sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

TRANSPORTES SÃO SILVESTRE ENCERRA ATIVIDADES


A Transportes São Silvestre, que era uma das tradicionais empresas do Rio de Janeiro e desde 2010 está proibida de adotar sua identidade visual, deixou de circular nas linhas municipais alegando falta de combustível e de dinheiro para pagar seus funcionários.

A empresa, cuja área de atuação é a Zona Sul carioca, com ênfase na região de Cosme Velho e Laranjeiras e nos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, era uma das 12 empresas que alegam grave crise financeira, fator que torna polêmica a redução das passagens de ônibus de R$ 3,80 para R$ 3,60 e, depois, para R$ 3,40.

Isso porque não houve uma política de abatimento fiscal ou outros incentivos para as empresas. A crise teria sido motivada pela concorrência desleal das vans irregulares, que se utilizam do mesmo percurso que as linhas regulares.

Outro fator é a falta de autonomia operacional das empresas, por causa dos consórcios, havendo denúncias de tratamento desigual das empresas. Além disso, o fator da pintura padronizada dificulta que a empresa apresente sua imagem de operadora de linhas de ônibus ao público passageiro.

Outros fatores como a corrupção político-empresarial e o desleixo na conservação de frota e em outros aspectos técnicos - empresas atuantes na Zona Norte e Zona Oeste foram tiveram ônibus apreendidos por documentação vencida ou irregular - também contribuíram para a crise e falência do modelo de sistema de ônibus implantado por Eduardo Paes, por sinal impedido de ser eleito para os próximos oito anos e vivendo uma séria decadência política.

Aparentemente, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) não recebeu um comunicado oficial do fim das atividades da São Silvestre. A princípio, a empresa apenas deixou de circular por tempo indeterminado, mas há indícios de possibilidade de reverter a situação.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

EDUARDO PAES, QUE IMPÔS PINTURA PADRONIZADA NO RJ, ESTÁ INELEGÍVEL

ALÉM DO EX-PREFEITO CARIOCA, SEU CANDIDATO, DERROTADO, À SUCESSÃO EM 2016, PEDRO PAULO CARVALHO, TAMBÉM NÃO PODE CONCORRER POR OITO ANOS.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu por unanimidade condenar o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e seu candidato à sucessão em 2016, Pedro Paulo Carvalho, derrotado pelo atual prefeito Marcelo Crivella, a oito anos de inelegibilidade.

A sentença é resultante de uma ação movida por outro concorrente, Marcelo Freixo, do PSOL, que acusa Paes de usar a Prefeitura do Rio de Janeiro para contratar, por R$ 7 milhões, uma consultoria, a McKinsey & Company, para elaborar o programa de governo de Pedro Paulo. O ato consiste em crime de abuso do poder econômico e conduta vedada a agente público.

Conforme a decisão do tribunal, Paes e Carvalho terão que pagar, cada um, multa de aproximadamente R$ 106,4 mil. Os dois podem recorrer da sentença, mas não podem entrar com medida cautelar pedindo a suspensão da sentença.

Paes é mais um dos envolvidos no projeto turístico-urbanístico do Rio de Janeiro para 2014 e 2016, que incluiu a pintura padronizada nos ônibus, a sofrer decadência. Independente de estarem presos ou depois liberados, vários envolvidos foram alvos de alguma condenação, como o ex-governador fluminense Sérgio Cabral Filho e o empresário de ônibus Jacob Barata Filho.