Pular para o conteúdo principal

SOBREPOSIÇÃO DE COMERCIAIS DE AUTOMÓVEL CONGESTIONAM TELEVISÃO NO PAÍS


Continua o congestionamento publicitário dos comerciais de automóvel, que se sobrepõem em dois e três num pequeno intervalo de televisão. A sobreposição de comerciais de automóveis acaba estimulando o telespectador a usar mais o automóvel, não havendo restrição e contribuindo para o trânsito intenso que provoca muitos atrasos nos compromissos diários.

Não há uma orientação de limitação do uso de automóveis e há famílias que usam carros para levar e trazer os filhos da escola. O uso ilimitado de automóveis, que mesmo com seu tamanho relativamente grande, chegam a ser ocupados por apenas uma só pessoa, é um dos graves problemas da realidade urbana das cidades.

A sobreposição dos comerciais de automóveis na TV se dá quando dois comerciais de marcas de automóveis ocupam um mesmo intervalo comercial, que é de cinco minutos. Em certos casos, há ainda comercial de artigos relacionados aos carros, como baterias e combustíveis e inserções regionais de comerciais de concessionárias locais.

Com isso, o telespectador fica hipnotizado com tantos comerciais de automóveis. Ele então passa a comer automóvel, beber automóvel, dar automóvel como material escolar para seus filhos, construir automóvel, morar em automóvel, se perfumar com automóvel, tomar banho de automóvel.

AVISOS INSUFICIENTES

Verificando cada módulo dos intervalos comerciais do Bom Dia Brasil, no presente 18 de março de 2016, notou-se a sobreposição de comerciais de automóveis. Em dois intervalos, além de haver, em cada um, dois comerciais de rede, ou seja, transmitidos em todo o país, no Rio de Janeiro foi inserido, em cada módulo, mais um comercial de concessionária local.

Só em dois deles - Chevrolet e JAC Motors - se observou alguma aparente preocupação com melhorias no trânsito. Só que o aviso é extremamente vago e posto sem destaque: "Todos juntos por um trânsito melhor". Esse aviso é insuficiente, pois nada diz sobre as restrições das pessoas a usarem automóvel somente quando precisam.

Algumas outras marcas, como FIAT e Peugeot, se limitam apenas a citar pedestres nos avisos: "Pedestre, respeite a faixa". A marca Hyundai não fez qualquer aviso sobre restrição do uso de carro ou aviso a pedestres.

A ideia deveria ser colocar um aviso com tarja preta, a exemplo do que ocorre com as bebidas alcoólicas, advertindo às pessoas a usarem automóvel somente quando necessário, visando evitar congestionamentos.

É comprovado que nem todos que saem de carro usam como necessidade e, não obstante, é possível que cinco pessoas que usam um mesmo trajeto de automóvel possam combinar para fazer um rodízio em que apenas um usa um automóvel.

Daí que o congestionamento pode ser evitado quando as pessoas passam a ter responsabilidade e entrem em contato com amigos combinando irem juntos num carro com assentos para cinco pessoas. Assim, cada automóvel tiraria quatro de circulação, o que pode representar uma redução drástica no número de automóveis circulando, se a sociedade ajudar e se a mídia estimular a moderação no uso de automóveis.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Saudades da linha 175 e a bagunça que o Eduardo Paes está fazendo nos transportes do Rio

         Estava pesquisando sobre o Gabriel Pensador e sobre a brilhante cantora Jocely Brown sobre as músicas Festa da Rua do Tupiniquim e Somebody Else guy e eis que achei um clip da música da linha 175 da também saudosa Amigos Unidos (embora seus últimos anos de vida não sejam nada saudosos). Neste vídeo que o Gabriel homenageia esta linha, mostra como era os ônibus no ano de 1994 onde o ex-prefeito Cesar Maia mudou o layout dos números de órdem colocando-os de maneira estéticamente ruím, mas sem acabar com as pinturas das empresas, embora ele também quisesse ao colocar os ônibus com a chamada cor canarinho, pintura esta inspirada nas pinturas padronizadas dos ônibus de Santiago, capital do Chile, mas que ele não levou adiante, reservando esta pintura as linhas expressas que faziam qualquer trajeto do Rio com destino ao Centro. O mesmo teve bom senso e não impôs isso as empresas, embora o layout que ele lançou na época eu nunca ...

PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ NÃO CHEGARÁ A 20 ANOS

VERDUN E MATIAS IGUAIZINHOS - Visual padronizado não traz vantagens reais para os passageiros. O texto em questão pode parecer um absurdo hoje, mas pensando a longo prazo, verá que faz um bom sentido. Pois o que se anuncia é que é muito pouco provável que a padronização visual adotada nos ônibus do Rio de Janeiro irá durar os vinte anos previstos para os consórcios. A medida pode até estar sendo tolerada pela maioria da população, mas apoio ela não recebe mesmo. A medida, comprovadamente, está mostrando as desvantagens do visual igualzinho de várias empresas, que confunde os passageiros que não podem mais reconhecer os ônibus de longe. Além disso, também não há a menor graça "rachar" uma mesma empresa de ônibus em dois consórcios, o que aumenta ainda mais a confusão. A medida só "prevalece" hoje porque, em nossa política, ainda vivemos a herança do regime militar e dos aliados civis que, tempos atrás, constituíram no grupo político que sustentou os governos Collor e...

MAIS UM LEITOR RECLAMA CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ

Segue mais uma carta, publicada na sessão Dos Leitores de O Globo, 03 de abril de 2011: ÔNIBUS SEM CORES Tiveram a brilhante (*) ideia de unificar as cores dos ônibus do Rio sem pensar se tal providência beneficiaria a população. E mudaram a numeração de algumas linhas. Sucede que os motoristas, que via de regra não diminuem a velocidade, mesmo ao se aproximarem de algum ponto, impossibilitam o usuário de identificar a tempo se a linha é a que deseja. Assim, o passageiro faz sinal com o veículo bem próximo do ponto e o motorista passa direto. Antes, pela cor do ônibus havia a identificação, além do que as diversas cores só traziam alegria visual, ao contrário das novas. ALOÍSIO BRANDÃO, Rio (*) Adjetivo usado com ironia.

O "ESPETÁCULO" POR TRÁS DOS ÔNIBUS PADRONIZADOS

É verdade que a diversidade visual, quando as empresas de ônibus exibem suas respectivas identidades visuais, não é garantia de um sistema de ônibus 100% honesto. Mas acobertar as empresas sob uma pintura padronizada torna a corrupção ainda mais fácil e bem mais disfarçada, porque os ônibus "iguaizinhos" dificultam ainda mais os passageiros comuns de identificarem cada empresa de ônibus. Essa ideia vêm à tona quando a Operação Lava Jato, controverso processo de aparente combate à corrupção, prendeu hoje, através do desdobramento chamado Operação Ponto Final, que investiga supostos esquemas de propina envolvendo empresários de ônibus do Rio de Janeiro, 10 suspeitos de movimentar um pagamento de propina de R$ 260 milhões a políticos. A lista, segundo divulgou esta manhã o portal G1, é esta: Mandados de prisão preventiva confirmados: Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina (preso) Rogério Onofre, ex-p...

QUAL CAPITAL IRÁ CANCELAR PRIMEIRO A PINTURA PADRONIZADA?

A pergunta deixa autoridades e tecnocratas arrepiados: Qual a cidade que irá cancelar primeiro a pintura padronizada? A medida de colocar diferentes empresas de ônibus sob uma mesma pintura, sob o critério de consórcios, zonas de bairros ou tipos de ônibus, se revela impopular e deficitária diante da promessa de disciplinar o transporte coletivo nas grandes cidades. Por mais que governantes insistam que a medida veio para ficar, num país em que se ceifou o mandato de uma presidenta da República antes de completar o mandato, deve-se esperar que a pintura padronizada deixe de valer antes de terminar os contratos, até pelas irregularidades e transtornos que isso representa. A pintura padronizada nos ônibus mostra seu sinal de esgotamento até mesmo em Curitiba e São Paulo, embora os transtornos e irregularidades tivessem seus casos mais graves no caso do município do Rio de Janeiro, que implantou a medida tardiamente e já em processo de decadência, em 2010. O Rio de Janeiro, em te...

