS FLUMINENSES ANDAM SE COMPORTANDO COMO O POLÍTICO JOSÉ SERRA.

Um busólogo, numa comunidade do Orkut, disse que não quer mais ver montagens de ônibus cariocas despadronizados.

Embora pareça convicto do seu otimismo com o projeto atual da Prefeitura do Rio de Janeiro, seu comentário na verdade apenas dá o tom da partidarização da busologia fluminense e da insegurança dos defensores de Eduardo Paes e Alexandre Sansão de que seus pontos de vista não prevaleçam.

Muitas vezes é o medo de que seus pontos de vista, entusiasticamente defendidos nos escritórios das autoridades e dos tecnocratas do transporte, estejam em desacordo com o interesse do povo.

Além disso, o busólogo em questão disse que a despadronização "confunde" a historiografia das empresas (?!). Então tá. Melhor é que os passageiros se confundam na hora de pegar um ônibus.

Até meu pai ficou revoltado quando lhe disse que o ônibus da linha 378 Castelo / Marechal Hermes e 232 Lins / Praça 15, de empresas diferentes, no entanto têm agora a mesma pintura.

E vejo a cara de muxoxo de muitos trabalhadores, estudantes e até idosos, gestantes e deficientes, além de analfabetos, que agora precisam quebrar a cabeça na hora de pegar um ônibus.

É lamentável que uma parte de busólogos prefira estar do lado do grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, mesmo quando os dois políticos, no conjunto da obra, desalojaram moradores a esmo, reprimiram vendedores ambulantes e mandaram prender bombeiros em greve. Que interesses populares eles defendem?

Além do mais, numa época em que a corrupção política, no âmbito nacional, envolve partidos relacionados direta ou indiretamente com a padronização visual dos ônibus cariocas, e já surgem denúncias de corrupção até contra o "divinizado" Jaime Lerner, isso mostra o quanto o medo atinge certos busólogos.

Certamente não são todos os busólogos fluminenses que pensam assim. Há vários deles bem mais tolerantes e democráticos, não pedem para fulano retirar foto sua por causa de uma discordância banal.

Mas há busólogos chapa-branca que ficam com medo de, ao saírem dos escritórios das autoridades, verem que suas opiniões não coincidem com as da população. Daí o apelo deles para o pensamento único.

Para estes busólogos chapa-branca, só quem apóia a padronização visual dos ônibus cariocas têm que se manifestar. Quem discorda tem que ficar calado. É a lei da unanimidade forçada.

Se for por esse caminho de pedir para retirar fotos por uma discordância de nada, praticamente TODA a blogosfera existente na Internet, nos mais diversos assuntos, estaria mutilada ou desfeita. Muitos textos ficariam capengas pela falta de fotos que seus autores pediriam para remover.

E, sendo que minhas montagens despadronizadoras são um misto de arte moderna e design - com integral respeito às autorias originais, portanto nenhum problema com direitos autorais - , se fosse pelo raciocínio dos busólogos que pedem remoção de fotos, até mesmo a história da Pop Art, um importante movimento artístico do Século XX, seria apagada, pelo uso de imagens alheias. O hip hop, então, desapareceria da face da terra, por causa da sampleagem.

Portanto, os busólogos chapa-branca acabam se comportando como José Serra na última campanha eleitoral. Têm medo que sua causa privada seja provada como impopular. Acham que, só porque têm a seu lado o PMDB carioca, a FIFA e o COI, o povo também está com eles.

O tempo vai mostrar que a causa deles está errada. Mas eles têm o direito de pensar que a padronização visual é um barato. Eles que se limitem a admirar as fotos originais e entendam as montagens como design artístico. Eu não sou o único a fazer tais montagens. Há vários outros que fazem o mesmo.

Os busólogos chapa-branca podem pensar o que quiserem, mas deverão reconhecer que o povo e outros busólogos pensam muito diferente deles.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Padronização visual já estava decidida um ano antes de sua aplicação

A republicação desta postagem é para lembrar que a padronização visual já estava decidida exatamente um ano antes de sua aplicação. Leiam abaixo o texto original publicado na época no Ultrabus:

Padronização de pintura na frota municipal do RJ? Nããããããooooo!!!!!

