Pular para o conteúdo principal

O "AI-5" Busólogo envergonha o país


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Agora não tem jeito. Infelizmente a minha reputação está manchada perante a maioria dos busólogos cariocas. Não por culpa minha, mas por culpa da falta de discernimento dos busólogos que, acharam mais comôdo e menos trabalhoso não analisar meu ponto de vista, preferindo eles a defender ideias equivocadas, bloqueando qualquer tentativa de debate sadio, onde se chegaria a um consenso, baseado na lógica e não na defesa de crenças pessoais.

É uma pena, pois muita gente que eu admirava se virou contra mim, só porque eu defendia um ponto de vista mais coerente, desconfiando das autoridades, normalmente acostumadas a mentir, oferecendo um sistema de transporte cheio de falhas, maquiado por falsos luxos e pompas desnecessárias.

Os busólogos cariocas são o retrato do país: crédulos, teimosos e arrogantes, não admitindo qualquer ponto de vista que não se encaixem nos seus.

Espero que eles reflitam e façam as pazes comigo e com o meu irmão, autor do texto abaixo. Eu sempre quis a melhoria do transporte, sem a pompas que as autoridades querem colocar para disfarçar as falhas. Tentei avisar, mas preferiram ser enganados, fazer o quê?

O "AI-5 BUSÓLOGO" ENVERGONHA O PAÍS

Alexandre Figueiredo - Blogue Menos Automóveis nas Ruas

Baixou o espírito do senador mineiro Eduardo Azeredo em alguns busólogos e recebi pedidos, um tanto agressivos, nos últimos anos, de retirar fotos de autoria de alguns busólogos, porque eles foram reproduzidos "sem autorização".

Fazem ameaças de processos, mas outros disparam palavrões, outros fazem calúnias, numa atitude que envergonha o país, já que a arrogância com que esses busólogos agem constrange até quem está fora do Rio de Janeiro.

Eu NUNCA COMETI ILEGALIDADE, porque eu sempre colocava os créditos de autoria nas fotos. Uma vez, cheguei a comentar alegremente e de forma positiva que um busólogo tal registrou esta foto. Mas ele pediu, mesmo assim, a retirada da mesma.

Atitude assim - que eles têm a coragem de desmentir que se trata de CENSURA - , digna de um Ato Institucional Número Cinco, o AI-5 da ditadura militar, não favorece em coisa alguma a busologia fluminense. Pelo contrário, expõe posturas, posições e procedimentos que busólogos OUTRORA ADMIRÁVEIS adotam, decepcionando muitos fãs.

O autoritarismo, as ofensas pessoais e as ameaças causadas por essa elite da busologia não os fortalecem de forma alguma. Pelo contrário, cria-se um ABUSO DE PODER em que só os amigos mais próximos dos busólogos é que devem publicar tais fotos. Quem não faz parte da "panela" precisa pedir autorização e olhe lá.

Só que isso, em vez de elevar a moral desses busólogos autoritários, os joga à pior das humilhações. Porque o abuso do poder vai contra o verdadeiro respeito humano,. vai contra a liberdade de expressão, vai contra a liberdade de informação.

SOBRE AS FOTOS MONTAGENS DE ÔNIBUS DESPADRONIZADOS

Eu NUNCA COMETI ILEGALIDADE alguma. Pelo contrário, RESPEITEI AS AUTORIAS ORIGINAIS, por isso não há a menor razão para processos judiciais. Só seria passível de ser processado se eu tomasse as fotos como se fossem de minha autoria, o que NUNCA ACONTECEU.

Se os busólogos fossem processar alguém, deveriam processar também a BUSCA DO GOOGLE, porque ela também reproduz as fotos do Ônibus Brasil que servem de fontes para minhas fotos montagens. Ou deveriam processar a Associação Brasileira de Normas Técnicas por causa de um botãozinho chamado Print Screen.

As minhas fotos-montagens NÃO SUBSTITUEM as fotos originalmente feitas por seus autores. E não é só eu que faço isso, mas gente como Renato Passos, Victor Hugo Pereira ou outro que vier. Eles também serão processados por terem feito montagens de fotos?

Portanto, não existe ilegalidade. Ameaçar processos judiciais dessa forma arbitrária pode ser perigoso. Expõe o processante a uma prepotência que irá afastar amigos e fãs. Irá expor sua arrogância, sua censura, e em vez do busólogo autoritário se tornar mais admirado, ele se tornará mais temido.

