segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

POPULAÇÃO DA ZONA OESTE CONFUSA COM PADRONIZAÇÃO VISUAL



Vão anotando aí. Nem o mais otimista tecnocrata deveria esperar que a medida da padronização visual vá vingar em vinte anos no Rio de Janeiro. Se a medida se desgasta em São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte, quanto mais no Rio, onde a medida é claramente repudiada pela população.

Sendo mais otimista, a medida vingará dez anos, isso forçando muito a barra, com teimosia de autoridades e tudo. Isso até quando os erros não puderem mais ser escondidos, o que já pode ocorrer dentro de dois anos.

A medida já gera uma verdadeira comédia de erros, e entre eles é o nome de um dos consórcios, Santa Cruz, que anda assustando muito a população da Zona Oeste, que já deve estar pensando que se trata de uma única empresa. "Essa Santa Cruz está comprando tudo quanto é linha", é o que se ouve entre os moradores de Campo Grande, Bangu, Santa Cruz e adjacências.

Há também o caso da linha 743 Bangu / Barata, cujos ônibus fardados passaram a ser boicotados pela população desconfiada, causando prejuízo para a empresa-sócia ligada à paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro.

Fora isso, há também o caso de empresas que participam em consórcios diferentes jogando carros de um consórcio em linha de outro. A Madureira Candelária (ou o que sobrou dela) colocou um ônibus do consórcio Internorte na linha 355 Tiradentes / Madureira, do consórcio Transcarioca (Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Madureira). Há casos também com a Gire e a Três Amigos (ou o que sobraram de ambas).

Se o episódio da padronização visual pudesse ser lembrado numa obra literária, só se for no Febeapá, se caso Sérgio Porto estivesse vivo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Leitor do O Globo ataca a padronização dos ônibus do Rio

      

    Como ja era esperado, a população ja começa a perceber o engodo que está sendo esta licitação das linhas de ônibus do Rio. Principalmente no que se refere a padronização das cores dos ônibus do Rio, onde se percebe a maquiagem e o uso politico do mesmo. O que vocês vão ler aqui é uma reclamação feita pelo leitor Rodrigo Basto na sessão dos leitores do O Globo de hoje, dia 15 de dezembro 2010, mostrando a insatiszafação da população com esta medida arbitrária da prefeitura. Leiam:

              "Trasporte Publico

       Quando vai ser feita uma melhoria no transporte publico carioca? Pintar os ônibus não muda nada. O desconforto na parte interna e a má educação dos motoristas não tem como ser maquiados. Será que um dia as autoridades vão levar á sério o problema da população, ou vão continuar inventando soluções que não resolvem?

Rodrigo Bastos
Rio"

Ainda há tempo de lutar. Pensem nisso!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Prefeitura admite de forma não oficial o fracasso da padronização na propaganda do bilhete único

       





       Campanha do bilhete unico da prefeitura publicada na Veja Rio no dia 11 de dezembro de 2010. Aqui, a prefeitura não usa padronizados, o que pode indicar admissão de fracasso e não aceitação da pintura padronizada perante a população que encontra dificuldades em aceita-la.

         Campanha do bilhete unico utilizando a padronização publicado no jornal O Globo em novembro de 2010.
     Hoje, dia 11 de dezembro, por volta das 22:30, fui a livraria Letras e Expressões com minha esposa ler e comprar revista. E para minha surpresa, vi uma propaganda bastante insólita na Veja Rio sobre o Bilhete Ùnico Municipal. Até ai, nada de mais, se não fosse por um detalhe: a propaganda não mais mostra os ônibus padronizados e sim os ônibus da empresas Alpha e São Silvestre com suas cores originais. Isso pode até não significar nada, mas a prefeitura ao colocar fotos de ônibus com as pinturas originais das empresas de ônibus significa que inidretamente a padronização pode não está dando certo como também não está sendo bem aceita pela população. Ainda mais que a prefeitura além de impor isso, não fez campanha para divulgar tal medida perante a população e ainda não conta com o apoio dos empresários que estão implantando a padronização em marcha bem lenta e ainda tem o fato dela ser pouco funcional em termos de denuncia e orientação dos passageiros, pois do jeito que está confunde os passageiros. Ao percerber isso, a prefeitura que tinha feito uma campanha publicitária em novembro com os ônibus padronizados agora está fazendo com ônibus não padronizados, mostrando ainda que não admitindo, o quanto ela é um equivoco para a cidade. Diante disso, e que há ainda mais possibilidade para que esta padronização caia, pois a prefeitura mostrou uma brecha para isso. Portanto vamos lutar para que isso caia. Pensem nisso!

sábado, 11 de dezembro de 2010

MAIS UM TRANSTORNO ENVOLVE PADRONIZAÇÃO VISUAL E CONSÓRCIOS



A medida do prefeito do RJ, Eduardo Paes de padronizar visualmente os ônibus e submetê-los à administração centralizada da Secretaria Municipal de Transportes está causando sérios problemas que, com o tempo, colocarão esse conjunto de medidas à falência irreversível.

