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BUSÓLOGOS AGRESSIVOS PERDEM O CARTAZ NO HOBBY


É inútil combinar falso vitimismo com sentimento de vingança. Uma parcela de busólogos agressivos, que havia espalhado baixarias e mensagens de intolerância e até envolvidos em blogues de difamação e ofensas - já denunciados à Polícia Federal, por meio do SaferNet - , perdeu o cartaz, abrindo para uma geração mais civilizada de busólogos. Apenas os veteranos que agem de forma respeitosa continuam se destacando na Internet.

Mesmo num cenário favorável a brutalidades nesse sentido, que é o governo de Jair Bolsonaro - que esses busólogos, antes de todo mundo, apoiaram abertamente - , os busólogos mais agressivos, já apelidados de "brutólogos", acabam também pagando a conta da truculência.

Tornou-se inútil fingir bom-mocismo, nas feiras de transporte e mobilidade urbana do país, falar mansinho nos vídeos publicados nas redes sociais, falar com outras pessoas de maneira tranquila e alegre e, nas redes sociais, ficar agredindo os outros e usar pseudônimos para criar páginas ofensivas, gastando o tempo que deveria ser para publicar novas fotos de ônibus.

No Rio de Janeiro, onde houve casos mais típicos de truculência busóloga - sobretudo quando o projeto de sistema de ônibus de Eduardo Paes prometia cargos de assessores na SMTR de Alexandre Sansão, o que impulsionou as brigas dentro do hobby - , era comum o falso vitimismo de busólogos que, quando denunciados, bradavam querendo saber quem é que os denunciou. Diz a anedota que eles eram capazes de crucificar novamente Jesus Cristo se ele fosse autor das denúncias.

A dissimulação tem limites e houve um caso de um busólogo que agrediu todo mundo, espalhou que "sentia nojinho" de fulano e sicrano, criou blogues de ofensas para todo mundo - ele começava ofendendo apenas busólogos emergentes, mas a ideia seria humilhar os grandes, também - e, de tanto ir a Niterói na tentativa de ameaçar desafetos, acabou, na verdade, se espondo a milicianos que fazem ponto na área do antigo Carrefour e que tinham vendedores ambulantes como informantes.

Outros busólogos ficavam xingando os outros de "seu m****" e tinha até um com apelido de fritura, que tentou fazer ofensas até na lista de mensagens do Ônibus Brasil, frustrado com a sua perda de cartaz no hobby.

A antiga autoconfiança que fazia os busólogos mais agressivos sentirem o gosto da impunidade e a falar grosso sempre quando estão encrencados não os impediu de sofrer o desgaste e a desmoralização que os atingem.

Afinal, desrespeitar os outros acaba até mesmo com antigas grandes reputações. De que adianta ser o maioral na busologia se tem pavio curto e fica ameaçando os outros? Além disso, escrever ofensas e xingações nas redes sociais e perder tempo com blogue de ofensas e difamações gera um preço muito caro.

No primeiro momento, o busólogo raivoso acha que as redes sociais são vasos sanitários para despejar seus entulhos mentais contra quem não pensa igual a ele. Mas depois esse busólogo é desmascarado, ele dá piti mas é tarde demais, ele acaba sendo alvo de ódio até daqueles em que ele buscava se apoiar e, traumatizado, ele corre contra o tempo para apagar as mensagens violentas que publicou, depois que cópias delas estão nas mãos de internautas desafetos e até agentes de polícia.

Além disso, o reacionarismo desses busólogos acabou espondo suas posições fascistas e antipopulares defendendo a pintura padronizada nos ônibus do Brasil, que confunde os passageiros comuns na hora de pegar ônibus, a redução de frotas de ônibus em circulação, que obriga os passageiros a ficar mais tempo esperando um veículo, e a dupla função motorista-cobrador, que sobrecarrega o trabalho dos motoristas.

E aí não adianta, da mesma forma, defender posturas antipopulares e inventar que "o povo apoia isso". A falsidade e a agressividade dessa parcela de busólogos contribui mais ainda para agravar o preconceito contra o hobby, bem mais do que o simples fato de curtir ônibus, e um pouco mais de humildade é necessário, assim como o respeito humano.

Também não se pode fazer "humildade de fachada" enquanto agride os outros nos bastidores. E também não se pode pedir respeito dos outros se a outros não se dá esse respeito. É por isso que os busólogos mais agressivos estão perdendo o cartaz e, se eles continuarem com a agressividade, serão obrigados a arcar com as consequências, porque nenhum agressor mantém sua situação sob controle por muito tempo. Respeito é bom e todos gostam. Até mesmo na busologia.

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