O projeto político antipopular deixado por Eduardo Paes, assim que deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro para se candidatar ao governo estadual, já começa a prejudicar as classes trabalhadoras, através da decisão judicial que atende a interesses empresariais. Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho, dada em última instância, ou seja, não cabendo mais recursos contrários à sentença, definiu que as funções de motorista e cobrador, quando acumuladas num único profissional, "não correspondem à dupla função", sendo trabalhos complementares, no entendimento dos ministros do órgão do Judiciário. O relator do documento, ministro Douglas Alencar Rodrigues, afirmou que o TST entende de que as funções de motorista e cobrador "são complementares" e que o desempenho simultâneo das duas não assegura ao trabalhador o direito ao recebimento de acréscimo salarial. A decisão tem por fim encerrar os mais de 500 processos judiciais de trabalhadores e advogados contra as empresas d...
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) não escondeu seu caráter politiqueiro ao aprovar a proposta do grupo Comporte - hoje em processo de expansão ao extinguir várias empresas para destacar marcas como União, Penha e Piracicabana - , da família Constantino, para dois lotes de linhas de ônibus municipais. Afirmando ser um processo "lento" e previsto para durar dois anos, Eduardo Paes tentou fazer um discurso politicamente correto, dizendo que a "nova licitação" irá "mexer com jogo de interesses". Ele tentou atribuir a politicagem para o "outro lado", as chamadas "empresas nativas" - duas das quais, Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel, tiveram suas garagens lacradas - , mas o prefeito deixa claro de que parte está o verdadeiro jogo político: a dele. Prometendo aumento de frota e controle de qualidade no serviço desde a manutenção da frota ao cumprimento de horários das linhas, Paes disse que a nova pintura padronizada ...