CERTOS BUSÓLOGOS NÃO SABEM CONVIVER COM A DEMOCRACIA

A verdade é que certos busólogos não sabem conviver com a democracia. Eles acabam, ao pedir censura à reprodução de fotos, fazendo o mesmo que as campanhas SOPA, PIPA e ACTA, de triste lembrança e bastante impopulares, queriam fazer contra a Internet em geral.

Eles não sabem que muita gente usa fotos da Internet, em reproduções aparentemente sem autorização, para ilustrar seus textos. E várias fazem sem creditar autorias, e nem por isso são condenadas ou perseguidas.

O autoritarismo dos busólogos não os faz mais fortes, repito, e nem mais admiráveis. Como fotógrafos, eles continuam sendo excelentes, mas como seres humanos eles decepcionaram muito. Não sabem viver num regime democrático.

Hoje eles pedem que busólogos que não pensem igual a eles retirem suas fotos. Amanhã, se algum busólogo se tornar Prefeito do Rio de Janeiro, vai reprimir greve de professores com a violência policial. E não adianta eles falarem em moralidade ou dizer que não defendem censura, porque eles agem igualzinho ao que pessoas como Jair Bolsonaro, Demóstenes Torres, Paulo Maluf e Geraldo Alckmin já agiram.

Se forem parlamentares da ALERJ, então, dá para imaginar esses mesmos busólogos "fazendo marcação" contra quem não votar com eles.

Mas eles não estão com a razão. Seu autoritarismo só os expõe muito mal. Desse modo, a busologia continua tendo uma péssima imagem na sociedade e o autoritarismo de alguns busólogos só faz piorar as coisas para eles mesmos. Afinal, ter muita visibilidade e prestígio não permite que pessoa alguma cometa ABUSO DE PODER contra quem quer que seja.

Mais do que exigir respeito, deve-se respeitar os outros. Nada fiz contra busólogos de qualquer espécie. Eu respeitei e admirei todos os busólogos cariocas, não entendo até agora por que eles andam me ofendendo ou censurando de todo modo. Mas o verdadeiro prejudicado com isso não sou eu, mas eles, na medida que seu autoritarismo expõe sua prepotência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Saudades da linha 175 e a bagunça que o Eduardo Paes está fazendo nos transportes do Rio

         Estava pesquisando sobre o Gabriel Pensador e sobre a brilhante cantora Jocely Brown sobre as músicas Festa da Rua do Tupiniquim e Somebody Else guy e eis que achei um clip da música da linha 175 da também saudosa Amigos Unidos (embora seus últimos anos de vida não sejam nada saudosos). Neste vídeo que o Gabriel homenageia esta linha, mostra como era os ônibus no ano de 1994 onde o ex-prefeito Cesar Maia mudou o layout dos números de órdem colocando-os de maneira estéticamente ruím, mas sem acabar com as pinturas das empresas, embora ele também quisesse ao colocar os ônibus com a chamada cor canarinho, pintura esta inspirada nas pinturas padronizadas dos ônibus de Santiago, capital do Chile, mas que ele não levou adiante, reservando esta pintura as linhas expressas que faziam qualquer trajeto do Rio com destino ao Centro. O mesmo teve bom senso e não impôs isso as empresas, embora o layout que ele lançou na época eu nunca ...

EM SÃO PAULO, REGIÃO DA CASA VERDE É MAL SERVIDA DE ÔNIBUS

É PRECISO FÔLEGO DE ALPINISTA PARA PERCORRER ESSA PARTE DA RUA RELÍQUIA, DESPROVIDA DE LINHA REGULAR DE ÔNIBUS. Em São Paulo, a região da Casa Verde tem uma considerável área, mas é tratada como se fosse um quintalzinho cercado dos bairros de Santana, Barra Funda e Limão. É um bairro que está longe do dinamismo que torna a capital paulista famosa no Brasil e no mundo. Precisando reforçar o comércio e as moradias, a região da Casa Verde tem um sistema de ônibus muito mal planejado, com linhas importantes que não circulam nos fins de semana e feriados e linhas com falhas nos seus itinerários, além da falta de linhas de ônibus ligando áreas como Tucuruvi e Lapa. Já é um sofrimento o fato da região não ser atendida por metrô, depois que as autoridades desistiram de criar uma estação na Casa Verde. A precariedade do bairro é tal que vários moradores estão saindo do bairro, cujo entorno prioriza mais as oficinas de consertos de carros e empresas de fornecimentos de peças, sem no entanto have...

