quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Padronização é o oposto de democracia


Por Marcelo Pereira

O Brasil se caracteriza pela padronização de ideias e costumes. Adora imitar os outros. Modismos propagam na sociedade brasileira com muita facilidade. Além disso, o brasileiro não tolera diferenças e se aparece alguém que se recuse a fazer algo que a maioria esmagadora tem o hábito de fazer, muitas vezes é tratado como um ser estranho, um monstro e em muitos casos, um mau-caráter, por mais bondoso que seja.

A copa do mundo mostrou que o povo adora ser padronizado, todos gostando de futebol (muitos - sem perceber - por obrigação), vestindo suas camisetas amarelas e torcendo pela vitória da "seleção" sem saber qual a verdadeira importância desta vitória (inútil para o cotidiano de nosso país). Para a maioria dos brasileiros, ter um time favorito é tão importante quanto ter um R.G. ou um número de CPF.

Agora vem o prefeito do Rio, Eduardo Paes e sua tão sonhada (por ele - of course) padronização de pinturas dos ônibus, acabando de vez com o maior atrativo do sistema de ônibus da capital fluminense, a diversidade de pinturas, que estimulava a criatividade de designers e a admiração de todos, sobretudo busólogos.

Em nosso cotidiano, observamos muitas tentativas de padronização. Eu, como adulto, sou obrigado a gostar de bebidas alcoólicas, sobretudo cerveja (que tem o gosto ruim). O não-consumo, segundo as regras sociais, só está liberado por motivos religiosos ou de saude. Mas não beber por puro gosto (o que é o meu caso) é visto com estranheza e até como ofensa, transformando alguém em um inimigo e criando situações danosas a quem se recuse a se embriagar.

Na vida afetiva, outro problema. A mídia criou um ideal de "beleza masculina" para favorecer apenas a certos tipos a terem facilidades na conquista de mulheres. Antigamente o padrão era o halterofilista (tipo Stallone). Mas como halterofilistas ficaram muito associados ao universo gay, que a sociedade teve que criar outro padrão, inspirado nos jogadores de volei e basquete, como tipo masculino ideal. Não precisam ter rosto bonito, é claro, mas um cabelo liso, rosto quadrado, altura de 1,75 no mínimo (tenho 1,64 - um anão, segundo o estereótipo imposto) e tronco esticado com ausência de barriga. Além de uma profissão bem prestigiada, o que ajuda muito.

Não significa que homens como eu não possam arrumar namorada. Mas significa que há um aumento de esforço, ter que batalhar mais para arrumar companhia, além de perder o direito de escolha (normalmente só consigo atrair quem não me atrai). Mais um problema gerado por padronização. E olha que não tenho preferência feminina: me interesso por tipos bem diversos, sem estar preso a padrões (eu faço a minha parte). Só para ter uma ideia, cheguei a me apaixonar, em 1992, quando morava em Salvador, por uma garota intelectualizada popularmente tida como feia. Pena que ela não me quis.

Vemos padronização em muitas coisas em nosso cotidiano. Quando ficamos adultos, queremos fazer tudo o que os outros fazem. O que a maioria faz dá a ilusão de ser correto, de representar a suposta felicidade. Muitos acreditam até que o que a maioria faz é biológico (o que favorece ainda mais os preconceitos contra os que não se encontram no padrão imposto) Se fulano casa, eu caso. Sicrano tem filho? Vou ter também! Beltrano tem carro? Já vou correndo comprar o meu. E normalmente estas atitudes são feitas instintivamente, sem medir consequências. Será que tenho condições de comprar carro, de criar um filho? Se a mulher com quem estou me casando tem afinidades comigo? Será que gosto realmente dela? Ela não vai me prejudicar? Ninguém pensa nisso.

