sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Padronização está indo muito além da conta




       A prefeitura não contente em padronizar os ônibus e as cabines dos despachantes, agora também deu órdem para padronizar reboques e até muros e portões das garagens das empresas de ônibus. Vejam as fotos do reboque da Matias.
    Do jeito que está, fica parecendo que a prefeitura estatizou as empresas de ônibus, coisa que de fato  não ocorreu. Inicialmente era para ser apenas os ônibus urbanos e nada mais, porém até porta de garagem recebeu pintura padronizada. Quem me passou isso foi o colaborador Marcelo Delfino que disponibizará fotos em breve.
     Vale lembrar que esta padronização está confundindo a cabeça dos usuários de forma muito séria. Tem muita gente ja pegando ônibus errado. A prefeitura, quando perguntada sobre isso, sempre responde de forma mal criada dizendo que isso é apenas uma regra burocrática feita para organizar o sistema de ônibus, que agora as empresas estão em consórcios e que existe em qualquer cidade do país, ou seja, ela quer imitar tudo de ruim das outras cidades tal qual fez com a taxa de iluminação publica cobrada duas vezes nas contas de luz e no IPTU. E tudo isso foi feito sem consulta popular. Temos que fazer valer nosso direito de condomino neste condominio chamado Cidade do Rio de Janeiro não apenas nisso, mas em diversas arbitrariedades feitas pela atual administração. Pensem nisso! E só!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre o sistema viário de Copacabana e a inutilidade da padronização


       Hoje eu usei o novo sistema viário criado pela prefeitura, chamado de BRS (Bus Rapid Service). Para mim, que não ando de carro e nem pego determinadas linhas, não fez muita diferença, mas para quem tem carro, usa táxi ou pega linhas para o subúrbio, foi só transtornos. Muita gente penou para achar a linha de sua preferência e várias pessoas foram pegas de surpresa. Foi lastimável.

                                   Ponto de ônibus desativado no novo sistema.





     Ponto de ônibus próximo a Rua Siqueira Campos escolhido como ponto do novo sistema.








             Folheto explicativo explicando o novo sistema de transportes.
      Diante disso, a prefeitura contratou uma empresa de publicidade e começou a distribuir folhetos a população para poder usar o novo sistema, coisa que ela não fez quando resolveu padronizar os ônibus e quando decidiu mudar os números das linhas. Nestas situações a prefeitura foi taxativa, disse que as pessoas teriam que se virar para encontrar seus ônibus ou linhas. ao ver esta mancada, ela distribuiu panfletos em relação a este novo sistema, pois se assim não fizesse, se queimaria perante a opinião publica ( neste caso tanto imprensa como a população em geral, embora a impressa se autodenomina como tal) em definitivo.
 


      No mesmo cartaz, também  são mostrada as mudanças dos números das linhas.
       Outra mudança polêmica é com relação aos números das linhas. Linhas como 175,179,S20, S02, S07,S11, S14,571,572 e  suas variantes mudaram de número.
Veja as mudanças:
175=308.
179=309.
571=161.
572=162.
S03=804.
S11=358.
S14=366.
154=155.
S20=360.
S07=936.
S05=933.
       Variantes viraram linhas como a 175 via Linha Amarela que inicialmente virou 315 e agora é 316, a 484B que virou 487 e outa variante desta mesma linha que vai até Botafogo que agora é 481. Todas estas mudanças foram feitas sem qualquer aviso a população, tanto na mídia como em pontos de ônibus.  Uma outra mudança é com a questão do número de ordem, além da colocação de letras para identificar o consórcio, agora cada empresa pode ultrapassar o valor 500 de veículos, o que dá a entender que uma única empresa pode ter até 1000 ônibus em sua frota ou mais. Ontem mesmo eu vi três ônibus da linha 398 da Pégaso com os números 87511, 87512 e 87514, o que comprova que esta empresa pode pelo menos 600 carros em média ou mais. Isto também justifica o porquê da Algarve ter alterado seu número de ordem de 86500 para 90000, pois 86000 pertence a Jabour, e agora esta empresa também poderá ter mais de 500 carros. Neste ritmo, empresas como Bangu, Lourdes terão que mudar de números de ordem e empresas como Vila Real, Novacap, Estrela Azul, Redentor e todas as que começam com 500, terão que mudar para 000. Este é outro transtorno criado, pois pode criar verdadeiros monopólios, algo previsto pelo colaborador Marcelo Pierre, em que o mesmo chama "Rioitização" em alusão a Rio Ita, que até o final da década de 90 tinha mais de 50 linhas e mais de 1000 ônibus formando um verdadeiro monopólio nas regiões de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio Bonito.