Um busólogo comentou a respeito da greve dos funcionários da Translitorânea, uma das sócias da paraestatal Viação Cidade do Rio de Janeiro, e o risco de outras associadas da Intersul (um dos consórcios em que se envolve a Translitorânea, que também participa do Transcarioca), como Real e São Silvestre, serem multadas devido à paralização de outra.

Ou seja, tantos problemas que se vê com esse modelo de transporte coletivo, a gente até teme o contrangimento enorme que as autoridades e os turistas estrangeiros terão com o sistema de ônibus carioca, o que pode "queimar" definitivamente a imagem de Paes, Sérgio Cabral Filho e outros aliados do esquema.

Segue o comentário do busólogo, de nome Vander:

"Li o comentário do amigo Jaime ele sintetizou o fato negativo da pintura padronizada, e vou além, com essa pintura dos consórcios nivela-se por baixo a qualidade das empresas. Por exemplo: na última semana os funcionários da Translitoranea fizeram uma greve por melhores condiçoes de trabalho e salários atrasados. A prefeitura queria punir o consórcio por afetar as pessoas que utilizam suas linhas. Agora é justo a Real, São Silvestre e Vila Isabel que prestam um bom serviço serem punidas pela incompetência dos gestores da Translitoranea? Por isso que a manutençâo das pinturas das empresas era fundamental para que a população possa reclamar da referida empresa e aí sim ocorrer a melhora do serviço de ônibus na cidade".

A batalha antipadronização dos ônibus do Rio ainda não está perdida

                              Este cartaz está sendo colado em diversas partes da cidade.


        Embora muita gente ache que seja uma luta perdida, a campanha anti-padronização promovida por este blog continua de vento e popa. Muitas pessoas com as quais tenho contato nas ruas repudiam esta padronização feita pelo Eduardo Paes, pois entendem que seu objetivo é politico e não administrativo. Nesta última quinta-feira, dia 9 de dezembro, tive a grata surpresa de ver um motorista da Rio Rotas (empresa que de fato é um consórcio, pois representa duas empresas virtualmente extintas como a Santa Sofia e Ocidental, ao contrário da Pégaso que continua completamente independente) fazendo campanha por contra própria da padronização imposta pela prefeitura ao mostrar que a mesma já está trazendo transtornos na vida do carioca que já está embarcando em ônibus errado e o fato de que num caso de mau serviço prestado por rodoviários ou por empresas não ter como ser denunciado.
      Obviamente, aproveitei a deixa para fazer uma campanha conjunta dentro do ônibus que este motorista estava dirigindo,  era o 358( antigo S11). Vale lembrar que este mesmo motorista pro pros que fizéssemos passeata na Rio Branco ou na Presidente Vargas, o que não é má ideia. Vale lembrar que os passageiros do ônibus em que eu estava apoiaram a medida e eu aproveitei para repassar o cartaz do movimento antipadronização que vocês leitores poderão ver, baixar e divulgar para o maior número de pessoas possíveis. Até os despachantes e rodoviários de outras empresas como a Campo Grande, por exemplo, participaram desta campanha informal que ocorreu dentro deste ônibus, o que mostra o quanto os passageiros, rodoviários e até empresários de ônibus não estão nada satisfeitos com este uso politico e arbitrário desta medida, cujo objetivo é apenas maquiar uma licitação mal feita e principalmente fazer campanha politica com propriedade alheia como fazem muitos politicos em diversas cidades do pais. Para se ter uma ideia disso, eu embarquei num ônibus padronizado da Viação Alpha neste mesmo dia, para ver se ha alguma modificação interna no interior destes veiculos como campanhas educativas ao uso da padronização, modificação dos bancos, layout dos itinerários e etc e como ja era de se esperar, não havia modificação alguma no interior destes veiculos, como também pude ver num ônibus da Campo Grande que foi exposto na Fetransrio e num que embarquei da Braso Lisboa ontem, o que mostra o quanto isso é uma verdadeira maquiagem. Este mesmo prefeito não satisfeito, está padronizando também cabines de despachantes e fora da área de transportes até quiosques de praia que obviamente acabaram provocando muita confusão para os banhistas na hora de achar os quiosques de sua preferência.
      Diante disso, não podemos ficar parados.. Temos que fazer protestos e barrar de todas as formas que equipamentos publico ou mesmo concedidos a iniciativa privada sejam usadas para fins politicos e eleitoreiros. Temos que dar um basta nisso enquanto é tempo. Pensem nisso!