EMPRESA QUE LIGA GOIÂNIA À BOLÍVIA DÁ UM PUXÃO DE ORELHA NOS GOIANIENSES

A população de Goiânia tem a oportunidade de viajar para a Bolívia, assim como os bolivianos têm a chance de visitar a capital de Goiás para fazer turismo e outras finalidades. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) homologou a licença, semanas atrás, para uma empresa de ônibus boliviana operar o trajeto entre a cidade de Puerto Suarez, no país vizinho, e a capital goiana, com seção em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Um detalhe, todavia, chama muito a atenção, a respeito do nome da empresa escolhida para a operação, a Cooperativa de Transporte Mixto 23 de Marzo, bastante destacada no serviço rodoviário boliviano. 23 de Marzo, em espanhol, quer dizer “23 de Março”, referente a uma data histórica que, de maneira muito estranha, é renegada pela população de Goiânia, o dia em que a cidade foi declarada capital de Goiás, 23 de março de 1937. A data se refere ao dia em que o prefeito Pedro Ludovico, nomeado interventor por Getúlio Vargas, assinou o decreto 1816, transferindo tod...

Sobre o sistema viário de Copacabana e a inutilidade da padronização

       Hoje eu usei o novo sistema viário criado pela prefeitura, chamado de BRS (Bus Rapid Service). Para mim, que não ando de carro e nem pego determinadas linhas, não fez muita diferença, mas para quem tem carro, usa táxi ou pega linhas para o subúrbio, foi só transtornos. Muita gente penou para achar a linha de sua preferência e várias pessoas foram pegas de surpresa. Foi lastimável.                                    Ponto de ônibus desativado no novo sistema.      Ponto de ônibus próximo a Rua Siqueira Campos escolhido como ponto do novo sistema.              Folheto explicativo explicando o novo sistema de transportes.       Diante disso, a prefeitura contratou uma empresa d...

Empresas de ônibus bagunçam consórcios

    Semana passada e anteontem estive em Realengo. A Bangu tem colocado em linhas que só fazem trajetos dentro da Zona Oeste, ônibus com identificação do consórcio de araque Internorte quando nestas linhas deveria deveriam ser o do consórcio de araque Santa Cruz. Isso mostra o quanto a padronização é equivocada e o transtorno causado para as empresas e passageiros. No caso das empresas, estas quando carros quebram ou estão em manutenção,elas tem que colocar outro no lugar. Antes isso era smples, mas com a padronização fica confuso, pois ela não pode colocar um carro pertencente a um consórcio no outro e isso tem sido prática recorrente entre as empresas. Não é apenas a Bangu que faz isso, mas a maioria das empresas. Este é um problema que não existia. Ja para os passageiros, é os problemas citados com relação a pegar ônibus errado e dificuldade de denunciar um profissional ou empresa ruim.       De principio, a padronização parece algo irreve...

ORIGEM DO MODELO TECNOCRÁTICO DO SISTEMA DE ÔNIBUS COMPLETA 50 ANOS

ATUALMENTE, OS ÔNIBUS CARIOCAS USAM "FARDA". NINGUÉM PERCEBEU A RELAÇÃO DISSO COM A DITADURA MILITAR? Pintura padronizada que extingue as identidades visuais das empresas de ônibus em prol de um visual único, variado apenas em poucos detalhes conforme o consórcio ou tipo de serviço ou área de bairros, imposto por prefeituras ou secretarias estaduais de transporte. Sobrecarga horária de motoristas, que são obrigados a acelerar demais para cumprir os horários das linhas de ônibus, dentro de uma cidade em que cada vez mais o tráfego se congestiona e praticamente se paralisa nos horários de pico. Corredores expressos para ônibus de BRT que derrubam áreas ambientais, prejudicam o comércio popular e obrigam muitos moradores de comunidades populares a, sob precária indenização, morarem bem longe de onde viviam. Estes aspectos, além de muito sensacionalismo na compra de ônibus - com ar condicionado, articulados ou com motores possantes - , sem verificar questões como funcio...

Paranapuan faz sutil protesto contra padronização

A empresa Paranapuan acaba de receber seus ônibus para as chamadas linhas "M", na pintura do serviço Metrô-ônibus. Acho justo que serviços diferenciados tenham, pintura padronizada. Mas a frota convencional não deveria ter padronização. A maior parte das empresas também está contra a padronização e sempre arruma um jeito de protestar contra. Além da manutenção das pinturas personalizadas em seus sites, a Paranapuan inova com uma tarja nas cores da pintura tradicional na parte inferior do pára-brisa. É o jeito que ela encontrou para manter a sua identificação. Essa pintura padronizada está dando dor de cabeça em muita gente, e não por motivos estéticos. A dificuldade de identificação serviu para manter erros, criar novos erros e confundir ainda mais a população.