O prefeito Dudu Paes já lançou decreto autorizando a padronização de pintura dos ônibus da frota municipal. Pô, já é chato saber que quase todas as capitais têm pintura padronizada, o que significa falta de criatividade, falta de respeito estético à identidade das empresas e confusão para quem mega o transporte. O Rio era uma das poucas capitais que não seguiam uma padronização rigída (embora a colocação do nome da empresa e do número dos carros seguisse uma relativa padronização). Vai ficar chato.

Abaixo, mostro o tal decreto, para vocês lerem com lenços na mão. Buáááá!!!

"O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor, DECRETA: Art. 1º. Fica estabelecido o prazo de 60 dias para que a Secretaria Municipal de Transportes – SMTR apresente plano de uniformização das cores dos veículos que compõem a frota do sistema de transporte público de passageiros por ônibus no Município do Rio de Janeiro. Art. 2º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 3 de novembro de 2009; 445º da Fundação da Cidade. EDUARDO PAES"

Publicado originalmente no Ultrabus em 04/09/2009.

domingo, 17 de julho de 2011

Ministério Publico de Mauá poderá barrar e mesmo evitar a farra das pinturas padronizadas naquela cidade assim como poderá ser um exemplo no pais

       Pela primeira vez um Ministério publicopoderá se meter nesta farra promovida por várias prefeituras e governo estaduais pelo pais no seguimento de transportes urbanos rodoviários, que são as pinturas padronizadas dos ônibus destas cidades estados onde ela sã implantada. Em qualquer cidade do pais que se preze, excluindo Aracajú e Curiitba, elas não são usadas para organizar os transportes e sim ocultar empresas corrúptas  e inieficiente promover governos em situação igual. Tanto é que em muitas cidades onde elas são implantadas, como Brasilia, por exemplo, muda-se o governo e também muda a pintura dos ôninbus, comprovando-se sua inutilidade e o seu verdadeiro fim.
    Agora o Ministério Publico da cidade de Mauá poderá investigar isso, uma vez que se descobriu que a padronização naquele municipio tem função exclusivamente politica e eleitoreira, não trazendo beneficio algum para a população.
    Se o Ministério Publico daquela cidade abraçar esta causa e mover ações contra esta aberração, será um tremendo avanço, uma vez que isso também poderá ser feito em outras cidades onde ela está sendo inplantada ou ja foi inplantada.
    Tal situação corrompe a ideia de poder concedente e operador privado, uma vez que passa a falsa impressão de que o serviço é operado pelo poder publico, quando na verdade é operado pela iniciativa privada. E como se existisse uma CTC ou uma CMTC (empresas de ônibus estatiasa com frota, funcionários e linhas próprias) virtual quando na verdade ela não existe na prática. E como se ainda existisse a CTC-RJ e esta tivesse terceirizado sua frota e parte de funcionários, só administrando as linhas e tendo funcionários no serviço fim, o que na prática não é verdade. Em resumo, se o estado atua como poder concedente, quem tem que aparecer não é ele e sim o concessionário, como acontece com serviços como telefonia, ferrovias, rodovias, metrô e outros serviços privatizados e não o governo. Se fosse assim a MRS deveria se chamar RFFSA ou Valec, a Oi: Telerj ou Telebras, Telefônica: Telesp, Ampla: Cerj, Supervia: Flumitrens, CCR: Dnit, Barcas Sa: Conerj, por exemplo.
    Devemos barrar o mau uso dos serviços, pois tal situação é um tremendo abuso na vida dos brasileiros. Caso Ministério Publico de Mauá assuma esta causa, vamos procurar os Ministérios Publicos de outras cidades do pais para lutar contra esta sacanagem. E só

  