Baixem o cartaz do protesto e vamos a luta!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A padronização se estabiliza

Bom, agora não adianta mais chiar. A padronização foi aprovada e está aí. Dia 06 ocorreu a oficialização do novo sistema municipal de ônibus do Rio e a partir de então deixamos de enxergar os veículos da Cidade Maravilhosa como obras de arte e passar a vê-los da mesma forma que enxergamos os carros blindados de qualquer seguradora. E ainda teremos que prestar muita, mas muita atenção nas bandeiras na hora de pegar um ônibus. As empresas são obrigadas a acertar a identificação das linhas também no lado e atrás.

A padronização do Rio é baseada em áreas. A cidade foi dividida em 4 áreas. Cada área foi entregue a um consórcio, formado por várias empresas. Uma empresa, dependendo da área, poderia participar de mais de um consórcio, como no caso da Gire e das que circulam nas fronteiras de diferentes áreas. Estranhamente, o consórcio Santa Cruz é o que tem menor quantidade de empresas, apesar do prefeito ter prometido que a mesma teria sua frota bastante ampliada. O consórcio Intersul e o Transcarioca trocaram de cores na última hora (no protótipo, o Intersul seria azul). Provavelmente os articulados do BRT serão de responsabilidade dos consórcios Santa Cruz e Transcarioca.

Há suspeita de que os ônibus urbanos com ar não serão pintados. As chances são de exatamente 50%. Mas há também boatos de que frota refrigerada urbana será extinta. A fonte de inspiração para o novo sistema, o paulistano, não possui urbanos refrigerados em sua frota. Se a prefeitura decidir extinguir os urbanos refrigerados, será um retrocesso.

O prazer de admirar ônibus urbanos vai desaparecer no município. Como sabemos, em cidades que dotaram pintura padronizada, busólogos desviam seus interesses para outros tipos de ônibus que não tenham sido atingidos pela padronização. Ainda bem que poderemos cultuar as frotas de cidades próximas, pois na Grande São Paulo e na Grande BH nem isso. Ainda bem que não apareceu algum maluco para padronizar a frota interestadual. Já imaginaram? Eu já imaginei. Um horror.

Apesar de continuar não gostando da padronização, olhando melhor pintura escolhida, ela é das mais bonitas (a mais do estado). A frota padronizada mais bonita do país é a de Vitória, do Espírito Santo. A mais feia é a de Brasília. De qualquer modo, nenhum destes sistemas serve par ser admirado esteticamente.

O transporte do município do Rio não precisava padronizar a sua pintura. A posição do número do carro e do nome da empresa já era padronizada. Além disso, a sua diversidade visual é mundialmente conhecida e era uma atração a parte na cidade. Atraía busólogos de outras partes do país, caracterizando o turismo busófilo. Muitos encontros de busólogos erm organizados para admirar a frota carioca. Não sei como ficarão os encontros a partir de agora. Deverão ser transferidos par municípios vizinhos.

Com a padronização da frota carioca, o foco de admiração poderá ser deslocado para as cidades vizinhas e para Campos, que na contra-mão da capital, está embelezando sua frota com belíssimas e variadas pinturas. No âmbito nacional, Recife passa a ser a principal capital do embelezamento de frota municipal. Observem que na capital pernambucana somente o serviço integrado tem pintura padronizada, o que já acontecia com o Metrô-ônibus no Rio. Pra mim, somente serviços especiais deveriam ter pintura padronizada, para que o serviço possa ser destacado.

Bom, agora que a padronização está aí, resta torcer que a qualidade do transporte melhore, para compensar a perda estética. O sistema já começou mal, aprovando o ingresso de empresas reprovadas (disfarçadas de outros nomes) e consagrando a cabritização das novas aquisições, dando a entender que o prefeito desistiu dos prometidos veículos de piso baixo e motor traseiro, além do citado provável fim dos urbanos refrigerados. Vamos ficar acompanhando para ver onde isso acaba.

