sábado, 21 de dezembro de 2019

BUSÓLOGOS AGRESSIVOS PERDEM O CARTAZ NO HOBBY


É inútil combinar falso vitimismo com sentimento de vingança. Uma parcela de busólogos agressivos, que havia espalhado baixarias e mensagens de intolerância e até envolvidos em blogues de difamação e ofensas - já denunciados à Polícia Federal, por meio do SaferNet - , perdeu o cartaz, abrindo para uma geração mais civilizada de busólogos. Apenas os veteranos que agem de forma respeitosa continuam se destacando na Internet.

Mesmo num cenário favorável a brutalidades nesse sentido, que é o governo de Jair Bolsonaro - que esses busólogos, antes de todo mundo, apoiaram abertamente - , os busólogos mais agressivos, já apelidados de "brutólogos", acabam também pagando a conta da truculência.

Tornou-se inútil fingir bom-mocismo, nas feiras de transporte e mobilidade urbana do país, falar mansinho nos vídeos publicados nas redes sociais, falar com outras pessoas de maneira tranquila e alegre e, nas redes sociais, ficar agredindo os outros e usar pseudônimos para criar páginas ofensivas, gastando o tempo que deveria ser para publicar novas fotos de ônibus.

No Rio de Janeiro, onde houve casos mais típicos de truculência busóloga - sobretudo quando o projeto de sistema de ônibus de Eduardo Paes prometia cargos de assessores na SMTR de Alexandre Sansão, o que impulsionou as brigas dentro do hobby - , era comum o falso vitimismo de busólogos que, quando denunciados, bradavam querendo saber quem é que os denunciou. Diz a anedota que eles eram capazes de crucificar novamente Jesus Cristo se ele fosse autor das denúncias.

A dissimulação tem limites e houve um caso de um busólogo que agrediu todo mundo, espalhou que "sentia nojinho" de fulano e sicrano, criou blogues de ofensas para todo mundo - ele começava ofendendo apenas busólogos emergentes, mas a ideia seria humilhar os grandes, também - e, de tanto ir a Niterói na tentativa de ameaçar desafetos, acabou, na verdade, se espondo a milicianos que fazem ponto na área do antigo Carrefour e que tinham vendedores ambulantes como informantes.

Outros busólogos ficavam xingando os outros de "seu m****" e tinha até um com apelido de fritura, que tentou fazer ofensas até na lista de mensagens do Ônibus Brasil, frustrado com a sua perda de cartaz no hobby.

A antiga autoconfiança que fazia os busólogos mais agressivos sentirem o gosto da impunidade e a falar grosso sempre quando estão encrencados não os impediu de sofrer o desgaste e a desmoralização que os atingem.

Afinal, desrespeitar os outros acaba até mesmo com antigas grandes reputações. De que adianta ser o maioral na busologia se tem pavio curto e fica ameaçando os outros? Além disso, escrever ofensas e xingações nas redes sociais e perder tempo com blogue de ofensas e difamações gera um preço muito caro.

No primeiro momento, o busólogo raivoso acha que as redes sociais são vasos sanitários para despejar seus entulhos mentais contra quem não pensa igual a ele. Mas depois esse busólogo é desmascarado, ele dá piti mas é tarde demais, ele acaba sendo alvo de ódio até daqueles em que ele buscava se apoiar e, traumatizado, ele corre contra o tempo para apagar as mensagens violentas que publicou, depois que cópias delas estão nas mãos de internautas desafetos e até agentes de polícia.

Além disso, o reacionarismo desses busólogos acabou espondo suas posições fascistas e antipopulares defendendo a pintura padronizada nos ônibus do Brasil, que confunde os passageiros comuns na hora de pegar ônibus, a redução de frotas de ônibus em circulação, que obriga os passageiros a ficar mais tempo esperando um veículo, e a dupla função motorista-cobrador, que sobrecarrega o trabalho dos motoristas.

E aí não adianta, da mesma forma, defender posturas antipopulares e inventar que "o povo apoia isso". A falsidade e a agressividade dessa parcela de busólogos contribui mais ainda para agravar o preconceito contra o hobby, bem mais do que o simples fato de curtir ônibus, e um pouco mais de humildade é necessário, assim como o respeito humano.

