segunda-feira, 4 de abril de 2011

MAIS UM LEITOR RECLAMA CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ



Segue mais uma carta, publicada na sessão Dos Leitores de O Globo, 03 de abril de 2011:

ÔNIBUS SEM CORES

Tiveram a brilhante (*) ideia de unificar as cores dos ônibus do Rio sem pensar se tal providência beneficiaria a população. E mudaram a numeração de algumas linhas. Sucede que os motoristas, que via de regra não diminuem a velocidade, mesmo ao se aproximarem de algum ponto, impossibilitam o usuário de identificar a tempo se a linha é a que deseja. Assim, o passageiro faz sinal com o veículo bem próximo do ponto e o motorista passa direto. Antes, pela cor do ônibus havia a identificação, além do que as diversas cores só traziam alegria visual, ao contrário das novas.

ALOÍSIO BRANDÃO, Rio


(*) Adjetivo usado com ironia.

6 comentários:

  1. Infelizmente, foi relatado o caso do 756 no Orkut, infelizmente, mais uma coisa que essa gente mexe e, ao meu ver, desnecessário: a renumeração das linhas. O critério era bem amarrado e passa uma impressão que só mudaram só porque é dos anos 60. É por causa disso?

    Não é à toa que eu os chamo de "Moderninhos" da Prefeitura em outros lugares por causa disso. Só falta a questão dos números de ordem (o fantasma da Rioitização e suas irresponsabilidades como mostrou aquele acidente grave em Niterói) praticamente abandonar o hobby até porque eu NÃO sou "profissional" que tem uma postura fria, calculista, mecânico e o hobby não é isso.

    Lamentavelmente, linhas TRADICIONALÍSSIMAS como 260, 261, 284, 741, 743, etc... estão com os dias contados com os atuais números.

    O duro é saber que PODE SER um ato politiqueiro que PODE SER USADO nos Horário Eleitoral.

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  2. É, quem não concorda com essas renumerações desnecessária das linhas, está sendo taxado de antiquado e tal por defender ferozmente a tradição.

    Só que, lembro de uma postagem do Marcelo Praz no ano passado lá na comunidade "Busólogos do RJ" e não lembro se postou na comunidade "Ônibus Em Debate" um conteúdo dizendo isso:

    "A transformação e a modernização não implica diretamente com a identidade visual/tradicional da nossa cidade."

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  3. E outra: o Michel Levy comentou uma coisa interessante na comunidade "Busólogos do RJ": apesar do sistema fosse antigo, ele funcionou direito até agora.

    Essa é a questão: apesar de ser dos anos 60 e estou me lixando que seja dos anos 60, anos 40, ano de 1888 e tal, concordo que funcionou direito como postou o Michel Levy. Por isso o meu questionamento dessas renumerações desnecessárias: um enfeite de pavão em cima do outro, ou seja, primeiro essa encampação imposta, segundo, os códigos das linhas. Será que a outra bomba é o número de ordem? Com essa gente, vou torcer que não e estou preocupado.

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  4. Infelizmente, segundo a postagem do membro Bruno no "Busólogos do RJ", a tradição de CERCA DE 45 anos do 896 que eu conheci em 1984 com 8 anos de idade com modelos novos e antigos ao mesmo tempo ACABOU: agora é 946.

    Na boa, como já comentei: para mim, 896 está próximo do prefixo 90x onde eu acho que não poderia ser mexido. Mas, tudo INDICA que faz parte de um projeto politiqueiro e eleitoreiro ano que vem complica. É a política estragando a tradição.

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  5. O caso do saudoso 896, na minha opinião, cai no caso da dupla 773/778 onde o prefixo 77x é referente à MADUREIRA, mas, a linhas vão até Cascadura.

    Por isso, que defendi a permanência do prefixo 896 não somente na tradição, mas, nesse detalhe que descrevi no primeiro parágrafo.

    Também achei estranho no início, mas, com esse detalhe da dupla 773/778, eu voltei atrás da minha posição.

    Outro detalhe: isso é um hobby e posso não concordar com algumas decisões e até, no "Busólogos do RJ", contei que deixei de ver alguns sites de fotopages por conta da encampação branca que me afastei um pouco do hobby.

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  6. Só pra constar, aqui em Santos as empresas de ônibus continuam mantendo a numeração que era utilizada pelos bondes. Só alterando uma ou outra coisa.

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