CONGESTIONAMENTOS "ENSINAM" NITERÓI A PENSAR EM NOVA ESTRADA PARA RIO DO OURO E VÁRZEA DAS MOÇAS

Anteontem, um acidente com um caminhão de garrafas grandes de água mineral, na Av. do Contorno, em Niterói, complicou o trânsito, causando lentidão diante da pista molhada e da faixa de tráfego bloqueada devido à queda do veículo. Dias atrás, um acidente com um navio abandonado que, à deriva, atingiu parte da Ponte Rio-Niterói, fez o trânsito das duas pistas ficar parado durante horas, complicando a ligação da cidade com o vizinho Rio de Janeiro. O que isso tem a ver com a Rodovia RJ-106, objeto de uma "silenciosa" polêmica? Muita coisa. Poucos percebem ou querem admitir, mas há uma situação surreal e complicada entre os bairros de Rio do Ouro e Várzea das Moças, que permanece uma novela interminável comparada ao antigo projeto da estrada Cafubá-Charitas, que levou 74 anos para sair do papel. Rio do Ouro e Várzea das Moças não possuem avenida própria de ligação. A ligação dos dois bairros depende de um deslocamento, de alguma forma demorado, pelo trecho da Rodovia RJ-106, que...

SECRETÁRIO MACDOWELL GARANTE: PINTURA PADRONIZADA PODE ACABAR

Em entrevista dada ao jornal Extra no último dia 05, o vice-prefeito do Rio de Janeiro e secretário de Transportes da cidade, Fernando MacDowell, afirmou que pretende cancelar a pintura padronizada nos ônibus. Ele não disse detalhes, mas afirmou que pretende retomar os ônibus "coloridos", que ele havia definido como tradição carioca. O secretário, que também é engenheiro, havia apelado em 2010 para o então prefeito carioca Eduardo Paes não adotar a pintura padronizada. "Outra coisa que queremos mudar é a cor dos ônibus. Vamos voltar aos ônibus como eram antes. (Hoje é) cada área da cidade com uma cor. As empresas também gostaram dessa mudança. Era uma marca do Rio ter os ônibus coloridos", afirmou MacDowell. A pintura padronizada simbolizou um modismo que antecipou uma mentalidade ao mesmo tempo tecnocrática e politiqueira que, hoje, é simbolizada no plano nacional pelo governo Michel Temer (que tem o arquiteto da "república de Curitiba" Jaime Ler...

MAIS UM LEITOR RECLAMA CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ

Segue mais uma carta, publicada na sessão Dos Leitores de O Globo, 03 de abril de 2011: ÔNIBUS SEM CORES Tiveram a brilhante (*) ideia de unificar as cores dos ônibus do Rio sem pensar se tal providência beneficiaria a população. E mudaram a numeração de algumas linhas. Sucede que os motoristas, que via de regra não diminuem a velocidade, mesmo ao se aproximarem de algum ponto, impossibilitam o usuário de identificar a tempo se a linha é a que deseja. Assim, o passageiro faz sinal com o veículo bem próximo do ponto e o motorista passa direto. Antes, pela cor do ônibus havia a identificação, além do que as diversas cores só traziam alegria visual, ao contrário das novas. ALOÍSIO BRANDÃO, Rio (*) Adjetivo usado com ironia.

BAGULHO NO BUMBA

Por Alexandre Figueiredo Depois do fracasso da padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro que, por razões políticas, faz prevalecer a medida, forçando a barra para os passageiros cariocas, agora é Niterói que adere à camuflagem visual de seus ônibus. É uma lógica autoritária de licitação, de certa forma ilegal, porque contraria os princípios da Lei 8666 no que diz à funcionalidade e ao interesse público (embora esse ilegalidade possa facilmente ser desmentida por desculpas falaciosas e "técnicas"), servindo mais como propaganda política das prefeituras e afirmação política dos secretários de transporte. Essa medida, que visa os eventos esportivos de 2014 e 2016, foi implantada pela primeira vez em Curitiba, durante a ditadura militar. O ato de esconder as empresas de ônibus com uma identidade padronizada dificulta a identificação visual e permite que abusos sejam cometidos à revelia dos passageiros. E faz com que o reconhecimento exato de cada empresa seja um p...