      Uma coisa a ser ressaltada é com relação as pinturas padronizadas. Como já prevíamos, a população está reprovando e se voltando contra mesma. Até o apresentador Maurício Martins da CBN está fazendo campanha
 contra ela, onde o mesmo tem dado razão e criticado esta medida em seu programa, o  CBN Rio. Hoje mesmo, várias pessoas mandaram emais, twitters e telefonemas atacando não apenas estas mudanças repentinas no sistema de transporte, mas principalmente as cores padronizadas, no que se refere ao seu uso, a estética e o apresentador deu apoio ao dar razão a estes ouvintes, complementar o que os mesmos diziam e ainda por cima, o de não defender esta medida arbitrária da prefeitura. O outro absurdo com relação a mesma é o fato de que a PREFEITURA NÃO Á UTILIZA COMO MEIO IDENTIFICADOR NESTE NOVO SISTEMA, PREFERINDO COLOCAR CARTAZES NOS PARA-BRISAS DOS ÔNIBUS IDENTIFICANDO ONDE OS MESMOS PARAM. Não seria mais lógico utiliza-las associando as mesmas aos pontos de ônibus do sistema? Isto prova o uso politico da mesma, pois nem a prefeitura utiliza em seu sistema, o que mostra que seu objetivo é para fins de maquiagem, politico e para ocultar empresas corruptas. Tanto que nestes ônibus além de não ter qualquer cartaz explicando seu funcionamento, o seus interiores em geral são completamente mau conservados e sujos, vide os ônibus da Rio Rotas e da Alpha. Vale lembrar que até a Globo, no RJTV, atacou o novo sistema e padronização.
      Todas estas mudanças estão sendo feitas a revelia, sem qualquer aviso prévio ou quando avisam, fazem isso em cima da hora, causando verdadeiros transtornos na vida da população. Tudo isso, infelizmente, está sendo feito não para população, mas para estes eventos que ocorrerão no Rio e sobretudo, para fins políticos e eleitoreiros. São mudanças paliativas com fins marqueteiros e de maquiagem. Se estas mudanças nos transportes fossem de fato para a população, esta deveriam terem sido ouvidas, através de associações de moradores, audiências publicas na Câmara de Vereadores, enquetes na mídia e outras formas de consulta, onde ideias seriam discutidas e analisadas. Após isso é que se definiria um projeto de transporte que atendesse a todos e cujo o impacto no cotidiano geral fosse o mais positivo possível, minimizando os efeitos negativo que surgirem. Porém como se trata de um projeto eleitoreiro e corrupto, era de se esperar estes resultados. Cabe a nós lutarmos contra isso. E só!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Paranapuan faz sutil protesto contra padronização



A empresa Paranapuan acaba de receber seus ônibus para as chamadas linhas "M", na pintura do serviço Metrô-ônibus. Acho justo que serviços diferenciados tenham, pintura padronizada. Mas a frota convencional não deveria ter padronização.

A maior parte das empresas também está contra a padronização e sempre arruma um jeito de protestar contra. Além da manutenção das pinturas personalizadas em seus sites, a Paranapuan inova com uma tarja nas cores da pintura tradicional na parte inferior do pára-brisa. É o jeito que ela encontrou para manter a sua identificação.

Essa pintura padronizada está dando dor de cabeça em muita gente, e não por motivos estéticos. A dificuldade de identificação serviu para manter erros, criar novos erros e confundir ainda mais a população.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

CAMPO GRANDE NÃO-PADRONIZADO APARECERÁ NA INTERNET






Enquanto os erros do projeto de padronização visual do Rio de Janeiro não se tornam conhecidos na sua ineficácia, quem reage contra essa medida arbitrária, expressão de um modelo tecnocrático de transporte coletivo que, mesmo decadente, será mantido para o bem de uma elite de dirigentes esportivos em 2014 e 2016, fará o que pode.

No nosso caso, vamos mostrar ônibus novos do Rio de Janeiro sem a mesmice do visual padronizado. Uma das estreias é da Transportes Campo Grande.

Integrante do Consórcio Santa Cruz, um dos braços da paraestatal Cidade do Rio de Janeiro, a Campo Grande nunca teve carros da CAIO Apache VIP 2 com o visual original e bonito da empresa. Por isso, resolvemos lançá-lo com o visual que teria se tal medida arbitrária e politiqueira - que anda seduzindo uma minoria de busólogos que sonham, talvez, com cargos políticos no futuro - tivesse, ao menos, sido vetada.

