
A padronização do Rio é baseada em áreas. A cidade foi dividida em 4 áreas. Cada área foi entregue a um consórcio, formado por várias empresas. Uma empresa, dependendo da área, poderia participar de mais de um consórcio, como no caso da Gire e das que circulam nas fronteiras de diferentes áreas. Estranhamente, o consórcio Santa Cruz é o que tem menor quantidade de empresas, apesar do prefeito ter prometido que a mesma teria sua frota bastante ampliada. O consórcio Intersul e o Transcarioca trocaram de cores na última hora (no protótipo, o Intersul seria azul). Provavelmente os articulados do BRT serão de responsabilidade dos consórcios Santa Cruz e Transcarioca.
Há suspeita de que os ônibus urbanos com ar não serão pintados. As chances são de exatamente 50%. Mas há também boatos de que frota refrigerada urbana será extinta. A fonte de inspiração para o novo sistema, o paulistano, não possui urbanos refrigerados em sua frota. Se a prefeitura decidir extinguir os urbanos refrigerados, será um retrocesso.
O prazer de admirar ônibus urbanos vai desaparecer no município. Como sabemos, em cidades que dotaram pintura padronizada, busólogos desviam seus interesses para outros tipos de ônibus que não tenham sido atingidos pela padronização. Ainda bem que poderemos cultuar as frotas de cidades próximas, pois na Grande São Paulo e na Grande BH nem isso. Ainda bem que não apareceu algum maluco para padronizar a frota interestadual. Já imaginaram? Eu já imaginei. Um horror.
Apesar de continuar não gostando da padronização, olhando melhor pintura escolhida, ela é das mais bonitas (a mais do estado). A frota padronizada mais bonita do país é a de Vitória, do Espírito Santo. A mais feia é a de Brasília. De qualquer modo, nenhum destes sistemas serve par ser admirado esteticamente.
O transporte do município do Rio não precisava padronizar a sua pintura. A posição do número do carro e do nome da empresa já era padronizada. Além disso, a sua diversidade visual é mundialmente conhecida e era uma atração a parte na cidade. Atraía busólogos de outras partes do país, caracterizando o turismo busófilo. Muitos encontros de busólogos erm organizados para admirar a frota carioca. Não sei como ficarão os encontros a partir de agora. Deverão ser transferidos par municípios vizinhos.
Com a padronização da frota carioca, o foco de admiração poderá ser deslocado para as cidades vizinhas e para Campos, que na contra-mão da capital, está embelezando sua frota com belíssimas e variadas pinturas. No âmbito nacional, Recife passa a ser a principal capital do embelezamento de frota municipal. Observem que na capital pernambucana somente o serviço integrado tem pintura padronizada, o que já acontecia com o Metrô-ônibus no Rio. Pra mim, somente serviços especiais deveriam ter pintura padronizada, para que o serviço possa ser destacado.
Bom, agora que a padronização está aí, resta torcer que a qualidade do transporte melhore, para compensar a perda estética. O sistema já começou mal, aprovando o ingresso de empresas reprovadas (disfarçadas de outros nomes) e consagrando a cabritização das novas aquisições, dando a entender que o prefeito desistiu dos prometidos veículos de piso baixo e motor traseiro, além do citado provável fim dos urbanos refrigerados. Vamos ficar acompanhando para ver onde isso acaba.
OBS: texto publicado em 05/11/2010 no Terminal Laranja e atualizado em 06/12/2010.
Bem, infelizmente, não veremos o aro preto no Estado do RJ por 2 motivos:
ResponderExcluir- a Ingá está deixando de adotar;
- a encampação branca do sr.Prefeito.
Marcelo,
ResponderExcluirAinda sim acho que não devemos desistir. Ainda ha o que lutar!
MPierre,
ResponderExcluirQue aro preto era esse?
E o aro de cor preta que esteve presente em pinturas como a saudosa tradicional da Paranapuan, a laranjinha da Rubamérica, os amarelos da Madureira Candelária e da Nossa Senhora de Lourdes, as pinturas vermelha/branca da antiga Santa Sofia e da TCG, o amarelo da antiga Colúmbia e o primeiro Azulão da saudosa CTC-RJ (é visto em alguns filmes como o remake de "Bonitinha, Mas Ordinária" de 1981 em que a Vera Fischer usou o Nimbus MB OH-1313 100527 nas cenas).
ResponderExcluirA última empresa da Capital a ter aro preto era a Vila Isabel que, agora, foi pelos ares e a Ingá era a única a ter rodas pretas que, infelizmente, está abandonando aos poucos.
Eu ja entendi. Tipo como são os onibus da 1001.
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