sexta-feira, 15 de junho de 2012

Uniformização visual mais postura criminosa das empresas na relação com os passageiros ocultam crimes de trânsito gravissímos

    Não é só o nome do motorista que escondem não. O nome e sua identidade visual também foram ocultadas pela prefeitura quando obrigou as empresas a adotar esta uniformização visual, onde o nome da empresa não aparece, o nome do consórcio (que só existe no papel) pouco aparece, mas em compensação o nome da prefeitura aparece bem grande. Até o número de ordem que aparecia bem grande na traseira já não é mais visivel facilitando o motorista de fugir do lugar. Lembre-se, uniformização visual esconde mazelas gravissímas das empresas de ônibus.

  Empresas de ônibus escondem nome de motoristas em 42% das infrações no Rio


Quatro em cada dez multas de trânsito aplicadas contra ônibus na cidade do Rio não têm dono. Segundo o Detran, das 42.626 infrações anotadas nos primeiros quatro meses do ano, 42,24% foram, na verdade, uma punição às empresas que não indicam o nome do condutor ao volante. Esse pode ser o caso do motorista André Martins Navarro, que provocou o acidente no qual morreram cinco pessoas e outras 20 ficaram feridas, na última terça-feira, na Avenida Brasil. Mesmo sem multas aplicadas em seu nome, ele já respondia a dois processos judiciais relativos a colisões com vítimas.

Assim, foram registradas de fato 24.619 multas nas ruas. Procurada, a Rio Ônibus nega se tratar de uma estratégia para evitar que motoristas fiquem impedidos de dirigir por atingirem o limite de 20 pontos no prontuário de infrações do Detran. (Extra Online/Redação)

Informativo Rio

sábado, 9 de junho de 2012

O site Companhia do Ônibus do Sidney Jr voltou!





      Após quase seis meses fora do ar, o site Cia de ônibus, do nosso amigo Sidney Junior voltou. Foram muitos os pedidos pelo seu retorno, o que foi prontamente atendido pelo autor do site. Vale lembrar que fizemos uma matéria sobre recuperação e downloads de sites extintos, onde este foi citado, uma vez que naquela ocasião, onde ele era considerado extinto, porém felizmente ressuscitou.
        Sobre o Cia de Ônibus, é um site que conta através de fotos a história do transporte rodoviário do estado do Rio de Janeiro. Este possui um rico acervo formado por coleções do próprio autor, de pesquisadores e busólogos parceiros, alguns falecidos, como o saudoso Paulão, por exemplo.
       Muita gente dizia que ele havia tirado o site por não concordar assim como nós do Fatos Gerais e amigos nossos, com a uniformização visual. De fato, Sidney Junior é contra a mesma e jamais a aceitou , porém nunca se confirmou se a  retirada do site foi de fato por conta disso, até porque um dos motivos da sua retirada temporária foi por motivos de trabalho e problemas técnicos no provedor onde o Cia de Ônibus estava hospedado.
      De qualquer forma parabenizamos e muito a sua iniciativa de reativar o CIA DE ÔNIBUS, que além ser uma excelente fonte de história do transporte rodoviário de passageiros do Rio e do Brasil, serve também como trincheira contra a praga da uniformização visual dos ônibus que ocorrem aqui no Rio e no Brasil, e cujo os seus efeitos são os mais nefastos, e os motivos de implantação os mais obscuros possíveis. Parabens Sidney pela iniciativa!

Site Cia de ônibus - www.ciadeonibus.com 

Fatos Gerais

quarta-feira, 6 de junho de 2012

FOTOLOG USA FUTEBOL PARA SATIRIZAR PADRONIZAÇÃO VISUAL DO TRANSPORTE COLETIVO


Para o torcedor de futebol comum, parece chocante ver, nesta foto, os jogadores Loco Abreu, do Botafogo, Thiago Neves, do Fluminense, Vagner Love, do Flamengo, e um grupo de jogadores do Vasco da Gama ostentarem o mesmo tipo de uniforme.

Mas essa é a tônica de um dos primeiros sítios que surgem, na Internet, para satirizar a padronização visual do transporte coletivo, em que interesses tecnocráticos se lançam contra o interesse público embora se diga oficialmente o contrário, usando o futebol como meio de crítica.

Este sítio é o Brasileirão Fotopages, disponível no endereço - http://brasileirao.fogopages.com - , que através de uma linguagem de paródia, faz-se uma crítica à padronização visual, apesar de usar um discurso aparentemente favorável.

Afinal, como toda sátira, para se falar contra algo é usado o recurso da ironia. Portanto, o que parece ser posicionado a favor é, na verdade, posicionado contra, e o futebol é usado como forma de mostrar o quanto a identidade visual é importante e o quanto a perda dela pode confundir o público e, não somente isso, camuflar a empresa ou instituição que se envolvem em determinada atividade.

A analogia ao futebol se inspira no fato de que os projetos de mobilidade urbana de várias prefeituras municipais visa capitalizar o turismo durante a Copa de 2014. Portanto, o que mostra que a ligação entre futebol e mobilidade urbana não é assim tão aleatória como fonte de inspiração para o humorístico Brasileirão Fotopages.

