sábado, 12 de setembro de 2015

POLÍTICO DA DITADURA MILITAR PLANEJARÁ PADRONIZAÇÃO VISUAL DE LINHAS METROPOLITANAS DO RJ

SISTEMA DE ÔNIBUS IMPLANTADO POR JAIME LERNER TEM COMO CONSEQUÊNCIAS NATURAIS A SUPERLOTAÇÃO DE ÔNIBUS DEVIDO À REDUÇÃO DE FROTAS E DE LINHAS EM CIRCULAÇÃO.

A tão temida pintura padronizada nos ônibus intermunicipais com destino Rio de Janeiro, anunciada pelo secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório - uma das expressões do PMDB carioca, nacionalmente simbolizado pelo deputado Eduardo Cunha - , terá como planejador o próprio Jaime Lerner, que foi prefeito biônico de Curitiba durante a ditadura militar.

Filiado à ARENA, Lerner se formou em Arquitetura quando a Universidade Federal do Paraná tinha como reitor Flávio Suplicy de Lacerda, que, como ministro da Educação do governo do general Castelo Branco, planejou a substituição da UNE por uma entidade estudantil ligada ao regime militar e tinha em mãos um plano para privatizar as universidades públicas.

Lerner, espécie de Roberto Campos do transporte coletivo (em alusão ao famoso economista que impôs o arrocho salarial e determinou a queda do poder de compra dos trabalhadores), planejou o famoso sistema BRT para o transporte coletivo em 1974, como resultado de um plano elaborado durante o período do general Emílio Garrastazu Médici.

O plano foi adotado em Curitiba, na qual Lerner foi prefeito-biônico (nomeado pela ditadura), em duas etapas, em 1974 e 1982, quando ele já era governador do Paraná. Na segunda etapa, Lerner lançou os famosos ônibus articulados.

Como político, Lerner, descontando a imagem glamourizada de arquiteto urbanista - apesar dele seguir a mesma diretriz ideológica de Roberto Campos na Economia, que valeu a este o apelido pejorativo de Bob Fields - , é famoso por ser um governante corrupto e privatista obsessivo.

Lerner chegou a ser condenado por improbidade administrativa, mas como nesses casos de impunidade aos poderosos, ele foi "inocentado". Ele também é famoso por sempre ter feito péssimas políticas salariais para os trabalhadores e por ter feito medidas contrárias às necessidades das classes populares.

Lerner também foi padrinho político de José Richa (já falecido), acolhendo-o quando ele vinha de Londrina, no interior paranaense, para criar reduto político na capital do Estado. Recentemente, seu filho, o hoje governador paranaense Beto Richa, ordenou uma violenta repressão contra professores em greve, que gerou grande repercussão nacional.

Quanto às linhas a serem "trabalhadas" por Lerner, elas envolvem importantes linhas urbanas e executivas ligando municípios como Niterói, São Gonçalo e a região da Baixada Fluminense com destino para a cidade do Rio de Janeiro.

O sistema de ônibus imposto por Jaime Lerner e ancorado na pintura padronizada nos ônibus, redução de ônibus em circulação e outros artifícios sofre hoje um grave processo de decadência, com denúncias de corrupção empresarial, favorecida pela proibição da identificação visual.

O sistema de ônibus de Curitiba e sua região metropolitana piorou a ponto de ter aumentado o trânsito de automóveis nas suas ruas e avenidas, e a corrupção político-empresarial é tanta mas não é devidamente divulgada pela imprensa porque os empresários de ônibus impõem censura aos jornalistas de lá.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

RELATO DE PASSAGEIRO É ALERTA PARA ESQUEMA DE ÔNIBUS A SER IMPLANTADO NO RJ

AV. AYRTON SENNA, QUANDO TINHA TRÂNSITO TRANQUILO, EM MAIO PASSADO.

Foi um fato verídico. Na volta da Bienal do Livro no Rio Centro, quando eu e meu irmão estávamos no ônibus da 368 Rio / Centro / Castelo (via Grajaú), no último dia 04, às 16h30, um passageiro que estava atrás de nós estava telefonando para uma amiga no seu celular.

O ônibus havia passado pela Cidade de Deus e, no congestionamento, pegou a Av. Ayrton Senna no sentido Alvorada e fez um retorno na Av. Abelardo Bueno, tudo com um trânsito muito intenso e bastante lento.

No decorrer da conversa, ele falou que precisaria de alguma carona, porque o Bilhete Único, que conta com duas horas e meia de validade, estava perto do fim, naquele trânsito caótico. e ele não tinha dinheiro para pagar a segunda passagem de volta. Ele falava de maneira calma, mas com ar de alguém preocupado.

É o que se espera em outubro, quando as linhas de ônibus da Zona Norte, em sua grande maioria, deixarão de circular para a Zona Sul fazendo ponto final na já tumultuada Candelária. Vale lembrar que ir do Centro ao Leblon leva mais de duas horas, e certamente o Bilhete Único se esgotará em uma volta de ônibus.

Certo, talvez em certa altura o fascista Alexandre Sansão tente aumentar o limite de horário do cartão eletrônico visando a vitória da chapa de seu chefe, Eduardo Paes (que não poderá mais se candidatar à próxima gestão municipal, tendo que indicar outro sucessor), para a Prefeitura do Rio de Janeiro.

No entanto, isso será insuficiente. porque as ruas da Zona Sul ficam muito congestionadas, principalmente na altura de Urca e Botafogo, em que o trânsito é intenso até fora dos horários de pico. Em tais horários, ficará pior. Mas aí teremos BRT com televisão, depois terá frigobar, couvert artístico, mulheres fazendo pole dance etc etc... Isso com ônibus superlotados! Vá entender...