Até a música e o cinema de entretenimento são padronizados. O padrão segue as regras do momento, impostas pela mídia e pela indústria do entretenimento. Quem quer fugir de padronização deve ir direto à cultura alternativa e ao cinema de arte. Mas quando eu falo em alternativo, não é aquilo que as pessoas chamam de "alternativo". Se as massas chamam algo de alternativo, é porque esse algo não é alternativo, já que o verdadeiro alternativo não chega ao conhecimento das massas.

Detesto padronização em excesso. Ela só deve existir quando necessária, para ajudar a identificação. Meus diferentes blogues costumam se igualar em logotipos, para criar uma associação. Mas padronizar com finalidades excludentes ou para mascarar irregularidades e matar estéticas, como é a proposta do sr. Paes, é inaceitável.

Porque padronizar em excesso é anti-democrático. Vai contra a liberdade, vai contra os direitos básicos, contra a melhoria de qualidade de vida.

Porque igualar pela aparência é na verdade segregar pela essência. Um mundo onde só os padronizados podem ser felizes não pode ser um mundo justo. Nunca.

(Publicado originalmente no Planeta Laranja, em 19/09/2010)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Regras para a publicação de fotos de carros padronizados


Por Marcelo Pereira

Não sou favorável a padronizações de todo o tipo. Padronizar é limitar, é algo que combina com ditaduras. Também é algo que não combina com o Brasil, uma terra enorme, com vocação para a diversidade, para a variedade. Além disso, é um direito dos passageiros conhecer que empresa está servindo a linha que utiliza, algo que a padronização dificulta bastante.

Com a padronização da frota da cidade onde eu moro, que preferiu colocar um uniforme mais bonito em sua frota, na tentativa de minimizar o problema, resolvi fotografar os ônibus com o uniforme da prefeitura niteroiense e de outros lugares, publicando com restrições.

- Os ônibus não serão identificados por suas empresas (que serão omitidas, salvo quando o contexto exigir) e sim pelos consórcios.
- Se o contexto exigir a identificação da empresa, o nome desta virá entre aspas.
- A tarja de créditos será sempre preta, como sinalização de que reprovo o sistema.

Estas são as regras das fotos de ônibus padronizados em meus sites. Não dá para concordar com algo que além de prejudicar a população,representa uma recusa a nossa tradicional vocação pela diversidade, característica que só o nosso país possuí e que não há em qualquer outro.

sábado, 4 de agosto de 2012

O "AI-5" Busólogo envergonha o país


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Agora não tem jeito. Infelizmente a minha reputação está manchada perante a maioria dos busólogos cariocas. Não por culpa minha, mas por culpa da falta de discernimento dos busólogos que, acharam mais comôdo e menos trabalhoso não analisar meu ponto de vista, preferindo eles a defender ideias equivocadas, bloqueando qualquer tentativa de debate sadio, onde se chegaria a um consenso, baseado na lógica e não na defesa de crenças pessoais.

É uma pena, pois muita gente que eu admirava se virou contra mim, só porque eu defendia um ponto de vista mais coerente, desconfiando das autoridades, normalmente acostumadas a mentir, oferecendo um sistema de transporte cheio de falhas, maquiado por falsos luxos e pompas desnecessárias.

Os busólogos cariocas são o retrato do país: crédulos, teimosos e arrogantes, não admitindo qualquer ponto de vista que não se encaixem nos seus.

Espero que eles reflitam e façam as pazes comigo e com o meu irmão, autor do texto abaixo. Eu sempre quis a melhoria do transporte, sem a pompas que as autoridades querem colocar para disfarçar as falhas. Tentei avisar, mas preferiram ser enganados, fazer o quê?

O "AI-5 BUSÓLOGO" ENVERGONHA O PAÍS

Alexandre Figueiredo - Blogue Menos Automóveis nas Ruas

Baixou o espírito do senador mineiro Eduardo Azeredo em alguns busólogos e recebi pedidos, um tanto agressivos, nos últimos anos, de retirar fotos de autoria de alguns busólogos, porque eles foram reproduzidos "sem autorização".

