O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) não escondeu seu caráter politiqueiro ao aprovar a proposta do grupo Comporte - hoje em processo de expansão ao extinguir várias empresas para destacar marcas como União, Penha e Piracicabana - , da família Constantino, para dois lotes de linhas de ônibus municipais. Afirmando ser um processo "lento" e previsto para durar dois anos, Eduardo Paes tentou fazer um discurso politicamente correto, dizendo que a "nova licitação" irá "mexer com jogo de interesses". Ele tentou atribuir a politicagem para o "outro lado", as chamadas "empresas nativas" - duas das quais, Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel, tiveram suas garagens lacradas - , mas o prefeito deixa claro de que parte está o verdadeiro jogo político: a dele. Prometendo aumento de frota e controle de qualidade no serviço desde a manutenção da frota ao cumprimento de horários das linhas, Paes disse que a nova pintura padronizada ...
Em completo desprezo ao interesse público e mais preocupado em estabelecer uma promiscuidade entre o poder público e os empresários de ônibus, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, despejou nas ruas a primeira frota da atual fase dos ônibus padronizados. Operados pela Sancetur, empresa paulista com atuação em várias cidades brasileiras, a frota está destinada a operar a Zona Oeste, desafiando as atenções de passageiros pobres, incluindo trabalhadores, idosos e deficientes, que terão que tomar muito cuidado para não embarcar no ônibus errado. Quem presta provas de concursos públicos, então, têm mais um item para memorizar, e o prefeito carioca, pelo jeito nem está aí para ajudar a moçada para entrar no serviço público. Talvez Paes queira mesmo contratar influenciadores digitais, muitos destes ricos e que só andam de carros. Paes quer dividir as linhas em "lotes", nome dado às zonas de atuação, e, além disso, pretende criar uma lógica autoritária do sistema de ônibus: du...