Também não se pode fazer "humildade de fachada" enquanto agride os outros nos bastidores. E também não se pode pedir respeito dos outros se a outros não se dá esse respeito. É por isso que os busólogos mais agressivos estão perdendo o cartaz e, se eles continuarem com a agressividade, serão obrigados a arcar com as consequências, porque nenhum agressor mantém sua situação sob controle por muito tempo. Respeito é bom e todos gostam. Até mesmo na busologia.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

EMPRESAS DE NITERÓI FALHAM EM LOGÍSTICA NO USO DAS FROTAS


As recentes mudanças das empresas de ônibus de Niterói ocorrem por falha logística, complicando a transferência de linhas e a reposição e renovação das frotas. É o que se vê tanto nos casos das empresas Auto Ônibus Brasília e Expresso Barreto quanto à transferência de linhas da Viação Pendotiba para a Viação Fortaleza e Expresso Miramar.

No primeiro caso, a Brasília perde uma boa oportunidade de renovar tanto sua frota quando a da Barreto, agora associada à outra. Uma transferência arrojada de carros seria uma boa pedida para renovar as frotas sem que uma delas precise jogar seus carros em linhas das outras.

A Barreto conta com uma frota velha. Tem o terrível cacoete de comprar "filhos únicos" - exemplares únicos de modelos de carrocerias - , porque prolonga o tempo de vida dos carros, sem necessidade. Conta com boas linhas funcionais, a 42 Barreto / Terminal, a 42SL Barreto / Centro (Via São Lourenço) e 66 Barreto / Icaraí, mas elas operam, em parte, com carros da Brasília. Enquanto isso, a Brasília coloca alguns carros de piso baixo da Barreto para a linha 61 Venda da Cruz / Vital Brazil.

A solução seria a Brasília passar para a frota da Barreto - com a devida renumeração de carros - os veículos dos modelos CAIO Apache VIP III mais curtos e os da CAIO Apache VIP IV, também encurtados, mas numa concepção mais estranha. Todos esses carros substituiriam os modelos Mascarello mais antigos da Barreto.

Por outro lado, a Brasília deveria receber da Barreto os veículos piso baixo da Comil Svelto 2012, e vender os CAIO Millennium BRT que já estão mais velhos. A empresa deveria vender os modelos CAIO Foz Super, juntamente com os Mascarello da Barreto, e adquirir, pelo menos, mais carros semi-novos da CAIO Apache VIP IV, como os que adquriu em 2018.

Já a Viação Fortaleza tem o cacoete de repor pouco suas frotas, e deixa lacunas na numeração das frotas, o que mostra que a empresa tem menos do que os 48 carros que sugere sua série numérica. Recentemente, teve uma modesta renovação de frota com sete carros, quando deveria ter comprado mais, já que a empresa ganhou mais uma linha, a 37 Parque da Colina / Centro.

A 37 Parque da Colina / Centro é uma das duas linhas que a Viação Pendotiba, provavelmente para pagar os custos elevados dos ônibus de piso baixo, destinados a duas linhas do corredor da Região Oceânica, via Charitas. A Pendotiba também deixou de operar a 40 Maceió / Centro, entregue à Expresso Miramar, mas a empresa também apresenta problemas de renovação de frota.

A Miramar só teve como vantagem um grande estoque de carros nas garagens, assim como a Fortaleza tinha um excedente de carros na linha 53 Santa Rosa / Centro. No entanto, as duas, além de usarem carros curtos nas linhas herdadas pela Pendotiba, ainda precisam operar as mesmas com mais carros que, não raro, andam muito lotados em horários de pico.

A Miramar já enfrentou um problema de ter perdido um carro num incêndio provocado por um protesto de moradores do Preventório. E precisa comprar carros um pouco mais alongados para a linha 40, e, para complicar as coisas, também para a linha 35 Baldeador / Centro, que passou a operar nos fins de semana e feriados.

Espera-se que as empresas atendam essas solicitações, para o conforto dos passageiros niteroienses.

segunda-feira, 11 de março de 2019

A LAMENTÁVEL AGRESSIVIDADE DE BUSÓLOGOS FRUSTRADOS

DO JEITO QUE COMPORTAM, CERTOS BUSÓLOGOS DEVERIAM MUDAR O HOBBY E SE TRANSFORMAREM EM "CAMBURÓLOGOS".

Infelizmente, uma minoria de busólogos do Rio de Janeiro anda querendo se promover atropelando os demais busólogos. Despejam mensagens ofensivas nas redes sociais, que começam por comentários do tipo "suas fotos não prestam" e depois investem em ações mais agressivas, criando "efeitos manada" e depois indo para as ruas tentar intimidar seus desafetos.

Esses busólogos não são apenas emergentes fracassados. Há busólogos que são ex-membros ou mesmo membros de grupos conhecidos, mas que não conseguem ter protagonismo no hobby e, por isso, tentam se ascender ofendendo os outros, como se estivesse se livrando de concorrentes. São busólogos frustrados, embora tenham relativo privilégio e um certo cartaz no meio.