Depois de tantos textos sobre as desvantagens da padronização visual nos ônibus serem escritos mas não ganharem respaldo real da população, principalmente porque houve uma fase em que busólogos reacionários e a favor de tal padronização chegaram mesmo a partir para calúnias e ofensas pessoais, destruindo petições digitais e até lançando um blogue para republicação leviana de textos contestatórios, foi preciso usar o esporte mais popular do país para mostrar o sentido destas desvantagens.

Quem gostaria de ver um Fla X Flu com os dois times usando o mesmo uniforme? E como tolerar que isso é tido como mais vantajoso porque disciplina melhor o esporte? E os paliativos que vão da identificação eletrônica dos jogadores à concessão do "ingresso único" para os torcedores que trocarem os uniformes tradicionais dos times pelos uniformes padronizados?

A identificação por sensores irá diminuir a confusão entre os times, apenas porque aponta, através de placares instalados nos estádios, o jogador que está com a posse da bola e os jogadores imediatamente próximos dele? E o ingresso único, com distribuição gratuita de engradados de cerveja, irá fazer o torcedor aceitar que diferentes times de um mesmo Estado passem a ter exatamente o mesmo uniforme?

A linguagem satírica, portanto, parece ser completamente a favor da medida. Por isso, que ninguém se assuste com isso. Mas imaginemos que isso se torne verdade e um Alexandre Sansão resolva mesmo aplicar a padronização visual nos times cariocas e, depois, nos paulistas, paranaenses, mineiros etc? O humorismo, muitas vezes, é uma denúncia narrada de forma diferente, coisas sérias são ditas através de mensagens cômicas.

Apesar do risco de mal-entendidos por parte de quem não entende o espírito da sátira, Brasileirão Fotopages merece ser divulgado e visitado. E que venham todas as torcidas visitar e prestigiar o fotolog. Mas sempre mantendo a esportiva.

domingo, 3 de junho de 2012

Pra mim, mobilidade urbana é tirar o excesso de carros das ruas

Mobilidade urbana virou a expressão da moda. Quando mencionada, passa a ideia daquelas vias largas, com aqueles articulados, tudo lindo, florido e aparentemente organizado. Uma beleza.

Mas se esquecem que mobilidade significa facilitar o deslocamento. E que a medida mais importante a fazer é desestimular o uso do automóvel. Tarefa muito mais difícil do que colocar uns articulados para desfilarem alegremente diante das autoridades da FIFA (aquela entidade mundial que controla o principal narcótico que vicia a população brasileira).

O automóvel é um símbolo de status social. Quem o utiliza tem a ilusão de ser uma pessoa melhor que as outras. Sem falar que o automóvel proporciona uma relativa privacidade que é impossível obter num transporte coletivo. As pessoas não querem abrir mão disso.

Colunista social defende priorização dos automóveis

Para piorar, a classe dominante não anda de transporte coletivo. Ela não vai querer largar esse privilégio. Numa revista encartada em um jornal de Niterói, li numa coluna social (como são conhecidas as seções onde se vê um bando de burgueses desconhecidos estampando seus sorrisos falsos e suas roupas caras em fotos, desperdiçando o espaço que deveria ser de coisas bem mais importantes), uma declaração do responsável pedindo que a faixa de ônibus da Avenida roverto Silveira seja reduzida para uma, aumentando para quatro as faixas de automóveis. O desinformado ainda argumentou que com a chegada doa articulados haveria  a redução de ônibus.

Aviso a ele que a prefeitura desistiu dos articulados e a redução da frota não será tão drástica. Acrescento ao distinto colunista que o objetivo dos projetos de mobilidade urbana é - ou deveria ser - dificultar o trânsito de carros particulares, numa tentativa de estimular o cidadão a usar o transporte coletivo. Ou seja, quem deveria ser reduzido é o número de automóveis, não o de ônibus, como disse o porta voz da classe abastada.

Outro sujeito, desta vez no jornal O Globo, defendeu a construção de um viaduto em cima da Alameda São Boaventura. Há também uma campanha para a não derrubada do viaduto da Perimetral, que transformou a zona portuária num medonho calabouço digno de filmes de terror e de suspense. Em todos os casos, como no do colunista social, pedem a manutenção do tráfego de veículos particulares.

Fica difícil combater uma ideia arraigada de que o carro é a extensão do ser humano. A lei que garante o direito de ir e vir (como quiser) e as propagandas de automóveis reforçam ainda mais as reivindicações para a circulação desse excesso de carros, levando qualquer projeto de mobilidade  ao inevitável fracasso.

Todo o projeto deveria levar em conta a diminuição de carros nas ruas, mas acima de tudo, a educação, desde a mais tenra infância, deve colocar nas cabeças dos jovens cidadãos que automóvel não é status, não melhora ninguém e que seu excesso só atrapalha a vida dos outros. Que o transporte coletivo é o ideal para o cotidiano, deixando o automóvel reservado apenas nas situações onde ele é realmente necessário, quando o transporte coletivo não puder satisfazer tal necessidade.

Burrice querer usar carro toda a hora com a desculpa de status e de conforto. E é confortável ficar parado num engarrafamento sem fazer nada e perdendo a oportunidade de chegar pontualmente a qualquer compromisso?