CASO 917M MOSTRA QUE AUTORIDADES NÃO ANDAM DE ÔNIBUS

Pobre do morador do Jardim Laranjeiras, no entorno da Praça Delegado Amoroso Neto e Rua Reims, que precisa se divertir na maior avenida da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista. O retorno para casa se torna um grande suplício, algo que as autoridades do transporte público de São Paulo desconhecem completamente, porque nenhuma delas tem o hábito de utilizar regularmente o sistema de ônibus. A linha 917M-10 Morro Grande / Metrô Ana Rosa, só serve como opção de ida, pois, na volta, a linha, assim como sua variante 917M-31, ao passar pelo Viaduto do Limão, no entorno da Av. Ordem e Progresso, desce a rampa de acesso para a Av. Otaviano Alves de Lima, na Marginal do Rio Tietê. Quem quiser ir para o Jardim Laranjeiras, tem que saltar e andar a pé. Conforme dados publicados pelo Moovitapp, aplicativo de transporte público na Internet, a caminhada da descida dessa rampa de acesso para o Jardim Laranjeiras leva 11 minutos. Mas isso é teoria e os piores transtornos não aparecem nos gráficos da...

VALE A PENA ESCONDER EMPRESA DE ÔNIBUS EM NOME DA MOBILIDADE URBANA?

ACIDENTE DE ÔNIBUS EM CURITIBA - DECADÊNCIA DO SISTEMA. O começo do governo de Michel Temer está demonstrando, em diversos aspectos, os cacoetes do fisiologismo político. Medidas autoritárias que são impostas sob o pretexto de "beneficiar a sociedade" e "atender ao interesse público", se apoiando de argumentos "técnicos" e prometendo "futuros ajustes para otimização". No âmbito do transporte coletivo, a gente viu esse filme de terror e suspense através de Jaime Lerner, um político da ditadura militar tido falsamente como "futurista" e "progressista". quando ele lançou medidas impopulares como pintura padronizada nos ônibus, redução de frotas nas ruas, dupla função motorista-cobrador e redução de percursos de linhas de ônibus. É até surreal que o mesmo motivo de queixas dos passageiros, as longas esperas por ônibus por conta da quantidade limitada de ônibus, seja aplaudido por uma estranha elite de busólogos, mais preoc...

Paranapuan faz sutil protesto contra padronização

A empresa Paranapuan acaba de receber seus ônibus para as chamadas linhas "M", na pintura do serviço Metrô-ônibus. Acho justo que serviços diferenciados tenham, pintura padronizada. Mas a frota convencional não deveria ter padronização. A maior parte das empresas também está contra a padronização e sempre arruma um jeito de protestar contra. Além da manutenção das pinturas personalizadas em seus sites, a Paranapuan inova com uma tarja nas cores da pintura tradicional na parte inferior do pára-brisa. É o jeito que ela encontrou para manter a sua identificação. Essa pintura padronizada está dando dor de cabeça em muita gente, e não por motivos estéticos. A dificuldade de identificação serviu para manter erros, criar novos erros e confundir ainda mais a população.

Padronização é o oposto de democracia

Por Marcelo Pereira O Brasil se caracteriza pela padronização de ideias e costumes. Adora imitar os outros. Modismos propagam na sociedade brasileira com muita facilidade. Além disso, o brasileiro não tolera diferenças e se aparece alguém que se recuse a fazer algo que a maioria esmagadora tem o hábito de fazer, muitas vezes é tratado como um ser estranho, um monstro e em muitos casos, um mau-caráter, por mais bondoso que seja. A copa do mundo mostrou que o povo adora ser padronizado, todos gostando de futebol (muitos - sem perceber - por obrigação), vestindo suas camisetas amarelas e torcendo pela vitória da "seleção" sem saber qual a verdadeira importância desta vitória (inútil para o cotidiano de nosso país). Para a maioria dos brasileiros, ter um time favorito é tão importante quanto ter um R.G. ou um número de CPF. Agora vem o prefeito do Rio, Eduardo Paes e sua tão sonhada (por ele - of course) padronização de pinturas dos ônibus, acabando de vez com o m...