NOVA PADRONIZAÇÃO DE MAUÁ TERÁ CORES DO PT. MINISTÉRIO PÚBLICO PODE SER ACIONADO

Viação Cidade de Mauá
Pintura da Viação Cidade de Mauá já segue padronização adotada pelo PT antes da reformulação dos transportes. 
Cores da nova padronização, que devem anular o azul da e prata e a mensagem de força e visão voltada às pessoas que 
transmite a águia formada por rostos humanos da Leblon, devem privilegiar as cores do PT de Oswaldo Dias. Foto: Adamo Bazani
Ônibus municipais de Mauá terão cores em alusão ao PT
Se for comprovada motivação política na mudança do padrão de pintura de ônibus, Ministério Público pode ser acionado
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura de Mauá deve colocar as cores do PT, partido do chefe do executivo, Oswaldo Dias, na nova padronização de pinturas de ônibus da cidade.
Há menos de um ano, no dia 06 de novembro, entrou uma nova operadora de ônibus na cidade, a Leblon, dentro da reestruturação dos transportes de Mauá.
A empresa entrou com cores próprias, autorizada pelo poder público, e a população começou a assimilar melhor as diferenças de qualidade entre as duas viações que operam na cidade. Além disso, os passageiros com dificuldades visuais conseguiram identificar melhor os ônibus que servem os seus bairros, diferenciando dos outros.
Um especialista em direito público ouvido pelo jornal Diário do Grande ABC, André Castro Carvalho, afirmou que se for comprovada motivação política na mudança de cores dos ônibus, o Ministério Público pode multar a Prefeitura de Mauá, e mandar refazer as pinturas da padronização. Qualquer cidadão pode acionar o Ministério Público.
VELA LINK DO DIÁRIO DO GRANDE ABC:
http://www.dgabc.com.br/News/5899987/maua-ira-mudar-a-cor-dos-onibus-municipais.aspx
A Prefeitura de Mauá, no ABC Paulista, trabalho com afinco.
Trabalha para mudar as cores dos ônibus municipais.
O sistema municipal desde novembro do ano passado tem registrado mudanças importantes:
• A entrada de uma nova empresa operadora em 18 linhas do Lote 02 da cidade, a Leblon, que trouxe 100% de ônibus novos e com acessibilidade
• Nova Bilhetagem Eletrônica, com o Cartão Da Hora
• Integração não apenas dentro do Terminal Central da cidade, como era antes, mas também pelo bilhete eletrônico em qualquer ponto, dentro do prazo de uma hora
• Monitoramento de GPS em todos os ônibus municipais
• Possibilidade de acompanhar o posicionamento, os horários e as vias atendidas por todo cidadão nos sites das duas empresas. Viação Cidade de Mauá ( http://www.viacaocidadedemaua.com.br/linhas.php ) e Leblon Transporte de Passageiros (http://www.leblontransporte.com.br/linhas_maua_urbano.html )