As primeiras fotos aparecem aqui, em primeira mão, que serão depois divulgadas amplamente em outros sítios vinculados. Para acompanhá-los, também colocamos a foto montagem de Vítor Hugo Pereira (não é meu parente), o amigo busólogo que também lamentou a padronização visual.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

INTERNAUTA REGISTRA ÔNIBUS INFESTADO DE BARATAS EM SP



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Este é o "moderno" transporte paulistano, seguidor do "moderno" padrão de transporte coletivo lançado por Jaime Lerner e ainda vigente em Curitiba.

A SPTrans não consegue administrar as empresas, diante da concentração de poder em que a Secretaria Municipal de Transportes detém sobre as empresas, mas ter mais poder não significa necessariamente administrar melhor.

Afinal, mais irregularidades aparecem nesse modelo já implantado no Rio de Janeiro, e este é um aviso do que os cariocas vão enfrentar a partir do próximo ano.

Internauta registra ônibus infestado por baratas em São Paulo

A SPTrans informou que o veículo será dedetizado nesta quarta-feira (9).
'Foi um alvoroço dentro do ônibus', conta o internauta.

Por Tadeu Menezes, internauta - enviado para o portal G1

Uma infestação de baratas assustou os passageiros de um ônibus nesta terça-feira (8), em São Paulo.

"Peguei o ônibus na Avenida Nove de Julho às 14h17 e desembarquei na Avenida Guido Caloi às 16h34. Desde o embarque, devido ao calor e depois com uma paralisação no trânsito por causa de um acidente envolvendo dois caminhões próximo ao viaduto João Dias, as baratas começaram a sair de suas tocas", conta o internauta Tadeu Menezes.

O vídeo ao lado foi gravado no ônibus da linha 6200-10, que liga o Terminal Bandeira, no Centro, ao Terminal Santo Amaro, na Zona Sul. "Foi um alvoroço dentro do ônibus, as mulheres começaram a gritar e o pessoal começou a tentar matar as baratas", lembra o internauta.

Nota da redação: em nota, a assessoria da SPTrans disse que lamenta os transtornos e esclarece que a empresa responsável pela linha informou que todos os veículos da frota foram dedetizados em novembro de 2010, com prazo de validade de 90 dias, período que é fiscalizado pela gestora. Tendo em vista que a dedetização, neste caso, não teve o resultado esperado, a empresa promete que uma nova será realizada nesta quarta-feira (9).


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CONFUSÕES DA PADRONIZAÇÃO VISUAL


SE UM BUSÓLOGO ATENTO CORRE RISCO DE CONFUNDIR ÔNIBUS, QUANTO MAIS UM CIDADÃO COMUM.

Ontem fui fazer prova de concurso, no Castelo, centro do Rio. Isso depois de uma madrugada acordado, seja porque dormi tarde ao som de um "baile funk" nas proximidades, seja porque, num breve sono, tive que acordar mais cedo para não voltar a dormir e acordar com dificuldade.

Pois bem, eu, que sou busólogo e observo bastante os ônibus, posso estar sujeito à confuões quanto ao reconhecimento de um ônibus, quanto mais o cidadão comum, ou mesmo os busólogos que se arrogam de "nunca serem capazes de confundir o ônibus que pretendem pegar". Conhecer chassiz de longe não é garantia de que fulano consiga sempre discernir ônibus de linhas diferentes com o mesmo visual padronizado.

Depois de ver um Real Auto Ônibus, com visual padronizado Intersul, na linha 127 Rodoviária / Copacabana (que eu cheguei a pegar, com minha família, ainda nos tempos da Mercedes-Benz O-362, em 1978), ao ver o Gire Transportes, na mesma pintura Intersul, passando pela Av. Marechal Floriano em direção à Av. Passos, na linha 107 Central / Urca, por uns poucos segundos eu pensei que a linha 127 havia mudado de itinerário.

São poucos segundos, mas o suficiente para alguém embarcar num ônibus errado.

Imagine se eu estivesse na Av. Pres. Antônio Carlos e, na pressa, tiver que pegar um ônibus da 127 para a Praça Mauá, por causa de um compromisso urgente? E, de repente, eu pego o 107 pensando ser o 127 - pouco importa a carroceria, até porque de longe tanto faz se é uma Marcopolo Torino 2007 ou Neobus Mega 2006, e não é impossível a Real comprar novos carros da Neobus - e só percebo isso depois que o ônibus dobra a Candelária para ir à Av. Pres. Vargas.



