Imagine um jogo de futebol do Brasileirão, da Copa do Brasil ou de uma copa estadual, em que diferentes times usam rigorosamente o mesmo uniforme e competem em campo nesta condição, só digerindo o calção usado por cada região. Flamengo contra Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro rigorosamente com a mesma identidade visual e, no caso de Flamengo contra o Coritiba ou o Sport de Recife, apenas a cor do calção varia. Os ônibus dos clubes seguiriam a mesma lógica, com a variação regional pela cor do para-choque. Suponhamos que a Confederação Brasileira de Futebol decidiu pelo fim da diversidade visual dos times de futebol. Não haverá mais rubro-negro, tricolor, verdão, azulão etc. Todos os times teriam um único uniforme e assim jogarão uns contra os outros. Os torcedores ficariam desnorteados, mas as autoridades iriam argumentar que esse transtorno seria passageiro. Também imaginamos se a CBF decidir que não há possibilidade de se colocar sequer o logotipo do clube, e a identificação do ti...
O projeto político antipopular deixado por Eduardo Paes, assim que deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro para se candidatar ao governo estadual, já começa a prejudicar as classes trabalhadoras, através da decisão judicial que atende a interesses empresariais. Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho, dada em última instância, ou seja, não cabendo mais recursos contrários à sentença, definiu que as funções de motorista e cobrador, quando acumuladas num único profissional, "não correspondem à dupla função", sendo trabalhos complementares, no entendimento dos ministros do órgão do Judiciário. O relator do documento, ministro Douglas Alencar Rodrigues, afirmou que o TST entende de que as funções de motorista e cobrador "são complementares" e que o desempenho simultâneo das duas não assegura ao trabalhador o direito ao recebimento de acréscimo salarial. A decisão tem por fim encerrar os mais de 500 processos judiciais de trabalhadores e advogados contra as empresas d...