• Sistema tronco-alimentador: O Terminal do Zaíra possibilitou que as linhas do Zaíra 3, 5 e 6 se tornassem alimentadoras e em vez de os ônibus irem com lotação incompleta até o Centro da cidade, gerando poluição e trânsito na já tumultuada Avenida Presidente Castelo Branco, eles circulam nos bairros, diminuindo o intervalo e o tempo de espera. Os passageiros no Terminal Zaíra fazem a transferência de graça para ônibus de maior porte, mas que substituem vários veículos, que prestam serviços nas linhas 080 Troncal (Terminal Zaíra – Terminal Centro), 084 (Zaíra 4 – Terminal Central) e de forma inédita no ABC Paulista contam com uma linha Expressa, a linha 356, que liga o Terminal Zaíra ao Terminal Central, sem paradas em pontos, o que reduz em mais da metade o tempo de viagem. Todo este sistema é operado pela Leblon Transporte de Passageiros, mas a intenção é que haja semelhante nas linhas da Viação Cidade de Mauá, antiga Viação Barão de Mauá.
Um dos pontos destes avanços é a existência de duas empresas que pertencem a grupos diferentes, o que gera concorrência em alguns pontos da cidade. Há mais de 30 anos, Mauá só teve um grupo operador, o de Baltazar José de Sousa, que controlava duas empresas: A Viação Barão de Mauá e a Viação Januária. Depois de muita batalha judicial, e até ações criminosas contra a Prefeitura e a Leblon Transporte de Passageiros, a empresa paranaense conseguiu assumir o lote 02, começando as operações no dia 06 de novembro.
A população logo percebeu a mudança pela diferenciação de pintura dos ônibus. A Viação Cidade de Mauá continuava com o antigo padrão de cores, estabelecido pelo governo de Oswaldo Dias, do PT, com cor predominantemente vermelha e branca (as mesmas cores do partido) e a Leblon entrou com as cores prata e azul e um símbolo de uma águia formada por rostos humanos, o que indica que os transportadores devem ter a agilidade e a visão de uma águia, mas devem fazer todos os seus serviços para o ser humano, segundo a própria Leblon.
O fato de haver duas cores diferentes agradou a população que pode perceber melhor a diferença de qualidade das duas empresas e principalmente identificar melhor nos pontos qual o ônibus que atende os bairros onde moram e trabalham.
A Prefeitura diz que a cidade é uma só, já que nos transportes há ainda a impressão de haver “duas Mauás”, embora a Viação Cidade de Mauá tenha melhorado os serviços, mas não sua cultura.
Mas o nivelamento pode ser um tiro no pé da própria prefeitura que quer impor sua marca e de seu partido nas latarias dos ônibus, pois a percepção normalmente é para o lado pior dos serviços.
Isso sem contar no dinheiro do passageiro investido pela nova empresa de ônibus, a Leblon, se tiver de mudar de pintura, que poderia ser usado em outras ações, como manutenção, ampliação de frota, aperfeiçoamento dos serviços ou mesmo reforço da saúde financeira da companhia.
É um passo atrás nas mudanças importantes dos transportes que Mauá tem vivenciado. Pode ser um tiro no pé de Oswaldo Dias.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Adamo Bazani denuncia o uso politico da pintura padronizada em Mauá-SP

