Pular para o conteúdo principal

CONFUSÕES DA PADRONIZAÇÃO VISUAL


SE UM BUSÓLOGO ATENTO CORRE RISCO DE CONFUNDIR ÔNIBUS, QUANTO MAIS UM CIDADÃO COMUM.

Ontem fui fazer prova de concurso, no Castelo, centro do Rio. Isso depois de uma madrugada acordado, seja porque dormi tarde ao som de um "baile funk" nas proximidades, seja porque, num breve sono, tive que acordar mais cedo para não voltar a dormir e acordar com dificuldade.

Pois bem, eu, que sou busólogo e observo bastante os ônibus, posso estar sujeito à confuões quanto ao reconhecimento de um ônibus, quanto mais o cidadão comum, ou mesmo os busólogos que se arrogam de "nunca serem capazes de confundir o ônibus que pretendem pegar". Conhecer chassiz de longe não é garantia de que fulano consiga sempre discernir ônibus de linhas diferentes com o mesmo visual padronizado.

Depois de ver um Real Auto Ônibus, com visual padronizado Intersul, na linha 127 Rodoviária / Copacabana (que eu cheguei a pegar, com minha família, ainda nos tempos da Mercedes-Benz O-362, em 1978), ao ver o Gire Transportes, na mesma pintura Intersul, passando pela Av. Marechal Floriano em direção à Av. Passos, na linha 107 Central / Urca, por uns poucos segundos eu pensei que a linha 127 havia mudado de itinerário.

São poucos segundos, mas o suficiente para alguém embarcar num ônibus errado.

Imagine se eu estivesse na Av. Pres. Antônio Carlos e, na pressa, tiver que pegar um ônibus da 127 para a Praça Mauá, por causa de um compromisso urgente? E, de repente, eu pego o 107 pensando ser o 127 - pouco importa a carroceria, até porque de longe tanto faz se é uma Marcopolo Torino 2007 ou Neobus Mega 2006, e não é impossível a Real comprar novos carros da Neobus - e só percebo isso depois que o ônibus dobra a Candelária para ir à Av. Pres. Vargas.



Outro caso é o da Litoral Rio Transportes. No mesmo passeio de 100D, que eu peguei de Niterói, e que me fez confundir o Gire com a Real, ao passar pela Av. Alfred Agache, esquina com Rua da Misericórdia, outra confusão eu tive, em segundos. Eu cheguei a pensar que o ônibus da Litoral Rio que então passava era da Auto Viação Tijuca. E olha que a Tijuquinha já não passa há um tempo na Av. Alfred Agache, mas nada impede que volte a passar naquela ocasião.



Em outra ocasião, desta vez eu pegando o 100D de volta para Niterói, depois de feita a prova de concurso, eu vi, na Av. Pres. Antônio Carlos, esquina com Rua da Misericórdia, um ônibus da Viação Ideal, pintado como Internorte, e, embora abatido (a prova exigiu um esforço mental imenso), não cheguei a confundir o ônibus, que servia a linha 326 Castelo / Bancários.

No entanto, refleti que a bandeira indicativa da linha, sendo ofuscada naquela iluminação do sol, poderia causar problemas no cidadão que for pegar um ônibus mais adiante, na Rua Primeiro de Março, onde muitos ônibus se bagunçam na disputa pelos passageiros.

Dessa maneira, o perigo de algum passageiro pegar um ônibus da Vila Real na linha 378, pensando ser o Viação Ideal na linha 326, é muito grande. Imagine o prejuízo de alguém que quer pegar um ônibus para Marechal Hermes e, por engano, pegar um ônibus que vai para a Ilha do Governador.

Ele terá que pegar dois ônibus ou então pegar um que pare um tanto longe e andar a pé depois. Porque o único ônibus que vai da Ilha para as proximidades de Marechal Hermes é o 910 da Paranapuan (que ele terá esforço de identificar, porque senão vai pegar o 696 da Ideal para o Méier, por conta da mesmíssima pintura), que no máximo vai até Madureira.

Ou seja, mais transtorno: o cidadão terá que fazer uma boa caminhada, se não quiser gastar mais uma passagem. E, se o transtorno dele ocorre numa tarde de sábado ou domingo, a chance do cidadão ser assaltado é altíssima. Para não dizera de ser morto num latrocínio.

Na vida, todos podemos sofrer algum tipo de desatenção. Atire a primeira pedra quem nunca foi desatento na vida. Mas o problema é que, no caso como o da padronização visual, num Rio de Janeiro marcado historicamente pela diversidade visual dos seus ônibus, a confusão é um risco que pode atingir até mesmo o prefeito Eduardo Paes, um político que no fundo não inspira a menor credibilidade, por ser um político fisiológico e frouxo metido a "audacioso". É sério.