Fazem ameaças de processos, mas outros disparam palavrões, outros fazem calúnias, numa atitude que envergonha o país, já que a arrogância com que esses busólogos agem constrange até quem está fora do Rio de Janeiro.

Eu NUNCA COMETI ILEGALIDADE, porque eu sempre colocava os créditos de autoria nas fotos. Uma vez, cheguei a comentar alegremente e de forma positiva que um busólogo tal registrou esta foto. Mas ele pediu, mesmo assim, a retirada da mesma.

Atitude assim - que eles têm a coragem de desmentir que se trata de CENSURA - , digna de um Ato Institucional Número Cinco, o AI-5 da ditadura militar, não favorece em coisa alguma a busologia fluminense. Pelo contrário, expõe posturas, posições e procedimentos que busólogos OUTRORA ADMIRÁVEIS adotam, decepcionando muitos fãs.

O autoritarismo, as ofensas pessoais e as ameaças causadas por essa elite da busologia não os fortalecem de forma alguma. Pelo contrário, cria-se um ABUSO DE PODER em que só os amigos mais próximos dos busólogos é que devem publicar tais fotos. Quem não faz parte da "panela" precisa pedir autorização e olhe lá.

Só que isso, em vez de elevar a moral desses busólogos autoritários, os joga à pior das humilhações. Porque o abuso do poder vai contra o verdadeiro respeito humano,. vai contra a liberdade de expressão, vai contra a liberdade de informação.

SOBRE AS FOTOS MONTAGENS DE ÔNIBUS DESPADRONIZADOS

Eu NUNCA COMETI ILEGALIDADE alguma. Pelo contrário, RESPEITEI AS AUTORIAS ORIGINAIS, por isso não há a menor razão para processos judiciais. Só seria passível de ser processado se eu tomasse as fotos como se fossem de minha autoria, o que NUNCA ACONTECEU.

Se os busólogos fossem processar alguém, deveriam processar também a BUSCA DO GOOGLE, porque ela também reproduz as fotos do Ônibus Brasil que servem de fontes para minhas fotos montagens. Ou deveriam processar a Associação Brasileira de Normas Técnicas por causa de um botãozinho chamado Print Screen.

As minhas fotos-montagens NÃO SUBSTITUEM as fotos originalmente feitas por seus autores. E não é só eu que faço isso, mas gente como Renato Passos, Victor Hugo Pereira ou outro que vier. Eles também serão processados por terem feito montagens de fotos?

Portanto, não existe ilegalidade. Ameaçar processos judiciais dessa forma arbitrária pode ser perigoso. Expõe o processante a uma prepotência que irá afastar amigos e fãs. Irá expor sua arrogância, sua censura, e em vez do busólogo autoritário se tornar mais admirado, ele se tornará mais temido.

CERTOS BUSÓLOGOS NÃO SABEM CONVIVER COM A DEMOCRACIA

A verdade é que certos busólogos não sabem conviver com a democracia. Eles acabam, ao pedir censura à reprodução de fotos, fazendo o mesmo que as campanhas SOPA, PIPA e ACTA, de triste lembrança e bastante impopulares, queriam fazer contra a Internet em geral.

Eles não sabem que muita gente usa fotos da Internet, em reproduções aparentemente sem autorização, para ilustrar seus textos. E várias fazem sem creditar autorias, e nem por isso são condenadas ou perseguidas.

O autoritarismo dos busólogos não os faz mais fortes, repito, e nem mais admiráveis. Como fotógrafos, eles continuam sendo excelentes, mas como seres humanos eles decepcionaram muito. Não sabem viver num regime democrático.

Hoje eles pedem que busólogos que não pensem igual a eles retirem suas fotos. Amanhã, se algum busólogo se tornar Prefeito do Rio de Janeiro, vai reprimir greve de professores com a violência policial. E não adianta eles falarem em moralidade ou dizer que não defendem censura, porque eles agem igualzinho ao que pessoas como Jair Bolsonaro, Demóstenes Torres, Paulo Maluf e Geraldo Alckmin já agiram.