    Como já era de se esperar, já estão usando a pintura padronizada para fins eleitoreiros. O seu objetivo desde o começo não era organizar transportes e sim fazer promoção politica de politicos corrúptos. Neste texto do jornalista Adamo Bazani, ele denuncia o uso eleitoreiro da mesma onde o prefeito resolveu adota-la um anos antes das eleições municipais. O mesmo exemplo cabe ao Rio, onde esta não é nem usada no sistema SRO(BRS). Temos não apenas que denunciar este uso eleitoreiro, como impedir que esta medida que só prejudica a população em todos os sentidos, seja implantada nas demais cidades do pais. Como ja foi dito aqui exaustivamente, ela só serve para uso eleitoreiro e ocultar empresas corrúptas e nada mais. Enquanto isso, assinem o abaixo assaindao ao lado deste texto. Pensem nisso!
"

MAUÁ QUER PADRONIZAR PINTURAS DE ÔNIBUS EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO

Leblon Transporte
Visão e força como da águia, impondo respeito são características 
predominantes nos transportes coletivos. 
Mas os serviços são feitos por seres humanos e para o ser humano. 
Assim, a águia é formada por rostos de pessoas. 
Esta é a visão de como devem ser os serviços de acordo 
com o Grupo Leblon Transporte de Passageiros 
As cores remetem tranqüilidade, não agressão ao ambiente 
urbano e às cores da bandeira de Mauá. 
Tudo isso pode ser anulado com a padronização de pinturas 
que a prefeitura quer fazer,
evidenciando sua marca nas latarias dos ônibus em ano eleitoral. 
Foto: Adamo Bazani
Mauá quer padronizar pintura de ônibus
Passageiros aprovaram que cada empresa tivesse sua cor, 
mesmo assim Prefeitura quer impor sua marca nas latarias
ADAMO BAZANI – CBN
Mauá, na Grande São Paulo, que tem vários problemas de transportes, mas que tem recebido elogios pelas mudanças que vem realizando, como a entrada de uma nova empresa operadora, a instalação de um sistema tronco-alimentador de uso de linhas mais racionais e a renovação de frota, pode tomar uma medida que deve desagradar os usuários do sistema.
A administração municipal estuda em criar uma autarquia de transportes e como primeira medida quer padronizar as pinturas dos ônibus que operam os dois lotes da cidade.
Atualmente, a vida do passageiro de ônibus de Mauá, principalmente dos que possuem mais dificuldades de visão, foi facilitada, pelo fato de as duas empresas terem cores e desenhos diferentes. A VCM – Viação Cidade de Mauá – adora a padronização antiga com as cores branca, vermelha e azul, formando uma espécie de sorriso no desenho, igual ao símbolo da prefeitura.
A operadora mais nova, Leblon Transporte de Passageiros Ltda, que presta serviços desde 06 de novembro de 2010, já possui uma pintura mais sofisticada: prata e azul com uma águia formada por rostos humanos.
De acordo com a empresa, a pintura foi permitida desde a época do edital de licitação e foi feita especialmente para Mauá, já que onde opera há mais tempo, nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná, há padronização das cores dos ônibus conforme os serviços e linhas atendidos.
A pintura concorre a prêmios nacionais de desenhos de frota.
A empresa diz que o desenho reflete o que deve ser os transportes coletivos. Um transportador deve ter a força, a agilidade e a visão de uma águia, que é determinada em seus objetivos e impõe respeito. Mas ela abriga a quem é responsável. Como os transportes são feitos por seres humanos e para seres humanos, os rostos formam a águia demonstrando a preocupação e a prioridade que os serviços devem dar ao ser humano. Ou seja, são seres humanos servindo seres humanos, na visão da empresa.
A população acha bonita a pintura, que é metálica e escolhe as cores azul e prata para fazer uma referência às cores da cidade e também ser uma combinação suave, não agressiva e que não destoa na paisagem urbana.
A população aprova, tanto pela beleza da pintura, na opinião dos usuários, como pela facilidade de diferenciar os dois serviços.
Mas Mauá, em ano de eleição, quer nivelar as duas empresas de ônibus, impossibilitando de o passageiro por ele mesmo saber as diferenças entre elas de maneira mais fácil, e impor sua marca.
É verdade que o poder público tem méritos nas mudanças que ocorrem nos transportes de Mauá.
Viação Cidade de Mauá
Ônibus da Viação Cidade de Mauá seguem a pintura da antiga padronização municipal.
Mesmo assim, a diferenciação de suas cores com as da Leblon
agradam a população que identifica melhor o ônibus que deve pegar. 
O fato de as duas empresas terem duas tonalidades e desenhos 
diferentes ajuda principalmente a quem possui algum 
tipo de dificuldade visual e também colabora para os usuários 
julgarem melhor a qualidade de serviços entre as duas companhias, 
diferentemente de Santo André, por exemplo, onde a população 
não tem sequer o direito de saber qual empresa está prestando serviços em sua 
linha. Foto: Adamo Bazani.