Outro caso é o da Litoral Rio Transportes. No mesmo passeio de 100D, que eu peguei de Niterói, e que me fez confundir o Gire com a Real, ao passar pela Av. Alfred Agache, esquina com Rua da Misericórdia, outra confusão eu tive, em segundos. Eu cheguei a pensar que o ônibus da Litoral Rio que então passava era da Auto Viação Tijuca. E olha que a Tijuquinha já não passa há um tempo na Av. Alfred Agache, mas nada impede que volte a passar naquela ocasião.



Em outra ocasião, desta vez eu pegando o 100D de volta para Niterói, depois de feita a prova de concurso, eu vi, na Av. Pres. Antônio Carlos, esquina com Rua da Misericórdia, um ônibus da Viação Ideal, pintado como Internorte, e, embora abatido (a prova exigiu um esforço mental imenso), não cheguei a confundir o ônibus, que servia a linha 326 Castelo / Bancários.

No entanto, refleti que a bandeira indicativa da linha, sendo ofuscada naquela iluminação do sol, poderia causar problemas no cidadão que for pegar um ônibus mais adiante, na Rua Primeiro de Março, onde muitos ônibus se bagunçam na disputa pelos passageiros.

Dessa maneira, o perigo de algum passageiro pegar um ônibus da Vila Real na linha 378, pensando ser o Viação Ideal na linha 326, é muito grande. Imagine o prejuízo de alguém que quer pegar um ônibus para Marechal Hermes e, por engano, pegar um ônibus que vai para a Ilha do Governador.

Ele terá que pegar dois ônibus ou então pegar um que pare um tanto longe e andar a pé depois. Porque o único ônibus que vai da Ilha para as proximidades de Marechal Hermes é o 910 da Paranapuan (que ele terá esforço de identificar, porque senão vai pegar o 696 da Ideal para o Méier, por conta da mesmíssima pintura), que no máximo vai até Madureira.

Ou seja, mais transtorno: o cidadão terá que fazer uma boa caminhada, se não quiser gastar mais uma passagem. E, se o transtorno dele ocorre numa tarde de sábado ou domingo, a chance do cidadão ser assaltado é altíssima. Para não dizera de ser morto num latrocínio.

Na vida, todos podemos sofrer algum tipo de desatenção. Atire a primeira pedra quem nunca foi desatento na vida. Mas o problema é que, no caso como o da padronização visual, num Rio de Janeiro marcado historicamente pela diversidade visual dos seus ônibus, a confusão é um risco que pode atingir até mesmo o prefeito Eduardo Paes, um político que no fundo não inspira a menor credibilidade, por ser um político fisiológico e frouxo metido a "audacioso". É sério.

Isso é o que mostra o quanto a padronização visual nos ônibus é ruim. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco, tem gente que acha o projeto de Eduardo Paes bonito e eficaz, desprezando o sofrimento que já vive a população pobre, que não tem os conhecimentos técnicos dessa minoria de busólogos pró-padronização.

Além do mais, ter desatenção na vida é algo corriqueiro que ocorre com qualquer um. Isso porque nossas vidas são movimentadas, sofremos pressões diversas da rotina diária, é natural que tenhamos também nossos esquecimentos e lapsos de memória, com tantas preocupações, compromissos, informações nas nossas mentes.

Isso não faz as pessoas ficarem estúpidas ou burras, em si. Mas mostra, no caso da padronização visual dos ônibus cariocas, que os prejuízos e desvantagens são muito maiores do que os supostos benefícios que seus defensores tanto falam, até com certa arrogância.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COMEÇA A POLITICAGEM BUSÓLOGA



As artimanhas do poder surgem na surdina. Poucos percebem. Crédulos surgem, achando que o grupo politiqueiro emergente representa "o novo", sem perceber se eles de fato defendem a justiça social ou o interesse público.

Há grupos políticos que defendem o interesse público, mas eles são raros e eventuais. Não é o caso dos que defendem a padronização visual dos ônibus, medida que na verdade é um carro-chefe de todo um processo politiqueiro de concentração de poder das Secretarias de Transporte, sob o pretexto de "disciplina" que foi o mesmo utilizado pelos generais quando instauraram a ditadura militar, em 1964. Alias, não é à toa, afinal os ônibus tornam-se fardados.

Aí, de repente, surgem defensores do nada, que tentam desqualificar discordâncias, porque sabem que vão ganhar alguma vantagem por trás de tal defesa. No Rio de Janeiro, costura-se uma aliança entre busólogos e autoridades, sobretudo nas pessoas do prefeito carioca Eduardo Paes e do governador fluminense Sérgio Cabral Filho, além de dirigentes esportivos e alguns empresários de ônibus envolvidos.