Se forem parlamentares da ALERJ, então, dá para imaginar esses mesmos busólogos "fazendo marcação" contra quem não votar com eles.

Mas eles não estão com a razão. Seu autoritarismo só os expõe muito mal. Desse modo, a busologia continua tendo uma péssima imagem na sociedade e o autoritarismo de alguns busólogos só faz piorar as coisas para eles mesmos. Afinal, ter muita visibilidade e prestígio não permite que pessoa alguma cometa ABUSO DE PODER contra quem quer que seja.

Mais do que exigir respeito, deve-se respeitar os outros. Nada fiz contra busólogos de qualquer espécie. Eu respeitei e admirei todos os busólogos cariocas, não entendo até agora por que eles andam me ofendendo ou censurando de todo modo. Mas o verdadeiro prejudicado com isso não sou eu, mas eles, na medida que seu autoritarismo expõe sua prepotência.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CARTA ABERTA À BUSOLOGIA FLUMINENSE


Ando muito decepcionado com a atitude de uma elite de busólogos fluminenses, inclusive vários conhecidos.

Eu admirava todos eles, alguns anos atrás e via os fotologs do Fotopages para ver as suas fotos e as novidades.

Admirava as fotos tiradas ora no Cachambi, ora na Av. Venezuela, ora no Terminal Alvorada, ora em outras cidades, e sentia simpatia por vários desses busólogos.

Só que, nos últimos anos, desde que houve o famoso conflito de busólogos depois que um grupo então menos destacado foi para o Multishow e deixou outro mais destacado na mão, há quatro anos atrás, que o estrelismo e a politicagem passaram a fazer parte da busologia carioca, que deixou de ser um hobby para ser uma negociata política.

E a coisa se agravou quando Eduardo Paes decidiu "comprar" o apoio de alguns busólogos, impondo o pensamento único e impulsionando a elite busóloga a fazer uma luta fratricida, um "higienismo" que tem por objetivo combater e banir quem não segue um padrão de pensamento, que é o de Eduardo Paes, Alexandre Sansão, Jaime Lerner e outros.

Sim, pois não é só a pintura dos ônibus do Rio de Janeiro e agora de Niterói que ficou padronizada, desafiando a atenção dos passageiros e camuflando a identificação de cada empresa. É o pensamento da busologia que se tornou padronizado, e quem discordar desse PENSAMENTO ÚNICO - espécie de "bilhete único" para ter acesso a cadeiras nas secretarias de Transporte, no DETRO ou na ALERJ - é expulso de fóruns da Internet, para não dizer coisas piores.

Recentemente fui ameaçado por um busólogo por que ele não gostou que eu despadronizasse os ônibus que ele fotografava. Prepotente, me xingou de "xexelento" e ameaçou me processar. Eu não fiz mais do que uma arte virtual, principalmente nas fotos da Real Auto Ônibus, para informar aos internautas como seria a Mascarello Gran Via com as cores da Real, o que ficaria lindo.

E eu coloquei a autoria devida nos créditos, eu nunca iria usar a foto de outro para creditar como se fosse de minha autoria. Não sou irresponsável. Mas, numa típica situação kafkiana - para quem não sabe, o escritor Franz Kafka era especialista em retratar o absurdo - , o cara não gostou, me xingou e ainda me fez ameaças.

E eu era fã dele, usava as fotos porque admirava o jeito dele fotografar os ônibus. Imagine um cara que é fã de alguém e, na hora de pedir um autógrafo, leva um soco de seu ídolo? Pois é. E atitudes assim acabam vazando, como outras que já ocorreram na busologia.

Vários foram vítimas dessa prepotência da elite busóloga. Eu, meu irmão, meus amigos Marcelo Delfino e Leonardo Ivo, o outro amigo Marcelo Pierre, entre outros. Até André Neves foi atacado, mas ele conta com visibilidade suficiente para não ser expulso de fóruns busólogos, porque aí seria demais.