Mas vale ressaltar, antes de colocar sua marca nos ônibus com predominância, que foram as empresas que compraram os veículos e que investiram milhões em renovação da frota. A Leblon entrou na cidade com todos 86 ônibus 0 km e a Viação Cidade de Mauá também trouxe vários veículos novos.
Já existe até um profissional na área de design elaborando a pintura da Prefeitura.
Só de saber que duas empresas diferentes podem ser niveladas e que a identificação dos ônibus nas ruas será mais difícil, a população não aprova a idéia.
Mauá se destacava justamente por quebrar os paradigmas das padronizações.
A questão da padronização das pinturas de ônibus é polêmica e mostra o quanto as diversas esferas do poder público querem aproveitar cada espaço na cidade para imporem suas marcas e as dos seus respectivos partidos.
Há vários casos emblemáticos que fizeram com que o dinheiro público e das empresas de ônibus, que vem do público também, fosse tratado de foram ridícula também.
No início dos anos 2000, quando Marta Suplicy assumiu a Prefeitura de São Paulo, a pintura que era para ser padrão na cidade tinha cinco “bonequinhos”, de bracinhos dados, que davam a impressão de serem estrelas vermelhas. O símbolo, que a administração pública dizia representar união e integração, na verdade mais lembrava a estrela do PT, símbolo do partido de Marta Suplicy.
A prefeita foi obrigada a mudar a padronização para uma mais racional adotada nos dias de hoje, apesar de tal padronização não dar direito de o cidadão saber de maneira facilitada a empresa que presta serviços.
Em Santo André, o desrespeito com o dinheiro dos passageiros foi maior ainda.
No final de 2008, o prefeito petista João Avamileno determinou que o azulão que já padronizava os ônibus da cidade desde 1997, quando o Prefeito Celso Daniel privatizou os serviços operacionais da EPT (Empresa Pública de Transportes) e reorganizou os transportes, fosse substituído por uma pintura nas cores branca e vermelha, ciom um pequeno detalhe azul.
No mesmo ano, o candidato a Prefeitura Vanderlei Siraque, do PT, cotado como favorito perde as eleições para o médico Aidan Ravin, do PTB, partido rival histórico do PT na cidade.
Em 2009, quando Ravin assumiu, uma das primeiras medidas foi determinar a troca da cor dos ônibus. Com o mesmo desenho, o vermelho teve de dar lugar ao azul. Ocorre que as empresas nem tiveram tempo de trocar o azulão de Celso Daniel, tiveram de adotar uma terceira pintura em menos de 09 meses depois da determinação do ex prefeito João Avamileno.
Em nome da política, a padronização, que em tese significa organização dos transportes virou bagunça total. Na mesma linha, havia empresas na cor azul Celso Daniel, vermelho João Avamileno e Azul mais claro no tom Aidan Ravin.
O petebista afirmava que os ônibus e os pontos tinham de ter as cores da bandeira da cidade e que não havia motivação política. Mas o objetivo seria mesmo apagar as marcas do PT na cidade.
Com isso, dinheiro das passagens das empresas de ônibus que poderia ser investido em renovação de frota, em manutenção ou mesmo no caixa para a saúde financeira da empresa, foi gasto em tinta. O nome EPT, que já era gerenciadora dos transportes, foi trocado para SATRANS. Ocorre que a autarquia não mudou praticamente em nada sua função. O munícipe teve dinheiro gasto, com a burocracia de mudança de nome, só para que o nome da antiga administração não fosse lembrado mais pela população.
Teve de aderia à pintura de Aidan até mesmo a Expresso Guarará, que não faz parte do Consórcio União Santo André, pois opera depois de vencer a licitação do Sistema de Vila Luzita, que possui um corredor, terminal e linhas alimentadoras (AL) e troncais (TR), tinha uma pintura diferenciada para mostrar que prestava serviços em um sistema diferente. Era uma pintura predominantemente branca, com detalhes azuis e vermelhos.
Em Santo André a situação é tão explícita que, com exceção da Expresso Guarará, todos os ônibus do Consórcio União Santo André sequer levam os nomes de suas empresas, Na parte traseira dos veículos, está escrito União Santo André, o nome do Consórcio. Se o passageiro quiser saber qual empresa o serve ou qual o ônibus por exemplo que arrancou o retrovisor de um carro e fugiu, tem de decorar o prefixo que fica na frente do número do ônibus, o que ninguém é obrigado a saber. (01 –Viações Guaianazes e Curuçá, 02 Viação Vaz, 03 Transporte Coletivo Parque das Nações, 04 ETURSA – Empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Santo André e 05 – EUSA – Empresa Urbana Santo André).
O Rio de Janeiro, considerada a capital exemplo de preservação das pinturas de ônibus que preservavam a identidade que as pessoas tinham com as empresas, aboliu neste ano esta ligação entre população e transportes públicos, e na formação dos consórcios adotou pinturas padronizadas.
Agora com Mauá, deve se repetir a novela.
Os ônibus, que começaram a ter aprovação de parte da população, vão ter de seguir a caprichos de administração pública, coincidência ou não, em ano de eleições.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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Blog Ponto de Ônibus