O grande problema é que esses busólogos agressivos - já chamados de "burrólogos" e "brutólogos" ou "busólogos de Neanderthal" - vivem iludidos na impunidade e, por usarem seus computadores pessoais em casa, se acham protegidos de qualquer consequência que viesse contra eles.

Daí que eles são muito insistentes e rápidos em suas réplicas. Se eles são contestados, eles rebatem imediatamente. Se são advertidos, gracejam e esnobam. Se são criticados, devolvem com agressão. Em casos extremos, criam páginas de ofensas e difamação, e visitam as cidades onde moram seus desafetos para intimidá-los e fazer ameaças.

Só que ninguém agride sem provocar consequências drásticas. Por sorte, um busólogo da Baixada Fluminense que passou a agredir busólogos emergentes no desespero de obter protagonismo, ao visitar tanto o Centro de Niterói para intimidar desafetos emergentes na busologia, não chegou a ser reconhecido por milicianos que se escondem nos estacionamentos próximos ao antigo Carrefour.

As milícias, de Niterói, São Gonçalo e Maricá, estariam controlando a "máfia das vans" que serve a área e, vendo de longe um busólogo de aparência viril tirando fotos, eles o observavam achando que seria um miliciano rival querendo "tirar tempo" com a área. Essa constatação, dada por um busólogo do município do Rio de Janeiro, que pede para não ser identificado, inclui também o fato de que vendedores ambulantes do entorno do antigo Carrefour também são informantes desses milicianos.

Ou seja, o busólogo encrenqueiro, que nas redes sociais ofendia busólogos emergentes com o papo do "nojinho", que criou página de "comentários críticos" - denunciada no SaferNet, página dedicada a investigar crimes na Internet - e fez "visitas-ostentação" em Niterói, quase foi pego pelas milícias por ter uma aparência semelhante a de um miliciano, apesar de um jeitão mais "irreverente", que certamente não convenceria os potenciais algozes.

Hoje é outro busólogo que anda realizando ataques, e cujo apelido é de nome de fritura. Integrante de um grupo, ele não consegue obter protagonismo e está buscando crescimento pessoal pisando nos outros, atacando busólogos emergentes de maneira gratuita, similar a do outro encrenqueiro. Seu apelido remete à sua fama de esquentado no meio, e dizem que ele é capaz de brigar com seus próprios aliados.

Ofender os outros não é bom, e o valentão da ocasião não pode se iludir achando que pode tudo. Até certo ponto, ele pode rir, gracejar e esnobar qualquer um que lhe avisar que seus atos agressivos podem trazer consequências negativas. Nessa ocasião, o busólogo encrenqueiro pode se achar no controle de qualquer situação, mas como surpresas existem, haverá um momento em que esse valentão não terá controle de seus atos.

Isso sempre ocorre na vida. Pessoas agressivas ameaçam, mas depois o feitiço vira contra o feiticeiro. O busólogo agressor de um tempo não vai ficar se passando por santinho nas exposições de ônibus no Rio de Janeiro e no resto do país, enquanto apronta das suas nas redes sociais. Chega um momento em que ele é desmascarado e será banido de qualquer evento busólogo.

Não adianta o agressor demonstrar um misto de vitimismo com senso de vingança, porque sua agressividade e a de seus pares fez a busologia do Rio de Janeiro ter má fama no resto do Brasil. O cara vai se irritar e ficar perguntando quem o denunciou, mas a verdade é que esse busólogo deveria olhar para si mesmo, em vez de ficar culpando quem denunciou suas atrocidades.

Não se pode ser um agressor triunfante o tempo todo. Em dado momento, o valentão perde tudo, e não vai poder escrever comentários esnobes, fazer represálias ou coisa parecida, enquanto acredita que está protegido quando usa seu computador em casa.

Num dado momento, suas atrocidades chamarão a atenção da polícia, que pode entrar em casa e levar o computador do agressor, se ele for longe demais com seus abusos. Mas, mesmo que isso não ocorra, o agressor sofrerá alguma consequência drástica pelos seus atos abusivos, mesmo que seja apenas seu descrédito dentro da busologia.

Por isso, é sempre bom tomar cuidado com as linguagens e atitudes. Ninguém cresce na vida ofendendo os outros. A busologia tem um número enorme de adeptos e o busólogo frustrado que quer obter protagonismo ofendendo os outros só construirá sua ruína, e, como aconteceu com outro busólogo agressivo, uma caravana teve que ser cancelada porque ninguém quis pegar o ônibus alugado por um valentão.