Mas já houve casos de dois busólogos que armaram para desmoralizar um abaixo-assinado digital que ia contra o interesse deles, e os dois também armaram o tal COMENTÁRIOS CRÍTICOS, um blogue ridículo para desmoralizar eu e meu irmão e, quem sabe, algum outro busólogo que discordar radicalmente de alguma coisa. E pode ser qualquer outro busólogo que estiver no caminho, até o aliado de ocasião.

Tudo isso fora as truculências que ocorrem nas comunidades BUSÓLOGOS DO RJ no Facebook e no Orkut. Gente expulsa mesmo, através de uma campanha difamatória, vexatória, que envergonha a todos. Porque é uma expressão de ABUSO DE PODER de busólogos mais destacados, que se acham os reis da verdade absoluta.

A situação está tão séria que eles passam a desprezar o sofrimento do povo. Povo, para eles, é só um gado a aplaudir diante dos palanques. Se um ônibus sofre um acidente e há feridos e mortos, para esses busólogos as vítimas é que são as culpadas. Eles ignoram qualquer pressão de ordem trabalhista que os patrões sempre jogam contra os trabalhadores.

Mas eles defendem até mesmo a Transmil, uma empresa que nem é pobre, porque tem "peixe grande" como acionista, incluindo um sócio que foi morto porque iria fazer revelações amargas sobre a empresa de Mesquita, famosa por sua frota sucateada e pelas grandes demoras na espera de um veículo.

A situação está vazando para fora do Estado do Rio de Janeiro e para fora da busologia, porque as manifestações truculentas de ameaças, ofensas pessoais e tudo o mais, que uma elite de busólogos faz com muito orgulho, acaba dando péssimas consequências até para aqueles que promovem tais agressões.

As pessoas acabam ficando assustadas, porque conhecendo a situação, vão aumentar ainda mais o preconceito que já têm contra a busologia. Além do mais, a agressividade dos busólogos fluminenses é também fruto de ilusões e desilusões. E, se no Facebook e no Orkut a coisa pega fogo, fora da Internet é que as coisas são piores ainda.

Em maio passado, pela primeira vez, houve "racha" nos encontros de busólogos. E, nos bastidores, sempre há um busólogo mais sensato que grita para o busólogo agressivo irritado porque este foi longe demais nas ameaças e ofensas a outros busólogos.

Os busólogos mais agressivos também brigam entre si, o busólogo pitboy dos "comentários críticos" até está em relações estremecidas com os antigos parceiros. E ninguém pense que a elite busóloga mais agressiva vive em lua de mel com Alexandre Sansão, que vê neles um bando de puxa-sacos e alerta que seu gabinete não é BRT para caber todo mundo.

Mas talvez isso permita que esses busólogos promovam esse "higienismo". Tudo para reduzir a busologia fluminense a um grupo fechado a dizer amém às decisões impostas pelas autoridades. Pensam mais na sua aparição nas festas de 2014 e 2016 do que em qualquer solidariedade por um hobby comum.

Fico muito triste, estarrecido, assustado. A arrogância dessa minoria de busólogos é como um ônibus desgovernado, sem freio. Certamente outros busólogos fluminenses saem envergonhados e intimidados, enquanto os mais agressivos, a princípio, acreditam na impunidade e na prepotência absoluta. Acham que podem agredir, ofender ou processar sem motivo e vão continuar em alta entre seus pares.

Não é assim. Hoje vemos que a vida prepara surpresas para quem comete abusos. Num dia, alguém que comete agressões pode se achar em moral alta e posar de bom amigo e de vítima diante de outras pessoas, para enganar. Noutro dia, ele é traído, ou briga com algum peixe grande, ou com alguma figura mais sinistra (tipo um chefão das vans) e a desgraça que ele desejava nos outros volta-se para ele até de forma piorada.

Espero que se dê um basta a esse festival de prepotência, de arrogância e de desrespeito humano. Quem pode pedir respeito se é o primeiro a desrespeitar com ofensas, ironias e ameaças?