OBS: texto publicado em 05/11/2010 no Terminal Laranja e atualizado em 06/12/2010.

sábado, 4 de dezembro de 2010

PADRONIZAÇÃO VISUAL NO RJ DIFICILMENTE DURARÁ 20 ANOS


POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, IMAGENS COMO ESTA JÁ ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS.

O comentário que se faz aqui é um comentário objetivo, fruto de 36 anos de busologia, observando o transporte coletivo através da experiência das ruas, do cotidiano. Portanto, não se trata de lamento nem de protesto nem de desaforo, mas de uma constatação imparcial, independente de ser favorável ou não à padronização visual no sistema de ônibus.

Pois a constatação pode chocar e causar risadas naqueles que acham a padronização visual uma novidade. A de que a padronização visual a ser adotada nos ônibus do Rio de Janeiro já tem prazo de validade, e são fortes os indícios de que a medida não vai além do final das Olimpíadas de 2016.

Dificilmente a medida acompanhará o prazo das concessões para as linhas cariocas, que é de 20 anos. Isso porque a padronização visual faz parte de um modelo de transporte coletivo lançado durante a ditadura militar, de cunho meramente tecnocrático, e portanto já em processo de desgaste em cidades que implantaram o modelo antes do Rio de Janeiro, como Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

A padronização visual não é um visual aleatório, não é adotado porque é bonitinho ver, por exemplo, a Real Auto Ônibus e a Braso Lisboa com as mesmas cores. A própria linguagem de destacar a expressão "Cidade do Rio de Janeiro", enquanto o nome da empresa de ônibus aparece pequeno, quase imperceptível, indica claramente quem controla o sistema de ônibus no RJ: a Secretaria de Transportes, com seu poder de ferro.

Não sejamos ingênuos em acreditar que as empresas continuam a operar as linhas como antes. Elas perdem autonomia operacional. Só tratam agora de investir dinheiro, manutenção técnica e burocracia trabalhista. Mas as empresas acabam sendo meras sócias de uma paraestatal, alcunhada como Viação Cidade do Rio de Janeiro, uma espécie de "nova CTC" sustentada pela iniciativa privada.

Quem opera as linhas é o Estado. Como é o Estado quem decide se vai ter ou não renovação de frota, quantos carros vai botar numa linha etc. Isso é bom? Não, é ruim, porque é um poder concentrado que depois gera sobrecarga para o próprio Estado.

Por isso é que a SPTrans, em São Paulo, surgida com a "extinção" da CMTC seguida da absorção de todas as empresas particulares - como um buraco de ralo destapado que engole toda a água nele contida - , admite sobrecarga na operação do transporte coletivo.

Em Curitiba, o próprio modelo de transporte coletivo está à beira de colapso. Culpa de "pequenos" deslizes administrativos? Não. Culpa do próprio modelo, ultrapassado, expressão da ditadura militar, mas travestido de futurista.

O desgaste desse modelo vai refletir no Rio de Janeiro mais cedo que o de outras cidades. Porque pegará a crise acontecendo. Por isso, o modelo pode durar, no Rio, mais de dois anos, até cinco, mas dificilmente durará 20 anos. Talvez nem dure dez.

É bom a Fetranspor se preparar: a diversidade visual voltará, mais cedo ou mais tarde, para os ônibus cariocas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Padronização também atinge outros equipamentos das empresas de ônibus




          Mais outra bomba para confundir os passageiros e até mesmo os rodoviários. A prefeitura não impos a padronização apenas para os ônibus. Ela também atinge as cabines de despachantes e fiscais. Hoje, ao passar no terminal Procópio Ferreira na Central do Brasil, eu passei no ponto final da linha 107 (Central-Urca) da Gire( ex-Erig) e ao passar por lá, ao invés de ver uma cabine igual a da antiga Erig, vi uma cabine com as cores da prefeitura no seu lugar e com o nome da empresa bem pequeno. Este negócio de padronização está indo longe demais. Daqui a pouco até o uniforme dos rodoviários vai ficar padronizado, se bem que este ja foi um dia quando era camisa azul com calça preta., mas neste caso vai ser muito ruim. Isso ainda vai ser fonte de muita confusão pensem nisso. E só!