Isso é o que mostra o quanto a padronização visual nos ônibus é ruim. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco, tem gente que acha o projeto de Eduardo Paes bonito e eficaz, desprezando o sofrimento que já vive a população pobre, que não tem os conhecimentos técnicos dessa minoria de busólogos pró-padronização.

Além do mais, ter desatenção na vida é algo corriqueiro que ocorre com qualquer um. Isso porque nossas vidas são movimentadas, sofremos pressões diversas da rotina diária, é natural que tenhamos também nossos esquecimentos e lapsos de memória, com tantas preocupações, compromissos, informações nas nossas mentes.

Isso não faz as pessoas ficarem estúpidas ou burras, em si. Mas mostra, no caso da padronização visual dos ônibus cariocas, que os prejuízos e desvantagens são muito maiores do que os supostos benefícios que seus defensores tanto falam, até com certa arrogância.

Comentários

  1. Alexandre,
    Isso sem contar que te motoristas que nestes ônibus padronizados desliga o visor de leds da frente dos ônibus e continua embrarcando passageiros. Vi isso duas vezes num da Redentor no dia Show do Roberto Carlos em Copacabana e no começo do mes passado no Jardim de Alá com um ônibus da linha 175 da TRanslitoranea(Amigos Unidos). Fora que esta pintura é uma maquiagem pura ja que dentro dos veiculos a má conservação impera. Semana passada peguei um ônibsu da linha 358( antigo S11) da Rio Rotas( empresa que é um verdadeiro consórcio) com pintura padronizada e no seu interior tudo estava quebrado e mau conservado. Resumindo, esta pintura padronizada só serve para maquiagem e campnha politica. Hoje mesmo estive na empresa em que eu trabalhava e conversei com rodoviarios que levam equipamentos para serem consertados lá e todos incuindo os empresarios são unanimes: eles detestam esta padronização e temem que por causa dela os transportes sofram sérios transtornos que podem gerar algo próximo de um caos. Por enquanto ninguem se confunde, pois a maioria dos ônibus ainda estão com as pinturas originais das empresas mas quanfo a maoiria padronizada ou totla ai é que situação vai ficar preta. Uma outra coisa que a prefeitura está fazendo e também está confundindo as pessoas é a mudança dos nomes das linhas e sem um aviso prévio. Exemplo: S13 virou 369, s14 virou 366, S07 virou 936, S27 virou 897, S03 virou 898, 1136 virou 2336, a variante do 175 que passa na Linha Amarela virou 315 e muitas outras mudanças que tem confundido em muito os passageiros. Tem uito passageiro pegando onibus errado ultimamente.

    ResponderExcluir
  2. A Prefeitura zoneou o critério de numeração BEM AMARRADO em 1963. Se houve alguns casos como do 711, não pode jogar esse critério na lata do lixo só porque é de 1963.

    999 - Del Castilho x Alvorada é de doer para não dizer aquele palavrão famoso.

    ResponderExcluir
  3. Por favor, blogueiro, divulgue o abaixo-assinado no Orkut para multiplicar as assinaturas! Por enquanto estão muito poucas!
    Só adicionando, isso é coisa também de gente que NUNCA esperou na calçada para pegar um ônibus na chuva, de noite, de óculos e num local inseguro... ou seja, toda a cidade do Rio.

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  5. Aqui em SSA ainda não tem padronização visual oficializada, mas tem várias empresas que adotaram o branco, mas enfim, a fácil identificação ainda é perceptível, mas outro dia eu peguei um ônibus errado de uma empresa de cor vermelha e laranja a Joevanza!


    Pensem:


    Eu ia pegar a linha 1142 Cabula VI - Ribeira R2 sentido Cabula VI

    Acabei pegando 1126 Doron - Barra R2


    Graças a frontal de um ônibus que eu vi rapidamente o R2 e achei que era meu ônibus!

    Enfim, eu iria paletar até em casa, mas estava chovendo muito, tive que pegar um STEC


    Já confundi também com uma outra empresa, a Transol:


    Eu ia pegar a linha 1206 Tancredo Neves - Lapa sentido T.Neves

    Daí eu vejo um Apache s22 Volksbus 17-230EOD


    Eu pensei que era o 5689 que é fixo na 1206, quando chega no entrocamento, ao invés de virar pra Estrada das Barreiras, ele seguiu pela Uneb/Roberto Santos

    E eu olhei direito, era o 5688 que é fixo na linha 1062 Estação Mussurunga - Cabula


    Enfim, foi algo surreal, eu me irritei e sabia que teria que paletar, fui logo pra Paralela, paletar mais um pouco, xD

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Saudades da linha 175 e a bagunça que o Eduardo Paes está fazendo nos transportes do Rio