domingo, 10 de julho de 2011

SALADA DE FOTOS COMEMORA SUCESSO DE FOTOLOGS ANTI-PADRONIZAÇÃO

A publicação de fotos de ônibus cariocas com visual despadronizado, em vários fotologs, já ultrapassou a marca de 150 ônibus, com 25 das 47 empresas de ônibus envolvidas, e incluindo modelos que nunca tiveram a pintura personalizada, como os carros da CAIO Apache VIP II das empresas Estrela e Campo Grande.

A popularidade da diversidade visual mostra que as fotos dos ônibus despadronizados ganham destaque na busca do Google, em muitos casos ofuscando as fotos originais com visual padronizado, ou mesmo certos fotologs favoráveis à padronização.

Aqui temos uma seleção prévia de fotos que ainda serão publicadas em séries dedicadas às empresas cariocas, e que serão vistas aqui em primeira mão:



Auto Viação Três Amigos S/A com Mascarello Gran Via, número de ordem 44501, estacionado na exposição da Fetransrio 2010.



Viação Redentor S/A com Neobus Spectrum City, número de ordem 47532, estacionado na garagem da empresa.



Viação Saens Peña S/A com CAIO Apache VIP II, número de ordem 71551, no terminal da Central, no centro do Rio, e atrás dele aparece um ônibus da São Silvestre também despadronizado.



Auto Viação Bangu Ltda. com Neobus Mega 2006, lote 2009, número de ordem 58684, com ar condicionado, na linha 383 Praça da República / Realengo, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, próximo à Mangueira.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PADRONIZAÇÃO VISUAL COMPROVA SER UM ERRO PARA ÔNIBUS DO RJ


DESPERDÍCIO - Mal o carro foi repintado, foi logo posto à venda.

As pessoas estão preocupadas. Nota-se um certo incômodo nos pontos de ônibus. Ninguém reclama, porque está acostumado com os desmandos das autoridades. Além disso, o povo tem seus compromissos pessoais, e agora tem que redobrar suas atenções para evitar o risco de pegar o ônibus errado.

Enquanto isso, pessoas que se fascinam por tudo que venha da "sabedoria" dos escritórios tecnocráticos acham que o atual esquema está ótimo e que padronizar o visual vai disciplinar o transporte coletivo. Não vai. Os exemplos de Curitiba e São Paulo já são sintomáticos. Além disso, a sobrecarga das secretarias de transporte - que controlam os sistemas de ônibus com mão de ferro - já cria um colapso que nenhum "São Volvo" longo ou de piso baixo irá resolver.

A confusão atinge a todos. As linhas 397 e 398 confundem os moradores do Campo Grande. Que diferença faz o 535XX da Campo Grande e o 585XX da Bangu? E o troca-troca de linhas que agora faz os moradores de Vila Kosmos pegarem ônibus para Curicica, que é bem longe?

Mas os transtornos são mil. Só na quarta-feira passada, 22, notou-se apenas parte dos inúmeros erros que fazem o transporte de ônibus carioca, nesta atual fase, um grande fracasso, com os especialistas já prevendo um colapso para antes de 2014.

Vejamos alguns erros:

1) Carros com bandeiras de lona deixam de exibir a linha nas partes laterais e traseiras, dificultando os passageiros que não estão posicionados na frente para identificar que linha serve tal ônibus. A City Rio e a Campo Grande são alguns exemplos.

2) Um ônibus midi com bandeira digital, da Vila Real, operando na linha 908 Bonsucesso / Guadalupe, estava com o letreiro dianteiro exibindo apenas "NSUCESSO".

3) Carros da Neobus Mega 2006 da Campo Grande e Madureira Candelária circulam com a tampa lateral sem trinco, o que faz a tampa bater na lataria diante dos veículos em movimento.

4) Carros da CAIO Apache VIP II da Pégaso já estão deteriorados e circulando com a lataria amassada e suja, além dos pára-choques quebrados.

5) Um ônibus midi da Viação Ideal estava circulando com marcas de mão na expressão "Cidade do Rio de Janeiro", sendo um provável protesto já mencionado por nosso amigo Leonardo Ivo.

6) Carros que já receberam a pintura padronizada já começam a ser vendidos, o que indica um desperdício de tinta que, certamente, será reembolsado pelos passageiros através das tarifas atuais.

Mas, infelizmente, de nada adianta escrever milhares de transtornos e equívocos. As autoridades estão surdas. Os tecnocratas, arrogantes, se acham os donos da verdade. Os busólogos-pelegos sentem nojo de textos que não concordam com o que eles pensam.

Sabe como é, a verdade machuca, melhor é viver sonhando com o Rio de Janeiro parodiando Madri (talvez como uma gozação pelo fato da capital espanhola ter sido mais preparada para sediar as Olimpíadas de 2016).

Infelizmente, para alguns, o povo é apenas um detalhe.