sábado, 12 de março de 2016

PREFEITURA DO RJ ALTERA TRAJETOS DE ÔNIBUS SEM AVISO

PASSAGEIRO FICA TRANSTORNADO - Mais espera por ônibus e mais de uma linha para pegar.

Segundo reportagem do jornal Extra, a Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro (SMTR) alterou mais trajetos de linhas de ônibus sem aviso prévio à população, não fosse suficiente o caráter nocivo das mudanças, que obrigam os passageiros a pegar mais de um ônibus e a esperar mais pela linha desejada.

Coberturas recentes na imprensa mostram os transtornos que os passageiros passaram a tomar com as novas medidas. O fim da linha 766 Madureira / Freguesia, que antes ia ao Turiaçu (próximo à Av. Min. Edgar Romero, no caminho para Vaz Lobo) fez uma passageira ter que esperar mais tempo pelo alimentador (que só vai à Estação Madureira do Transcarioca), chegando a ser assaltada uma vez. A passageira trocou o ônibus pela carona no carro do próprio pai.

Os itinerários se reduzem de tal forma que já existe a piada de que haverá a linha alimentadora Central X Praça da República, já que os percursos ficam cada vez mais curtos e as pessoas mais obrigadas a pegar mais de um ônibus.

A impressão que se tem é que a SMTR quer reduzir os itinerários aos poucos. As linhas do Leblon reduzem percurso para a Rua Siqueira Campos, em Copacabana, ou ao Mourisco (Botafogo). Depois recua para o Largo do Machado. Várias linhas foram para a Candelária ou Castelo.

Até parece que os secretários que assumem a pasta estão brincando com os ônibus. Eles parecem pensar a mobilidade urbana através de jogos como Minecraft, Grand Theft Auto e TheSims, criando suas fantasias que influem nas arbitrariedades decididas desde 2010.

Passageiros reclamam que as mudanças das linhas e a promessa do secretário Rafael Picciani - da rica família que voltou atrás e retomou a oposição a Dilma Rousseff - de retirar 700 ônibus das ruas cariocas é uma forma de arrecadar dinheiro e diminuir os investimentos das empresas de ônibus, favorecendo os lucros dos empresários.

São tantos os transtornos. Mais demora, esgotamento do Bilhete Único, mais dinheiro para gastar em ônibus, mais tempo perdido, mais riscos de assaltos, menos confortos, mais ônibus superlotados, mais congestionamentos (afinal, há a sobreposição de comerciais de automóveis na TV que influencia o espectador a comprar mais carros).

A gente pergunta se isso é "otimizar". Otimizar com essa realidade péssima não é otimização, é pessimização. Diante de uma mobilidade urbana que desmobiliza, com ônibus com pintura padronizada, dupla função de motorista-cobrador e itinerários ceifados, não há como dizer que está otimizado ou racionalizado, com tantos problemas e prejuízos vividos pelos passageiros.

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