         Estava pesquisando sobre o Gabriel Pensador e sobre a brilhante cantora Jocely Brown sobre as músicas Festa da Rua do Tupiniquim e Somebody Else guy e eis que achei um clip da música da linha 175 da também saudosa Amigos Unidos (embora seus últimos anos de vida não sejam nada saudosos). Neste vídeo que o Gabriel homenageia esta linha, mostra como era os ônibus no ano de 1994 onde o ex-prefeito Cesar Maia mudou o layout dos números de órdem colocando-os de maneira estéticamente ruím, mas sem acabar com as pinturas das empresas, embora ele também quisesse ao colocar os ônibus com a chamada cor canarinho, pintura esta inspirada nas pinturas padronizadas dos ônibus de Santiago, capital do Chile, mas que ele não levou adiante, reservando esta pintura as linhas expressas que faziam qualquer trajeto do Rio com destino ao Centro. O mesmo teve bom senso e não impôs isso as empresas, embora o layout que ele lançou na época eu nunca ...

PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ NÃO CHEGARÁ A 20 ANOS

VERDUN E MATIAS IGUAIZINHOS - Visual padronizado não traz vantagens reais para os passageiros. O texto em questão pode parecer um absurdo hoje, mas pensando a longo prazo, verá que faz um bom sentido. Pois o que se anuncia é que é muito pouco provável que a padronização visual adotada nos ônibus do Rio de Janeiro irá durar os vinte anos previstos para os consórcios. A medida pode até estar sendo tolerada pela maioria da população, mas apoio ela não recebe mesmo. A medida, comprovadamente, está mostrando as desvantagens do visual igualzinho de várias empresas, que confunde os passageiros que não podem mais reconhecer os ônibus de longe. Além disso, também não há a menor graça "rachar" uma mesma empresa de ônibus em dois consórcios, o que aumenta ainda mais a confusão. A medida só "prevalece" hoje porque, em nossa política, ainda vivemos a herança do regime militar e dos aliados civis que, tempos atrás, constituíram no grupo político que sustentou os governos Collor e...

EMPRESA QUE LIGA GOIÂNIA À BOLÍVIA DÁ UM PUXÃO DE ORELHA NOS GOIANIENSES

A população de Goiânia tem a oportunidade de viajar para a Bolívia, assim como os bolivianos têm a chance de visitar a capital de Goiás para fazer turismo e outras finalidades. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) homologou a licença, semanas atrás, para uma empresa de ônibus boliviana operar o trajeto entre a cidade de Puerto Suarez, no país vizinho, e a capital goiana, com seção em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Um detalhe, todavia, chama muito a atenção, a respeito do nome da empresa escolhida para a operação, a Cooperativa de Transporte Mixto 23 de Marzo, bastante destacada no serviço rodoviário boliviano. 23 de Marzo, em espanhol, quer dizer “23 de Março”, referente a uma data histórica que, de maneira muito estranha, é renegada pela população de Goiânia, o dia em que a cidade foi declarada capital de Goiás, 23 de março de 1937. A data se refere ao dia em que o prefeito Pedro Ludovico, nomeado interventor por Getúlio Vargas, assinou o decreto 1816, transferindo tod...

MAIS UM LEITOR RECLAMA CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ

Segue mais uma carta, publicada na sessão Dos Leitores de O Globo, 03 de abril de 2011: ÔNIBUS SEM CORES Tiveram a brilhante (*) ideia de unificar as cores dos ônibus do Rio sem pensar se tal providência beneficiaria a população. E mudaram a numeração de algumas linhas. Sucede que os motoristas, que via de regra não diminuem a velocidade, mesmo ao se aproximarem de algum ponto, impossibilitam o usuário de identificar a tempo se a linha é a que deseja. Assim, o passageiro faz sinal com o veículo bem próximo do ponto e o motorista passa direto. Antes, pela cor do ônibus havia a identificação, além do que as diversas cores só traziam alegria visual, ao contrário das novas. ALOÍSIO BRANDÃO, Rio (*) Adjetivo usado com ironia.

O "ESPETÁCULO" POR TRÁS DOS ÔNIBUS PADRONIZADOS

É verdade que a diversidade visual, quando as empresas de ônibus exibem suas respectivas identidades visuais, não é garantia de um sistema de ônibus 100% honesto. Mas acobertar as empresas sob uma pintura padronizada torna a corrupção ainda mais fácil e bem mais disfarçada, porque os ônibus "iguaizinhos" dificultam ainda mais os passageiros comuns de identificarem cada empresa de ônibus. Essa ideia vêm à tona quando a Operação Lava Jato, controverso processo de aparente combate à corrupção, prendeu hoje, através do desdobramento chamado Operação Ponto Final, que investiga supostos esquemas de propina envolvendo empresários de ônibus do Rio de Janeiro, 10 suspeitos de movimentar um pagamento de propina de R$ 260 milhões a políticos. A lista, segundo divulgou esta manhã o portal G1, é esta: Mandados de prisão preventiva confirmados: Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina (preso) Rogério Onofre, ex-p...