Diga-se alguns, porque a maioria dos empresários de ônibus está indignada, mas nada pode fazer. Afinal, a padronização visual é um projeto para turista ver, enquanto que essa conversa de que tal processo é "tendência mundial" não passa de uma grande lorota.

Tanto é uma lorota que Londres, a célebre capital inglesa e sede das Olimpíadas do próximo ano, que dava a falsa impressão de adotar a padronização visual nos seus ônibus, promove a diversificação visual nas suas empresas. Para quem duvida, melhor ir para este linque.

É evidente que surge aí um esquema de politicagem. Não vamos dar maiores detalhes, mas é a mesma coisa que aconteceu quando as elites da USP se ligaram a políticos vindos do MDB para compor o PSDB, se consistindo no grupo composto pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o candidato derrotado à presidência da República, José Serra.

O mesmo PSDB que inventou Eduardo Paes. Que brigou com seu mentor político, César Maia, mas levou sua formação demotucana para o PMDB. E que costura sua base de apoio nas políticas elitistas, que apenas dão uma aparente impressão de eficácia administrativa.

Daí a concentração de poder da Secretaria de Transportes no sistema de ônibus carioca, claramente expresso no visual fardado em que a expressão "Cidade do Rio de Janeiro" aparece em destaque, em detrimento ao nome quase apagado de cada empresa envolvida (e que, dependendo do caso, é impossível de ser visto pessoalmente em certos ângulos de luz e, nas imagens de "jpg", "gif" e similares, torna-se totalmente irreconhecível).

Quando o plano arbitrário de Paes foi lançado - claramente inspirado no modelo que Jaime Lerner lançou em Curitiba, quando prefeito "biônico" (interventor nomeado pelos generais) no auge do governo militar - , o descontentamento foi praticamente geral. No entanto, alguns descontentes foram mudando suas posturas, de maneira tendenciosa.

Essa adesão não foi porque o projeto demonstrou ser mais vantajoso. Não é. Nem para os passageiros, que terão dificuldades de identificar cada ônibus que irão pegar, nem para os empresários, que até para promover a imagem de suas empresas perderão a chance. Tanto que as empresas de ônibus cariocas custam a repintar seus ônibus, na esperança de que alguma medida judicial cancele a padronização, que tirará a liberdade operacional das empresas de ônibus.

O problema é que, num processo de politicagem, alguns defensores de privilégios e de poder concentrado - nem sempre assumem tais intuitos - têm que cercar de adeptos e defensores, por isso em cerimônias eles têm que tratar bem os busólogos, para assim conquistarem seguidores. Ninguém consegue privilégios de poder sem ter uma base de apoio.

Tudo visando a aparência de eficácia, pouco importando o sofrimento de passageiros, principalmente idosos e deficientes. A dificuldade de reconhecimento dos ônibus será bem maior, e isso não é conversa de infantil, desinformado ou retardado.

Afinal, os ônibus só serão reconhecidos quando os passageiros estiverem nos pontos e virem os ônibus de frente, mas se eles estiverem a uma distância de pelo menos cem metros, não vai dar para os passageiros correrem atrás, porque não saberão qual será o ônibus certo, com tantos ônibus visualmente parecidos.

Isso é fato. Mas quem está com as elites não quer saber de lógica, nem de ética, nem de coerência, nem de coisa alguma a não ser qualquer pretexto que justifique sempre o que é estabelecido e decidido de cima, o que está pré-determinado é o que vale, pouco importa se os cidadãos sofrem ou não, embora em tese eles sejam "beneficiados", o que é pura falácia.

Em mais de um século de existência, somente agora os ônibus do Rio de Janeiro começam a viver seus tempos de "República Velha".

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E se na cidade de São Paulo não existisse padronização?

      Numa cidade onde ficam as sedes das principais agencias de publicidade e aonde juntamente com o Rio determinam a cultura do pais, veja na postagem do blog Willy Bus como ficaria os ônibus desta cidade se a padronização nunca tivesse existido. Vejam!
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Futuro distante impossível SP

Como seria se as empresas de São Paulo não tivessem pintura padrão SPTrans
Induscar CAIO Apache Vip II - Santa Brígida
Induscar CAIO Apache VIP II - Himalaia Induscar CAIO Apache VIP II - Cooperativa Fênix Induscar CAIO Apache VIP II - Gatusa
Induscar CAIO Apache VIP II - Gato Preto
Induscar CAIO Apache VIP II - Tupi



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http://willybusvax.blogspot.com/2010/04/futuro-distante-impossivel-sp.html