QUAL CAPITAL IRÁ CANCELAR PRIMEIRO A PINTURA PADRONIZADA?

A pergunta deixa autoridades e tecnocratas arrepiados: Qual a cidade que irá cancelar primeiro a pintura padronizada? A medida de colocar diferentes empresas de ônibus sob uma mesma pintura, sob o critério de consórcios, zonas de bairros ou tipos de ônibus, se revela impopular e deficitária diante da promessa de disciplinar o transporte coletivo nas grandes cidades. Por mais que governantes insistam que a medida veio para ficar, num país em que se ceifou o mandato de uma presidenta da República antes de completar o mandato, deve-se esperar que a pintura padronizada deixe de valer antes de terminar os contratos, até pelas irregularidades e transtornos que isso representa. A pintura padronizada nos ônibus mostra seu sinal de esgotamento até mesmo em Curitiba e São Paulo, embora os transtornos e irregularidades tivessem seus casos mais graves no caso do município do Rio de Janeiro, que implantou a medida tardiamente e já em processo de decadência, em 2010. O Rio de Janeiro, em te...

Sobre o sistema viário de Copacabana e a inutilidade da padronização

       Hoje eu usei o novo sistema viário criado pela prefeitura, chamado de BRS (Bus Rapid Service). Para mim, que não ando de carro e nem pego determinadas linhas, não fez muita diferença, mas para quem tem carro, usa táxi ou pega linhas para o subúrbio, foi só transtornos. Muita gente penou para achar a linha de sua preferência e várias pessoas foram pegas de surpresa. Foi lastimável.                                    Ponto de ônibus desativado no novo sistema.      Ponto de ônibus próximo a Rua Siqueira Campos escolhido como ponto do novo sistema.              Folheto explicativo explicando o novo sistema de transportes.       Diante disso, a prefeitura contratou uma empresa d...

Empresas de ônibus bagunçam consórcios

    Semana passada e anteontem estive em Realengo. A Bangu tem colocado em linhas que só fazem trajetos dentro da Zona Oeste, ônibus com identificação do consórcio de araque Internorte quando nestas linhas deveria deveriam ser o do consórcio de araque Santa Cruz. Isso mostra o quanto a padronização é equivocada e o transtorno causado para as empresas e passageiros. No caso das empresas, estas quando carros quebram ou estão em manutenção,elas tem que colocar outro no lugar. Antes isso era smples, mas com a padronização fica confuso, pois ela não pode colocar um carro pertencente a um consórcio no outro e isso tem sido prática recorrente entre as empresas. Não é apenas a Bangu que faz isso, mas a maioria das empresas. Este é um problema que não existia. Ja para os passageiros, é os problemas citados com relação a pegar ônibus errado e dificuldade de denunciar um profissional ou empresa ruim.       De principio, a padronização parece algo irreve...

ORIGEM DO MODELO TECNOCRÁTICO DO SISTEMA DE ÔNIBUS COMPLETA 50 ANOS

ATUALMENTE, OS ÔNIBUS CARIOCAS USAM "FARDA". NINGUÉM PERCEBEU A RELAÇÃO DISSO COM A DITADURA MILITAR? Pintura padronizada que extingue as identidades visuais das empresas de ônibus em prol de um visual único, variado apenas em poucos detalhes conforme o consórcio ou tipo de serviço ou área de bairros, imposto por prefeituras ou secretarias estaduais de transporte. Sobrecarga horária de motoristas, que são obrigados a acelerar demais para cumprir os horários das linhas de ônibus, dentro de uma cidade em que cada vez mais o tráfego se congestiona e praticamente se paralisa nos horários de pico. Corredores expressos para ônibus de BRT que derrubam áreas ambientais, prejudicam o comércio popular e obrigam muitos moradores de comunidades populares a, sob precária indenização, morarem bem longe de onde viviam. Estes aspectos, além de muito sensacionalismo na compra de ônibus - com ar condicionado, articulados ou com motores possantes - , sem verificar questões como funcio...

Paranapuan faz sutil protesto contra padronização

A empresa Paranapuan acaba de receber seus ônibus para as chamadas linhas "M", na pintura do serviço Metrô-ônibus. Acho justo que serviços diferenciados tenham, pintura padronizada. Mas a frota convencional não deveria ter padronização. A maior parte das empresas também está contra a padronização e sempre arruma um jeito de protestar contra. Além da manutenção das pinturas personalizadas em seus sites, a Paranapuan inova com uma tarja nas cores da pintura tradicional na parte inferior do pára-brisa. É o jeito que ela encontrou para manter a sua identificação. Essa pintura padronizada está dando dor de cabeça em muita gente, e não por motivos estéticos. A dificuldade de identificação serviu para manter erros, criar novos erros e confundir ainda mais a população.